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BSB, 30/9- A Caixa Econômica Federal estrutura-se para dar o maior passo no sentido de acelerar a concessão do financiamento da casa própria no país. Ela quer fazer com que o comprador de imóvel saia com o empréstimo aprovado dentro das imobiliárias e das construtoras, exatamente como acontece no mercado de veículos, em que o comprador sai da concessionária com o carro novo, financiamento e seguro aprovados.
A Caixa prospecta acordos operacionais com as principais imobiliárias e construtoras do país e não descarta a possibilidade de comprar participações nessas empresas. O objetivo é manter a posição de mercado, quando os concorrentes se estruturam para crescer no setor. A adesão da Caixa ao modelo de “correspondente imobiliário”, em que os corretores de imóveis fazem 90% da origem de crédito imobiliário, tem o potencial de mudar a forma com que o financiamento da casa própria acontece no país.
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BSB, 18/9- No ano em que a Copa do Mundo acontecerá no Brasil, mais precisamente em 2014, a proporção do crédito habitacional sobre o PIB (Produto Interno Bruto) terá quase triplicado.
A conclusão é de estudo realizado pela consultoria MB Associados, por encomenda da Abecip (Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), divulgado na quarta-feira (11).
De acordo com os dados, a expectativa é de que o crédito habitacional feche este ano com uma representatividade de 4% sobre o PIB e passe a 11% em 2014.
Neste ano, o crédito habitacional deve somar R$ 136 bilhões, mas fechará 2014 em R$ 520 bilhões, o que significa que o montante mais que triplicará (+282,35%).
Frente ao ano passado, quando R$ 91,9 bilhões foram emprestados para a compra de imóveis, deve haver um crescimento de 47,9% ao final de 2010.
Entre os aspectos que beneficiam o mercado imobiliário brasileiro, o estudo aponta condições macroeconômicas sólidas, o fato de não haver um processo de desregulamentação e a classe média ainda estar em forte processo de expansão de renda e emprego.
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BSB, 9/8- O boom do mercado imobiliário já provoca também um boom de atrasos na entrega dos imóveis comprados na planta dois anos atrás, quando houve um pico de lançamentos. Falta de mão de obra, de materiais de construção, morosidade nos trâmites burocráticos para legalizar os imóveis e até o excesso de chuvas são fatores apontados pelas construtoras para ultrapassar os prazos estabelecidos nos contratos.
Não existem estatísticas consolidadas sobre o problema. Mas indicadores parciais mostram que houve aumento no número de reclamações feitas pelos compradores de imóveis novos nos órgãos de defesa do consumidor. Além disso, as construtoras isoladamente e entidades representativas da construção civil admitem que, em muitos casos, os prazos iniciais acordados em contrato não foram cumpridos.
De janeiro ao dia 10 de julho, por exemplo, quase quadruplicou, em relação a igual período de 2009, o número de queixas de consumidores que tiveram problemas com imóveis, segundo informações do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa do Consumidor (Ibedec).
"E 70% das reclamações são de compradores que não receberam a moradia no prazo combinado", afirma o presidente da entidade, José Geraldo Tardin. O restante (30%) das queixas se refere a defeitos nos imóveis.
No primeiro semestre de 2009, Tardin recebia 14 consultas diárias de consumidores com problemas referentes à compra de imóveis no País. Neste ano, essa marca subiu para 53.
Dados da Fundação Procon de São Paulo também indicam crescimento significativo, de 106,6%, no número de atendimentos na capital paulista no primeiro semestre deste ano em relação a igual período de 2009 de consumidores que não receberam o imóvel no prazo combinado. De janeiro a junho deste ano, foram 62 atendimentos, contra 30 nos mesmos meses de 2009.
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BSB, 9/8- Um levantamento semestral, feito a pedido do Estado, pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça levando em conta as reclamações registradas por consumidores sobre imóveis, entre 2008, 2009 e 2010, revela que o problema que mais ampliou a sua participação no total das queixas nesse período foi o de contrato. É exatamente nesse grupo de reclamações que está a rescisão da compra pela não entrega do imóvel.
Os dados, que consideram o total de queixas realizadas em 118 Procons espalhados pelo País, indicam que problemas de contrato representaram cerca de um quarto (25,5%) do total de reclamações feitas por consumidores quando o assunto é imóvel. No primeiro semestre de 2008 e de 2009, a fatia desse grupo de queixas no total de reclamações tinha sido de 17,1% e de 20%, respectivamente.
"A principal queixa dos consumidores se refere a problemas de cobrança (40,6%), mas o número de reclamações que mais cresceu em três anos diz respeito ao descumprimento de contratos, puxado pelos atrasos na entrega do imóvel", afirma a coordenadora geral do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor e diretora substituta do DPDC, Juliana Pereira.
Eduardo Zaidan, diretor de Economia do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estados de São Paulo (Sinduscon-SP), confirma os atrasos na entrega dos imóveis que, segundo ele, não estão restritos a uma ou outra empresa.
Razões
Segundo Sergio Watanabe, presidente do Sinduscon-SP, além da escassez de mão de obra, insumos, equipamentos e problemas climáticos, o estrangulamento das linhas de crédito provocado pela crise financeira no segundo semestre de 2008 foi outro fator que contribuiu para os atrasos. "Com a falta de liquidez no mercado, as empresas tiveram de equacionar o fluxo de caixa, que ficou mais apertado."
Entre as construtoras com maior índice de reclamações por atrasos na entrega dos imóveis neste semestre, segundo o Ibedec, e
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BSB, 6/8- Passados sete meses de 2010, a CEF (Caixa Econômica Federal) emprestou R$ 40,1 bilhões em crédito para brasileiros realizarem o sonho de adquirir a casa própria.
O montante, segundo balanço divulgado na quinta-feira (5), representa um crescimento de 104% em relação ao mesmo período do ano passado. Além disso, o valor já equivale a 85% de todo o montante investido em 2009, de R$ 47,05 bilhões.
De modo geral, R$ 17,8 bilhões do total emprestado foram provenientes do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e R$ 17,4 bilhões do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
O restante - R$ 4,9 bilhões - veio de outras fontes de financiamento para famílias de baixa renda, como os recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).
Ainda conforme os números divulgados pela CEF, desde a criação do Minha Casa, Minha Vida, em abril do ano passado, foram disponibilizados R$ 16,5 bilhões ao programa, com 137.010 moradias entregues e 79 mil unidades financiadas na planta.
No que diz respeito aos resultados de julho, a presidente da instituição, Maria Fernanda Ramos Coelho, os atribui aos prazos e às taxas oferecidos pela instituição.
“Estamos contratando 4,5 mil unidades por dia, com volume médio diário de R$ 275 milhões. A Caixa se preparou muito para esse momento e está tendo o resultado desse investimento. Oferecemos os melhores prazos, taxas e o melhor atendimento. Com isso, aproximamos o cliente de uma nova realidade do setor imobiliário”, disse, conforme publicado pela Agência Brasil.
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BSB, 6/8- A caderneta de poupança teve a maior captação do ano no mês de julho. Segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC), nesta quinta-feira, a aplicação teve uma arrecadação líquida de R$ 6,8 bilhões.
O valor bruto que entrou na poupança no último mês, R$ 101 bilhões, também foi o maior de 2010. Com o montante, o que já estava aplicado anteriormente, mais os rendimentos de julho, que foram de R$ 1,8 bilhão, R$ 349,5 bilhões estão hoje na poupança.
Julho desbancou junho como melhor mês do ano, em uma escalada que começou em abril do valor líquido arrecadado pela poupança. Neste ano, R$ 19 bilhões entraram e os rendimentos foram de 11,2 bilhões.
Em comparação com 2009, o número apresentou leve avanço. No mesmo período do ano passado, foram arrecadados pela poupança R$ 6,6 bilhões, cerca de R$ 200 mil a menos que o valor deste ano.
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BSB, 5/8- O financiamento imobiliário com recursos direcionados cresceu 21,4% no Brasil no primeiro semestre deste ano, sendo um dos principais impulsionadores do crédito no país, de acordo com dados divulgados pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos) nesta quarta-feira (4).
“Ele continua forte e vem liderando o desempenho do crédito direcionado”, disse o economista sênior da Febraban, Jayme Alves.
O crédito imobiliário com recursos direcionados é incentivado pela realização do Feirão da Casa Própria pela CEF (Caixa Econômica Federal). “O primeiro semestre é mais forte porque tem o feirão, que tem relevância para o volume de crédito do ano. Com o evento, os financiamentos imobiliário subiram 50%, fechando o semestre com um volume de R$ 34 bilhões".
De forma geral, o crédito com recursos direcionados cresceu 11,3% no primeiro semestre deste ano, com os repasses do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) registrando aumento de 15,9% e os empréstimos diretos do banco tendo uma evolução de 6,3%.
Enquanto no primeiro semestre deste ano o destaque ficou com o financiamento imobiliário com recursos direcionados, no ano passado, o destaque havia sido a modalidade BNDES direto.
Isso porque, em 2009, o crédito imobiliário cresceu 43,51%, ante 46,5% do BNDES direto. Os repasses do BNDES subiram 22,7%, enquanto o crédito com recursos direcionados subiu 28,5% de forma geral.
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BSB, 2/8- Na guerra para conquistar clientes, os bancos estão fazendo de tudo. A competição que antes era baseada na taxa de juros e nos serviços incluídos, agora chegou às condições de pagamento. Quem ganha com isso é o cliente, que agora pode escolher começar a pagar as prestações do financiamento imobiliário até seis meses depois de fechado o contrato.
O Banco do Brasil (BB) é um dos que oferecem carência de até seis meses na compra de um imóvel. Segundo José Henrique Silva, gerente executivo de Empréstimos e Financiamento do banco, o benefício ajuda o cliente a equilibrar o orçamento nos meses próximos à conclusão do negócio:
“Nem todos estão prevenidos para despesas de mudança e mobiliário quando compram um apartamento.”
Esse foi o caso de Taíssa Abdala, designer de 32 anos. Ela realizou o sonho da casa própria com um financiamento do Banco do Brasil e optou por dois meses de carência:
“Esses meses sem pagar me ajudaram a juntar dinheiro para comprar os móveis e realizar algumas obras.”
Além do Banco do Brasil, o Bradesco e a Caixa Econômica Federal oferecem carência de até seis meses. Na Caixa, o benefício é válido somente para alguns tipos de convênio, como para funcionários de ministérios.
Além de empurrar as primeiras parcelas para depois, os bancos oferecem outras vantagens. A Caixa, por exemplo, permite que o cliente altere a data de pagamento das parcelas. Basta ir à agência e pedir a mudança.
O Santander dá ao cliente a possibilidade de escolher um mês por ano para não pagar a prestação. No período em questão, o mutuário quita somente o juros e a taxa de manutenção do contrato. O Banco do Brasil também oferece a vantagem de um mês sem pagar a cada ano, e chama o serviço de “prestação pula”.
“Alguns meses, como janeiro e fevereiro, concentram muitas contas. A opção serve para que o cliente melhore seu fluxo de caixa. Nós nos adequamos à sua capacidade de pagamento”, diz José Henrique Silva, do Banco do Brasil.
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BSB, 29/7- Uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Lula aumentou o teto do subsídio para imóveis que poderão entrar no regime especial de tributação do programa federal Minha Casa, Minha Vida. O valor do imóvel que poderá ser construído com o benefício subirá de R$ 60 mil para R$ 75 mil.
As construtoras vinham sendo beneficiadas com a diminuição para 1%o da alíquota do Regime Especial de Tributação da Construção Civil sobre a receita mensal para imóveis em construção de até R$ 60 mil. O setor imobiliário pleiteava um aumento desse valor, diante da elevação de custos das obras e do preço de terrenos.
Segundo o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, isso vai implicar em renúncia fiscal de R$ 20 milhões em 2010.
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BSB, 2597- A meta de construir 1 milhão de novas residências no Brasil até o final de 2010 deve ser alcançada, pois as verbas são alocadas de forma que os estados consigam atingir suas próprias metas. A declaração foi concedida pela superintendente regional da Caixa Econômica Federal no Rio, Nelma Souza Tavares.
“Se um estado consegue atingir sua meta antes de acabar o ano, a verba sobressalente é destinada para outro estado que ainda não conseguiu chegar nos seus números. O dinheiro é alocado de forma que a meta principal de 1 milhão de novas moradias seja concluída até o final do ano”.
A parcela destinada para o estado do Rio é de 74.657 moradias até o final deste ano, sendo que 41,3% deste total, 30.865 unidades habitacionais, já foram contratadas. Segundo Nelma Souza Tavares, a expectativa é ultrapassar esse número.
Segundo informações da Secretaria Municipal de Habitação do Rio, somente na capital fluminense, 110 mil pessoas, que alegaram ter renda de zero a três salários mínimos, fizeram inscrição no Programa Minha Casa Minha Vida. O sorteio para os participantes do programa habitacional ainda não tem data prevista.
A Caixa deve firmar até o final do ano contratos para a construção de mais de 30 mil unidades do programa Minha Casa Minha Vida para famílias que ganham de zero a três salários mínimos por mês no Rio de Janeiro. No primeiro semestre do ano foram assinados contratos para a construção de cerca de 15 mil casas.
O volume financiado em crédito de habitação pela Caixa, de janeiro a junho deste ano, foi de R$ 2,690 bilhões, o que representa um crescimento de 161% comparado com o mesmo período de 2009 que teve como valor total de R$ 1,666 bilhão.
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BSB, 18/7- Das 945 mil propostas de construção de moradias recebidas pelo programa Minha Casa, Minha Vida, 542 mil unidades começaram a ser construídas, segundo dados divulgados pela presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, nesta quarta-feira (14).
De acordo com a presidente da instituição, é possível que o programa atinja a meta de construir 1 milhão de moradias até o final deste ano.
Para Maria Fernanda, o programa foi determinante para o aumento do crédito imobiliário. A Caixa concedeu R$ 47 bilhões em financiamentos habitacionais em 2009, enquanto no primeiro semestre deste ano esse número foi de R$ 34 bilhões.
"É um aumento impressionante, principalmente se levarmos em conta que em 2003 a Caixa concedeu apenas R$ 5 bilhões em crédito habitacional", afirmou a presidente, segundo a Agência Brasil.
Crescimento
De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a evolução do programa habitacional ajudará o Brasil a consolidar o crescimento sustentável no longo prazo.
"Esse é um programa cujos resultados levarão 20 anos para serem avaliados. Vários países ricos passaram por uma revolução na habitação antes de se desenvolverem", disse o ministro.
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BSB, 14/7- O Banco Central estima que o total de crédito imobiliário no país passe de R$ 92 bilhões em 2009 para R$ 132 bilhões em 2010. De acordo com a instituição, nos próximos cinco anos, haverá um crescimento médio de 45% ao ano. Os números foram anunciados pelo gerente de Projeto Crédito Imobiliário do Banco do Brasil, João Martins Felcar. O Banco do Brasil, que começou recentemente a operar com crédito imobiliário, hoje detém uma fatia de 1,64% deste mercado. No programa Minha Casa, Minha Vida, contratou 22 empreendimentos e tem outros 27 em análise. O volume de contratações é de R$ 14 mil unidades e a meta é chegar ao fim do ano com 100 mil. Os financiamentos são para empreendimentos destinados a famílias acima de 3 salários mínimos, não havendo previsão, por enquanto, para projetos abaixo dessa faixa. No SFH, o banco aprovou 72 empreendimentos, totalizando 44 mil unidades, e tem outros 63 em análise.
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BSB, 7/7- A caderneta de poupança e os fundos de investimento de baixo risco foram os principais destinos das aplicações financeiras no primeiro semestre de 2010. Fundos de ações e cambiais atraíram poucos recursos.
Apesar da baixa rentabilidade desses investimentos mais seguros, que ficaram próximos ou abaixo da inflação, os resultados foram melhores que os obtidos na renda variável.
Fundos populares como os FGTS Petrobras e Vale foram os que mais perderam no semestre (-25%).
Segundo dados do Banco Central, os depósitos na caderneta de poupança superaram os saques em R$ 12,2 bilhões nos seis primeiros meses do ano, valor recorde e 400% superior ao registrado no mesmo período de 2009.
No mês passado, o resultado ficou positivo em R$ 4,2 bilhões, maior valor para os meses de junho da série iniciada em 1995 pelo BC.
No semestre, os fundos captaram R$ 39 bilhões -alta de 56% na mesma comparação, segundo a Anbima.
Os destaques foram os fundos de renda fixa, com captação de R$ 36 bilhões. Só em junho, a indústria de fundos captou R$ 4,8 bilhões.
Em rentabilidade, o melhor resultado do ano ficou com a renda fixa (5,26%, sem considerar impostos). A poupança, isenta de tributos, rendeu 3,23% no semestre.
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BSB, 5/7- A contratação de um financiamento imobiliário poderá ser realizada em apenas 72 horas. Segundo a Caixa Econômica Federal, um novo processo deve ser implementado e o novo prazo deve estar em funcionamento até o final do primeiro semestre de 2011.
Atualmente, as operações de crédito imobiliário levam em média 9 dias. Este prazo varia, dependendo da capacidade operacional das agências.
“A redução do prazo de tramitação dos pedidos de financiamentos habitacionais depende fundamentalmente de dois aspectos: inovações no processo, ampliando a automação/informatização e ampliação dos canais de atendimento”, afirmou a CEF.
Ainda segundo a instituição, já existe um projeto piloto do modelo operacional de correspondente imobiliário que a CEF pretende implantar. “Acreditamos que, quando estiver totalmente implementado este novo modelo, será possível concluir uma operação de crédito imobiliário em até 72 horas”.
O vice-presidente de governo do banco, Jorge Hereda, prevê o financiamento imobiliário por meio da CEF feche 2010 em R$ 60 bilhões. A declaração foi feita após o fechamento da sexta edição do Feirão da Casa Própria, que movimentou R$ 8,4 bilhões.
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BSB, 27/6- O avanço do crédito imobiliário e da renda fez crescer, nos últimos anos, o investimento das famílias em aquisição e reforma de imóveis, revela a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE.
A fatia do orçamento destinada ao item chamado de "aumento do ativo", no qual estão inseridos os gastos com a casa própria, subiu de 4,8% para 5,8%, desde 2002-2003.
Para Sônia Rocha, economista do Iets, as mudanças nas regras do setor -como a que permite retomar imóvel em caso de inadimplência- e a estabilidade da economia permitiram o crescimento do crédito à habitação e dos prazos de financiamento, principais responsáveis pelo aumento do patrimônio.
Marcia Quintslr, coordenadora do IBGE, afirma que taxas de juros menores e ganho real da renda ajudaram.
Apesar da expansão, o investimento em imóveis está ainda muito distante dos níveis registrados nos anos 70, quando as taxas de poupança do país eram maiores.
Para Quintslr, a realidade da economia brasileira mudou muito desde então, assim como o padrão de consumo. "Muitos gastos importantes hoje não faziam parte do orçamento, como TV a cabo, celular e outros. Tudo isso fez o consumo crescer e reduziu a poupança e o investimento das famílias."
Segundo o IBGE, o gasto médio total das famílias brasileiras foi de R$ 2.626,31 em 2008-2009.
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BSB, 23/6- O Banco Mundial, através do braço privado IFC (International Finance Corporation), fechou o seu primeiro investimento no setor imobiliário. O IFC assinou, ontem, acordo com a Brookfield Incorporações no valor de U$ 47 milhões para a criação de uma empresa de baixa renda, que atuará no programa Minha Casa, Minha Vida. O braço do Banco Mundial está fazendo due dilligence para fechar com mais uma construtora. O objetivo é investir US$ 150 milhões na área imobiliária - tanto em empréstimos, quanto participação direta nas companhias.
Dos US$ 47 milhões que o IFC colocará na Brookfield, US$ 30 milhões serão oferecidos por meio de linhas de crédito (de sete anos a uma taxa de CDI mais 2,5%) e US$ 17 milhões em capital próprio do IFC, que representarão 10% das ações da nova subsidiária da Brookfield para baixa renda.
"Vamos ser muito ativos no setor de habitação popular este ano", afirma Andrew Gunther, executivo sênior do IFC para o Brasil. Segundo Gunther, pelo menos mais um negócio deve ser fechado em 2010 pelo órgão. "Temos interesse nesse setor porque tem um grande impacto no desenvolvimento e provoca uma mudança radical na vida das pessoas", diz. Além disso, reconhece, trata-se de um setor bastante demandado e com boas oportunidades de crescimento. O IFC já investiu US$ 2,2 bilhões no Brasil ao longo dos anos em diversos segmentos, como bancos médios, infraestrutura, agronegócio e educação. No último ano fiscal, encerrado em 30 de junho, investiu mais de US$ 1 bilhão.
Como acionista da nova empresa, o IFC terá um assento no conselho de administração, além de poder indicar um executivo para acompanhar o dia-a-dia. Toda a estrutura operacional ficará por conta da Brookfield e o presidente da subsidiária será Marcelo Borba, um dos fundadores da MB Engenharia, empresa adquirida pela Brookfield (na época Brascan). Segundo Borba, a subsidiária deve ter um nome, mas a assinatura Brookfield - de difícil pronúncia para esse público - deve ser mantida.
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BSB, 19/6- Será realizada de 19 a 23 de junho, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, a 4ª Conferência Nacional das Cidades. O tema central desta edição é a “Cidade para todos e todas com gestão democrática, participativa e controle social”. Estarão em debate avanços, dificuldades e desafios na implementação da Política de Desenvolvimento Urbano.
O encontro está organizado em quatro eixos temáticos, são eles: criação e implementação de conselhos das cidades, planos fundos e seus conselhos gestores nos níveis federal, estadual municipal e no Distrito Federal; aplicação do Estatuto das Cidades e dos Planos Diretores e efetivação da função social da propriedade do solo urbano; integração da política urbana no território: política fundiária, mobilidade e acessibilidade urbana, habitação, saneamento; e relação entre os programas governamentais como PAC e Minha Casa, Minha Vida e a Política de Desenvolvimento Urbano. Para o evento, está prevista a participação de cerca de 3 mil pessoas, entre delegados, observadores, autoridades internacionais e funcionários do Ministério das Cidades.
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BSB, 14/6- Os empresários da construção civil estão mais otimistas. Segundo levantamento realizado pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e pela FGV (Fundação Getulio Vargas), o indicador que mede a percepção dos empresários sobre o desempenho atual das construtoras marcou 60 pontos, o que representa aumento de 5% no trimestre e de 30,5% em 12 meses.
O nível de otimismo voltou em maio ao patamar mais alto de toda a série histórica do estudo, verificado antes da crise econômica internacional. É importante ressaltar que, em uma escala de 0 a 100 pontos, os resultados acima de 50 pontos denotam otimismo ou percepção favorável e abaixo de 50 pontos pessimismo ou perspectiva desfavorável.
A pesquisa afirma ainda que, em contraposição ao bom desempenho das construtoras, acentuou-se entre os empresários do setor a preocupação com uma possível alta nos preços dos insumos da construção. Na sondagem, a expectativa de evolução dos custos teve 40,61 pontos, o que indica pessimismo.
Sobre a mudança da política monetária que estabeleceu novo ciclo de elevação da taxa de juros, não houve alteração significativa no indicador de dificuldades financeiras. Vale notar que, desde novembro de 2009, o indicador atingiu um patamar acima de 50 pontos (neste caso, é o contrário: pontuações acima de 50 denotam pessimismo ou perspectiva desfavorável).
Já o indicador que mede a percepção dos empresários sobre Desempenho Futuro das Empresas registrou 63,21 pontos, indicando otimismo.
O estudo registrou ainda que os empresários estão otimistas em relação à Expectativa de Sucesso na Condução da Política Econômica, com 53,09 pontos, enquanto a expectativa de crescimento econômico registrou 67,43 pontos.
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BSB, 8/6- O volume de empréstimos para a compra de imóvel com recursos da poupança cresceu 85% em abril, frente ao mesmo período do ano passado, para o recorde de R$ 4,3 bilhões. Este foi o melhor resultado da história do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo).
Frente a março deste ano, foi registrado crescimento de 6% do montante contratado, uma vez que no terceiro mês do ano o volume era de R$ 4,1 bilhões.
Considerando o primeiro quadrimestre deste ano, os financiamentos com recursos da poupança totalizaram R$ 14,3 bilhões, registrando alta de 74% na comparação com o mesmo período de 2009.
Em abril, 37.537 imóveis foram financiados com recursos da poupança, um volume 65% superior ao registrado no mesmo mês de 2009. Se comparado a março, o aumento foi de 30%.
No primeiro quadrimestre, foram 114.076 unidades adquiridas por meio de recursos da poupança, 46% acima dos números do mesmo período de 2009.
Em relação ao resultado da poupança no quarto mês do ano, os dados mostraram a captação líquida (depósitos menos saques) de R$ 1,2 bilhão, com o saldo atingindo R$ 262 bilhões.
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BSB, 8/6- O valor médio dos financiamentos de imóveis com recursos da poupança cresceu quase 12% nos primeiros quatro meses deste ano, frente ao valor de 2009.
No primeiro quadrimestre deste ano, o valor médio era de R$ 125,6 mil, ante R$ 112,4 mil em 2009. Frente a 2008, quando os brasileiros tomavam em média R$ 112,4 mil para a aquisição de um imóvel com recursos das cadernetas, houve aumento de quase 14%.
A evolução, de acordo com a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), reflete as condições macroeconômicas favoráveis, aliadas a uma forte gestão de risco, que favorecem o aumento do valor médio dos financiamentos para os mutuários.
Nos quatro primeiros meses do ano, as contratações subiram R$ 14,3 bilhões, superando em 74% os valores apurados no mesmo período de 2009 e em mais de 90% em relação ao primeiro quadrimestre de 2008.
Sobre as unidades financiadas, elas ficaram em 114.076 nos quatro primeiros meses do ano, alta de 46% frente ao mesmo período de 2009.
Os resultados positivos no acumulado do ano, segundo a Abecip, indicam que a demanda de crédito habitacional, embora crescente, foi totalmente atingida pelos agentes financeiros. Para este ano, ela espera uma concessão de R$ 50 bilhões.
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BSB, 1/6- A poupança deixa de ser exigida para a produção de imóveis até 2013, segundo o presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), Luiz Antônio França. “A poupança cumpriu o seu papel e o mercado imobiliário está em outro momento, sem a dependência desse funding para sua manutenção”, declarou o executivo.
Para França, o que levará à extinção da exigibilidade da poupança é a escassez de recursos, por isso, é necessário atrair o investidor brasileiro para ampliar a liquidez do setor. Ele explica que, como a TR (Taxa Referencial, principal indexador dos contratos de financiamento imobiliário) tende a zero, as operações imobiliárias são quase pré-fixadas no País.
França defende a elaboração de um índice de valorização do mercado residencial e o financiamento imobiliário com outras fontes de recursos, justificando que a representação do setor no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro pode chegar a 11% em 2014. “Somente 3% dos ativos de crédito dos bancos são imobiliários”, disse ele.
Durante seminário sobre mercado imobiliário e mercado de capitais, realizado pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação), na segunda-feira (31), especialistas dos dois setores defenderam a ampliação da participação de ativos imobiliários nos principais fundos de investimento.
De acordo com José Antonio Gragnani, da BM&F Bovespa, nos últimos dois meses, os Fundos de Pensão têm discutido os portfólios, orçamentos e investimentos. “Temos interesse em aumentar a participação do mercado imobiliário, pois os Fundos de Pensão representam, hoje, 18% do PIB (R$ 500 bilhões). Até 2020, deve corresponder a 40% do PIB. Haverá falta de ativos corporativos e os imobiliários são oportunidades de rentabilizar esses fundos”, explicou Gragnani.
No entanto, para que isso aconteça, é preciso solucionar alguns gargalos, como padronizar os contratos (sistema de amortização e indexador), desde a origem dos créditos, implantar o instrumento de concentra
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BSB, 28/5- Cerca de R$ 50 bilhões, provenientes da caderneta de poupança, serão destinados ao financiamento imobiliário em 2010, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), com novas 450 mil unidades financiadas. O montante supera em 50% o volume de recursos da poupança que foi aplicado no financiamento habitacional em 2009, de R$ 34 bilhões. Segundo os profissionais consultados, os recursos da caderneta de poupança serão suficientes para cobrir todo o volume estimado para o financiamento habitacional, sem necessidade de colocação de aportes adicionais por parte das instituições financeiras.
"A caderneta de poupança vai atender plenamente os clientes, sem complementação dos bancos. A poupança tem potencial para continuar sendo o principal funding do financiamento imobiliário por alguns anos", afirma o presidente da Abecip e diretor de crédito do Itaú Unibanco, Luiz França.
Em 2009, a caderneta de poupança registrou captação líquida de R$ 30,41 bilhões contra R$ R$ 17,75 bilhões, em 2008. A entrada de recursos foi mais consistente em 2007, quando houve o registro de R$ 33,38 bilhões de captação líquida. Acompanhando o movimento, os recursos destinados ao financiamento habitacional também evoluíram. De 2007 a 2009, passou de R$ 18 bilhões para R$ 34 bilhões. Em 2010, o aumento do volume de recursos da poupança para o financiamento de moradias deve ser 50% maior.
Com isso, a expectativa da Abecip é de que novas 450 mil unidades sejam financiadas neste ano contra 302 mil em 2009. O interesse crescente pelo financiamento imobiliário pode ter uma explicação. "Há uns cinco anos, as famílias compravam imóveis com prazo de financiamento inferior a uma década. Agora, o prazo pode chegar a 20 anos. Com o maior espaço de tempo, menor o pagamento mensal, mais atrativo fica o financiamento", afirma Leonardo Corrêa, vice-presidente financeiro da construtora e incorporadora MRV Engenharia, com previsão de vender cerca de 40 m
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BSB, 28/5- Segundo dados da Abecip, em 2006, o preço médio de cada imóvel, financiado pelos bancos nacionais, era de R$ 70,6 mil. Em 2007, o ticket médio por unidade ficou em R$ 84,1 mil e, em 2008, o preço de cada unidade, em média, foi de R$ 100,5 mil. Em 2009, o preço médio ficou em R$ 123,0 mil.
Dentro das regras da exigibilidade, determinadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), os bancos são obrigados a aplicar 65% dos depósitos de poupança em contratos de financiamentos habitacionais.
Não faria sentido levantar recursos da tesouraria do banco para empréstimo de longo prazo, durante 15 ou até 20 anos. O custo atrelado à taxa básica Selic seria muito superior ao da poupança, de 6% ao ano mais Taxa Referencial (TR), diz o diretor imobiliário do Grupo Santander, José Roberto Machado Filho. "Os recursos da caderneta de poupança ainda apresentam o menor custo do mercado."
É importante saber que hoje a taxa Selic também é um balizador para a rentabilidade da poupança. Quando a Selic é reduzida, aciona gatilhos que diminuem o ganho da caderneta de poupança. Isso passou a existir em março de 2007, quando a Resolução 3.446 determinou a revisão da tabela do fator redutor da Taxa Básica Financeira (FBF) para novos cálculos da Taxa Referencial, que por sua vez, está relacionada ao rendimento da caderneta de poupança.
De meados de 2005 para cá, a taxa de juro foi caindo. Recentemente, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em abril, a Selic foi elevada para 9,5% ao ano. O ganho da caderneta de poupança tem acompanhado o movimento. Nos primeiros quatro meses de 2010, a remuneração da poupança ficou em 0,5% ao mês (garantido por lei), no entanto, a Taxa Referencial (TR) foi zerada em janeiro, fevereiro e abril. Apenas em março, ficou em 0,08.
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BSB, 28/5- Diante da evolução da captação de recursos pela caderneta ao longo dos anos, tem ampliado o número de unidades financiadas em diferentes regiões do Brasil, não apenas no eixo Rio-São Paulo. Entre 2008 e 2009, o crescimento do financiamento imobiliário, com recursos da poupança, aumentou 69,4% na região Centro-Oeste, 22,9% no Sul, 20% no Nordeste, 17,9% na região Norte e apenas 5,2%, na região Sudeste, segundo dados do Banco Central e Abecip.
O crescimento habitacional nas outras regiões foi mais acelerado entre 2006 e 2007, quando o mercado imobiliário cresceu, em volume de recursos, 120% na região Norte, 131% no Nordeste, 105% no Sudeste, 56% no Sul e 73% nos Estados do Centro-Oeste.
A Caixa mantém importantes linhas de crédito imobiliário voltadas à demanda das construtoras nas cinco regiões, com empreendimentos voltados à baixa e à média renda, mantendo convênios com grandes empresas do setor imobiliário. Os empréstimos imobiliários da Caixa representaram 71% do crédito imobiliário do mercado em 2009. Além dos recursos da caderneta da poupança (R$ 19,49 bilhões), há ainda dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e outras fontes.
"Nosso foco é continuar crescendo, acompanhando a expansão do banco", afirma José Roberto Machado Filho, diretor imobiliário do Grupo Santander. Com a aquisição do Banco Real, o Santander está com maior presença nas regiões Norte e Nordeste do país.
No Bradesco, o Sudeste ainda representa 50% dos valores financiados. "A tendência é de redução deste percentual nos próximos anos, tendo em vista o crescimento dos demais Estados, principalmente no Norte e Nordeste", diz o superintendente executivo Cláudio Borges.
"As parcerias do Itaú Unibanco com todas as construtoras, na produção de novos empreendimentos, tem contribuído para a expansão do financiamento imobiliário em outras regiões. Um grande vetor de crescimento é Brasília, explica França, diretor de crédito imobiliário do banco.
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BSB, 26/5- O crédito ao consumo deve continuar a crescer, mas não num ritmo tão explosivo quanto desde o início desta década. No seu lugar, como principal estrela do mercado de crédito à pessoa física no Brasil, devem entrar os financiamentos imobiliários. Essa é, em resumo, a visão de economistas e executivos do setor ouvidos pelo Estado.
"O crédito à pessoa física relacionado ao consumo ainda não esgotou seu potencial de crescimento, mas já não é mais uma aberração como o crédito imobiliário, que está extremamente defasado e traz agora o grande potencial de expansão", diz Octavio de Barros, diretor de Pesquisa Macroeconômica do Bradesco.
Segundo Nilson Pelegrino, diretor do Departamento de Empréstimos e Financiamentos do Bradesco, o crédito imobiliário do banco deve crescer acima de 30% em 2010. "Estamos com operações de R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão por mês, entre financiamento aos mutuários finais e crédito a construtoras."
Para a economista Luíza Rodrigues, do Santander, a tendência é que o crédito imobiliário, que hoje não passa de 3% do PIB, cresça para um nível acima de 20% ao longo dos próximos anos: "É um porcentual normal para um país emergente". Nos Estados Unidos, é acima de 100% do PIB. Luíza acrescenta que o juro de 10% ao ano parece um "número mágico", a partir do qual se nota um crescimento acelerado do crédito imobiliário.
Selic
Um possível fator de desaceleração do crédito para a pessoa física é o início do ciclo de altas da Selic, o juros básico, para segurar a inflação. Para Giovanna Siniscalchi, economista do Itaú-Unibanco, o aperto da política monetária "deve reduzir o ritmo, mas não levar a crescimento negativo".
Rubens Sardenberg, economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), acha fundamental que as políticas fiscal e monetária evitem um susto inflacionário, que poderia provocar um pinote nas taxas de juros e interromper de forma mais traumática a expansão do crédito. "Se esse aperto vier como se espera, ele vai apena
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BSB, 25/5- "O Brasil é ainda uma criança no que diz respeito a financiamento imobiliário em relação ao Produto Interno Bruto (PIB)", afirma André Rosa, diretor de Vendas e Investimentos da Jones Lang LaSalle. Segundo ele, o crédito imobiliário não chega a 5% do PIB brasileiro. "Enquanto isso, a China registra 12%, a África do Sul, 34%, e a Espanha, 60% de crédito sobre o PIB", diz Ernesto Lozardo, professor da Fundação Getúlio Vargas.
"O risco de bolha imobiliária no Brasil já passou. Isso ocorreu em 2007 e 2008, quando o mercado estava extremamente aquecido. E isso só ocorre quando os juros estão baixos ou até negativos", diz Lozardo. Para ele, o que a Europa está enfrentando é muito pior: uma crise de governança pública. "A União Europeia vai demorar muitos anos para voltar aos mesmos patamares."
Na Europa, as transações imobiliárias fecharam 2009 com um volume de US$ 98 bilhões, o que representa uma queda de 41% em relação a 2008. Para Rosa, se a crise não se agravar, a expectativa é que encerre 2010 com o montante de US$ 120 bilhões. Mas o continente mais afetado pela turbulência econômica foi o americano, que registrou apenas US$ 45 bilhões em 2009, uma redução de 64% em relação ao ano anterior.
"As Américas devem retomar os investimentos de 50% a 60% neste ano, chegando a US$ 72 bilhões", estima Rosa. Segundo o executivo, o Brasil teve, em 2009, praticamente os mesmos valores de operações imobiliárias de 2008. "Monitoramos transações acima de US$ 5 milhões, e nesse quesito o país somou US$ 2,6 bilhões, no ano passado", afirma Rosa.
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BSB, 25/5- Já a região Ásia-Pacífico foi a menos afetada no segmento. Em 2009, registrou queda de 23%, e atingiu US$ 66 bilhões. A expectativa para este ano é que ultrapasse os valores de 2008, e chegue a US$ 85 bilhões.
No país que originou a crise, há sinais de aperto na política monetária, já que os pacotes de ajuda à economia têm estimula do a tomada de riscos. Em alguns mercados isso pode causar um efeito negativo, a inflação, sobre os preços dos imóveis. Mas, segundo a Jones Lang LaSalle, o US Federal Reserve, banco central americano, vem sinalizando que está pronto para retirar as políticas que foram empregadas.
"Acho que os Estados Unidos devem retirar o remédio até o meio deste ano para não sofrer com inflação", acredita Rosa. "Hoje, os valores de aluguel estão caindo. E como o crédito continua escasso, é cada vez mais comum ver transações casadas. Ou seja, as empresas vendem os seus empreendimentos para depois alugá-los de volta, e assim não ficam com o ativo em carteira. Há investidores internacionais interessados nessa negociação conhecida como saleleaseback."
Até o governo da California está apostando nessa ideia. Em fevereiro, anunciou um plano para vender 11 propriedades estaduais e alugá-las de volta por 20 anos. Dessa forma, o governo pretende reduzir suas dívidas em mais de US$ 1 bilhão.
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BSB, 24/5- Com o cenário mais favorável, os brasileiros estão correndo atrás da compra da casa própria. Na outra ponta, o mercado tem se movimentado para conquistar cada vez mais os clientes, diante da maior competitividade. Um exemplo é que já é permitido o pagamento da casa própria por meio do cartão de crédito.
Na realidade, por enquanto, construtoras e incorporadoras aceitam o uso do plástico para pagamento do valor da entrada da casa ou do apartamento, montante que varia bastante de acordo com as condições financeiras do próprio cliente e do valor da propriedade.
Em novembro do ano passado, a Cury Construtora deu o pontapé para esta tendência. Na empresa, o cliente pode parcelar em até dez vezes sem juros no cartão de crédito o valor da entrada. O plano é ajustar os modelos mais eficientes e mais adequados ao perfil dos consumidores das classes C e D, uma vez que o cartão proporciona um crédito pré-aprovado, sem burocracia.
A Tecnisa também passou a oferecer, desde abril, essa opção aos clientes, que podem parcelar a entrada em até seis vezes no cartão de crédito, no caso dos empreendimentos da linha Tecnisa Flex, que têm unidades com valor entre R$ 90 mil e R$ 250 mil. A intenção, por sua vez, é expandir para toda a companhia.
O valor da entrada do imóvel, de acordo com o diretor de Marketing, Rogério Santos, fica entre 5% e 10%. De acordo com Santos, o cartão de crédito até que demorou para entrar no mercado imobiliário, tendo em vista que o setor já faz vendas pela internet, por celulares e iPhones. Depois da entrada no cartão de crédito, o cliente paga as parcelas do imóvel na forma tradicional de boleto bancário. De acordo com Santos, a construtora já estuda a possibilidade de fazer tudo isso vinculado a uma administradora de cartão. “Ele facilita a compra e tem o retorno das milhagens. O cliente pode ganhar prêmios fantásticos”.
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BSB, 15/5- Das 5.565 cidades brasileiras, apenas 1.046 possuíam, no ano passado, algum plano municipal para habitação – o que significa mais de 80% dos municípios sem qualquer plano habitacional instituído. Outros 1.691 municípios estavam elaborando o plano para regularizar a demanda por habitação de seus habitantes, segundo a pesquisa Perfil dos Municípios Brasileiros, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (13).
A região com maior o percentual de cidades com plano municipal de habitação elaborados é a Centro-Oeste (22,5%) e a com menor proporção é a Sudeste, onde apenas 15,3% dos municípios possuem o plano.
O estudo mostrou, porém, que 80,8% dos municípios brasileiros possuem algum tipo de cadastro ou levantamento de famílias interessadas em programas habitacionais – embora apenas 56% desses cadastros sejam informatizados.
A renda das famílias é a característica mais utilizada como critério para manter tal cadastro – a informação está presente em 75% dos bancos de dados. Boa parte dos cadastros (59,8%) leva em conta o número de dependentes por família, enquanto outros identificam os idosos (53,1%), mulheres chefes de família (51%), pessoas com deficiência (46,7% dos cadastros possuem essa informação) e pessoas de raça/etnia negra ou indígena (14%).
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BSB, 15/5- Nos primeiros quatro meses do ano, a Caixa Econômica Federal emprestou R$ 21,17 bilhões em financiamento imobiliário -quase o total oferecido em 2008 (R$ 23,3 bilhões) e 124% a mais do que no mesmo período de 2009, segundo dados obtidos pela Folha.
Com o feirão da casa própria -que será realizado em São Paulo e também em outras 12 capitais-, o banco pretende impulsionar os resultados. A previsão é que os negócios realizados ou encaminhados durante os eventos totalizem R$ 3,5 bilhões. Haverá ainda 41 feiras de menor porte.
"O mercado está aquecido por fatores que vão desde a favorável situação econômica, com o aumento da renda e mais famílias ascendendo à classe C, até as condições de financiamento dos imóveis, com juros a partir de 4,5% ao ano mais TR [Taxa Referencial]", diz Jorge Hereda, vice-presidente de governo da Caixa.
Em 2010, a Caixa espera voltar a registrar a maior contratação da história. A expectativa inicial, de R$ 50 bilhões, subiu para R$ 55 bilhões a R$ 60 bilhões.
Além das condições econômicas, o programa habitacional do governo Minha Casa Minha Vida também explica os números recordes do banco. Lançado em abril do ano passado, a meta é que o programa financie 1 milhão de moradias para famílias com renda de até R$ 4.650 até o final deste ano.
O último balanço da Caixa, do dia 3, aponta que o programa teve 429.021 contratos assinados, totalizando R$ 28,56 bilhões em investimentos.
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BSB, 12/5- A ampliação das opções de uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em consórcios de imóveis fez esse tipo de comercialização registrar recorde no primeiro trimestre deste ano.
Os dados divulgados pela Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios) apontam para um crescimento de 18,1% no acumulado dos primeiros três meses deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, no número de novos consorciados. Ao todo, até março, 56 mil novas cotas foram comercializadas, enquanto que nos primeiros três meses de 2009 eram 47,4 mil.
“Não pagar juros, parcelar integralmente o valor do bem e poder utilizar o FGTS na amortização, liquidação e pagamento de parte das prestações ou para ofertar lances têm sido as principais razões para o crescimento dos consórcios de imóveis, especialmente no primeiro trimestre deste ano”, afirmou, por meio de nota, o presidente executivo da Abac, Paulo Roberto Rossi.
Em março deste ano, havia 545 mil consorciados ativos no ramo de imóveis – a maior marca da história. O número está 5,2% acima do registrado no mesmo período do ano anterior, quando foram vendidas 518 mil cotas.
Considerando o primeiro trimestre deste ano, as contemplações (momento em que os consorciados têm a possibilidade de adquirir seus imóveis) chegaram a 17,1 mil, volume 14% maior que as 15 mil do mesmo período do ano passado.
Considerando todas as categorias do sistema de consórcios, há mais de 3,8 milhões de participantes, que entraram no sistema para adquirir todos os tipos de bens, como veículos, imóveis e serviços.
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BSB, 10/5- As cadernetas de poupança fecharam abril com captação líquida - saldo entre aplicações e saques - de R$ 1,696 bilhão, de acordo com os dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC). Foi a maior entrada líquida para um mês de abril desde 2007, quando a captação da caderneta foi de R$ 2,046 bilhões.
No mês passado, os depósitos nessa modalidade de investimento somaram R$ 88,722 bilhões e superaram os saques, que totalizaram R$ 87,025 bilhões. No acumulado de janeiro a abril, a captação líquida da poupança atingiu R$ 5,94 bilhões, o maior resultado para o período na série histórica iniciada em 1995. Foram R$ 353,67 bilhões em depósitos e R$ 347,72 bilhões em saques.
No ano passado, em meio aos efeitos da crise financeira mundial, que afetou a economia brasileira, a caderneta de poupança experimentou uma perda líquida de R$ 941,5 milhões em abril. No quadrimestre, o saída líquida de recursos atingiu de R$ 1,523 bilhão.
Esses números incluem as cadernetas operadas no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e também a poupança rural. O sistema creditou rendimentos, equivalentes à variação da Taxa Referencial (TR) mais 0,5% ao mês, de R$ 1,593 bilhão no mês e de R$ 6,15 bilhões no acumulado do ano.
Com esse resultado, o patrimônio total da caderneta de poupança subiu para R$ 331,17 bilhões no fim de abril. As cadernetas operadas de acordo com o SBPE, com maior parcela da captação de recursos destinada ao financiamento habitacional, terminaram o mês passado com saldo de R$ 262,305 bilhões. Já as contas da poupança rural, voltada ao crédito agrícola, acumulam patrimônio de R$ 68,869 bilhões.
Mais da metade da captação líquida do mês ocorreu nas cadernetas administradas pela Caixa Econômica Federal. Segundo as informações da instituição, a entrada líquida do mês foi de R$ 996,3 milhões, o equivalente a 59% do total. O saldo da poupança operada pela Caixa é de R$ 112,5 bilhões, correspondentes a 34% do patrimônio de todo o mercado.
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BSB, 7/5- O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) liberou mais R$ 1 bilhão para o Programa Pró-Moradia, que concede financiamentos com recursos do FGTS aos estados, Distrito Federal e municípios para políticas habitacionais à população de baixa renda.
O orçamento do programa foi ampliado para a criação da linha de crédito Pró-moradia Emergencial, que é voltada para o atendimento de pessoas que ficaram desabrigadas em razão de tragédias climáticas, como as que ocorreram no Rio de
Com a ampliação do orçamento, o programa Pró-moradia terá, este ano, crédito total de R$ 2 bilhões.
Para utilizar a linha de crédito, as prefeituras e governos do estado devem apresentar projetos de aplicação de recursos, que devem ser utilizados para beneficiar a população, oferecendo uma moradia adequada.
Os valores variam de R$ 20 mil a R$ 30 mil por família e podem ser aplicados nas modalidades de urbanização e regularização de assentamentos precários, produção de conjuntos habitacionais ou desenvolvimento institucional.
A taxa de juros é de 5% ao ano, cobrada mensalmente nas fases de carência e de amortização. O período de amortização pode ser de, no máximo, 20 anos, dependendo da modalidade do programa. Já o tempo de carência é o período da obra, que corresponde a, no máximo, 48 meses.
O FGTS pode financiar até 95% do valor do investimento nas modalidades Urbanização e Regularização de Assentamentos Precários e Produção de Conjunto Habitacional, enquanto na modalidade Desenvolvimento Institucional o financiamento pode ser de até 92,5%.
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BSB, 3/5- Apesar do crescimento que apresenta, o crédito no Brasil está longe de virar uma “bolha”, na opinião do ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega.
“Na experiência mundial, o boom está relacionado com uma euforia, que leva a uma ausência de percepção dos reguladores, que não conseguem analisar o risco”, afirmou. O fenômeno é mais conhecido como miopia frente ao desastre, que acontece à medida que se afasta de uma crise e os mesmos erros começam a ser cometidos novamente.
“No Brasil, as crises de crédito no passado ocorreram pela volatilidade. Havia queda de renda e isso reduzia a capacidade de pagamento das pessoas físicas. O Brasil tem um longo período de baixa volatilidade do PIB, nós não temos inflação alta – que corroía a renda – e, em terceiro lugar, tem uma boa regulamentação financeira”, disse.
De acordo com Maílson, o risco de ter uma bolha do crédito pode até existir, desde que o Brasil entre em um sistema como o norte-americano de não-regulação dos mercados.
“Essa confusão de regulação e a sofisticação é que permitiram nos EUA a criação de um sistema paralelo. Os bancos brasileiros são capitalizados e estão entrando nesta época [de avanço do crédito] com uma regulamentação muito competente”, explicou o ex-ministro da Fazenda.
Na ocasião, o economista e presidente da Ricam Consultoria, Ricardo Amorim, afirmou que “a gente vai ter uma bolha de crédito no Brasil, vai ver explodir e vai levar dez ou 20 anos, não é nos próximos anos”, pois as concessões ainda são pequenas no País.
Em relação ao crédito imobiliário, que tem recebido incentivos – a exemplo do programa Minha Casa, Minha Vida – a crença de Amorim, no entanto, é de que não existirá bolha no curto prazo. "O crédito imobiliário no Brasil representa 3% da economia brasileira, nos Estados Unidos são 80%”, apontou, em referência ao tamanho ainda pequeno deste mercado.
O ex-ministro da Fazenda completou: “O Brasil está na infância do crédito imobiliário, porque o longo período de inflaç
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BSB, 1/5- Diante do aquecimento do setor imobiliário, muitas são as dúvidas relacionadas ao tema. Ao se vender um imóvel, caso haja ganho de capital, ou seja, a pessoa vendeu por um preço mais caro do que pagou, é preciso pagar imposto de 15%. Há, no entanto, alguns casos de isenção na apuração do lucro sobre a venda de imóvel realizado pela pessoa física, explica Meire Poza, sócia da Arbor Contábil.
O primeiro deles é se o imóvel foi adquirido antes de 1969 e é vendido. Nesse caso, o investidor está isento de apurar o imposto, independentemente do valor de compra e de venda. O segundo é se o imóvel foi adquirido entre 1969 e 1988, quando é possível realizar a depreciação do bem. Meire diz que um programa da Receita chamado "Programa de Apuração dos Ganhos de Capital" faz todo o cálculo da depreciação conforme as informações fornecidas pelo contribuinte.
O terceiro caso de isenção é se o valor do imóvel vendido é inferior a R$ 440 mil. O contribuinte também não precisará apurar os ganhos desde que esse bem seja o imóvel da pessoa e ele não tiver sido negociado nos últimos cinco anos (Instrução Normativa 84, artigo 29º , inciso I).
Outro caso de isenção foi estabelecido em junho de 2005. Se a pessoa física vendeu um imóvel residencial e usou todo o dinheiro para comprar um outro imóvel, ele está isento de pagar imposto sobre ganhos de capital desde que a aquisição desse novo bem seja feita em até 180 dias da venda do primeiro imóvel. Nesse caso, a regra não está limitada ao único imóvel residencial.
O aquecimento do setor de imóveis fez com que muita gente buscasse financiamento em bancos para a aquisição de uma casa ou apartamento ou mesmo usasse os recursos do fundo de garantia. No caso de imóvel adquirido com o fundo de garantia, o valor do FGTS deve ser informado em "Rendimentos Isentos e Não Tributáveis", explica Meire. Já a dívida do financiamento realizado via Sistema Financeiro de Habitacional (SFH) não precisa ser informada, diz a executiva.
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BSB, 29/4- A CEF (Caixa Econômica Federal) concedeu, de janeiro até o último dia 23, R$ 19,6 bilhões em financiamentos habitacionais para 323.268 famílias.
O montante emprestado é 126% superior aos R$ 8,7 bilhões registrados no mesmo período do ano passado e representa um recorde. Quando se trata de quantidade, houve acréscimo de 134.636 financiamentos, o que corresponde a um aumento de 71% no período.
Somando o Feirão da Casa Própria, para o qual estão previstos R$ 3,5 bilhões em negócios, o banco estima superar a marca de R$ 55 bilhões em crédito habitacional, que pode atingir R$ 60 bilhões este ano.
"Este ano, em menos de quatro meses, já superamos a contratação de todo o ano de 2007, que era também recorde de contratação, até então. Com o feirão, vamos alavancar a contratação no Programa Minha Casa, Minha Vida e bater novo recorde de crédito imobiliário", afirmou o vice-presidente de Governo da Caixa, Jorge Herada.
O Programa Minha Casa, Minha Vida registrou até o momento 836.415 propostas de empreendimentos habitacionais, sendo que 486.821 são destinadas ao público de menor renda (até três salários mínimos). Já 349.594 são destinadas àqueles com renda entre três e dez salários mínimos.
Até o dia 26 deste mês, 417.814 contratos foram assinados, o que representa um valor de R$ 23,5 bilhões em investimentos.
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BSB, 26/4- A classe C, caracterizada por ganhos de até três salários mínimos, será a maior responsável pela demanda por imóveis até o ano de 2016. É o que aponta um estudo realizado pela MB Associados, empresa de consultoria que presta serviços na área de análise macroeconômica.
A geração de novas famílias na classe está entre os motivos para a demanda, pois cada família gerada é uma demanda potencial para imóveis.
Conforme o estudo, o que pode acontecer é a migração das classes mais baixas para a classe média. Segundo o economista Sérgio Vale, chefe da MB Associados, é interessante analisar a consequência dessa expansão, com o detalhe de que a classe média está crescendo.
Segundo ele, cerca de 60% do total de famílias ainda se encontram nessas faixas mais baixas, enquanto 30% fazem parte da classe média, entendida aqui como aquelas famílias que ganham entre três e 10 salários mínimos por mês.
A mesma pesquisa destaca que, com o crescimento da classe C, diminuirá a demanda por imóveis populares, pois, com a melhora do padrão de rendimentos, os novos integrantes da classe irão procurar imóveis de melhor qualidade.
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BSB, 22/4- A desvinculação da tabela de concessão de subsídios ao número de salários mínimos, introduzida na segunda fase do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV), pode ser benéfica para a perenidade do programa como política habitacional de longo prazo. A opinião é do presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), João Crestana. Segundo Crestana, quando lançado, há um ano, o PMCMV visava ao atendimento de famílias com renda de até 10 salários mínimos. Atualmente, foram estabelecidos tetos que variam de R$ 1.395,00 a R$ 4.750,00, com patente redução. “Isso é ruim para a sociedade, porque parcela importante da população fica fora do programa e deixa de receber subsídios maiores e outros benefícios, como juros baixos e isenções cartorárias”, diz João Crestana. “Se fosse mantida a mesma regra, ou seja, atualizar a tabela pelo novo valor do mínimo (R$ 510,00), famílias com renda mensal de R$ 1.530,00 não seriam excluídas da primeira faixa do programa, assim como aquelas com ganhos de até R$ 5.100,00, da faixa mais elevada”, adiciona. A aceitação dessa excludente mudança implica tolher a abrangência do programa em mais de 40% nos próximos quatro anos, admitindo-se repetição futura da louvável correção do salário mínimo nos níveis efetuados em 2010.
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BSB, 20/4- Nos primeiros três meses deste ano, a Caixa Econômica Federal já disponibilizou R$ 17 bilhões em financiamentos imobiliários, segundo afirmou a presidente da instituição, Maria Fernanda Ramos, nesta segunda-feira (19).
De acordo com ela, o banco fechou entre janeiro e março uma média de 4,1 mil contratos por dia. “Um número absolutamente recorde, acima dos três mil contratos do ano passado, que já era um recorde”, considerou Maria Fernanda, de acordo com a Agência Brasil.
Em 2009, o banco emprestou R$ 47,3 bilhões para a habitação. O montante representou mais que o dobro do que foi concedido no ano anterior. Com o crescimento, a CEF atingiu uma participação nas operações de habitação do mercado de 77,3%, ante 69,3% em 2008.
O saldo da carteira habitacional do banco chegou a R$ 70,5 bilhões no ano passado, depois de apresentar um crescimento de 56,5% em relação ao ano anterior.
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BSB, 19/4- A Associação Frutos da Terra Brasil (AFTB) lançou, há cerca de quatro anos, o programa de financiamento imobiliário isento de juros, sem comprovação de renda e com prestações com valores baixos, que só serão pagas depois da aquisição do imóvel.
Segundo o presidente da AFTB, Carlos Alberto Rotermund, a proposta surgiu de pesquisa com empresas do setor da construção civil, a qual demonstrou que pessoas que queriam comprar a casa própria não conseguiam carta de crédito. “Os modelos atuais de financiamento foram analisados para permitir que a associação possa competir com outras empresas. A diferença é que não buscamos o lucro”.
O programa desenvolvido e administrado pela AFTB reúne recursos financeiros dos associados, empresas patrocinadoras e do governo, formando um fundo que se converte em crédito habitacional residencial isento de juros para os associados que aderirem ao programa.
Para participar do programa, que recebe inscrições de todo o país, é preciso ter renda familiar a partir de um salário mínimo e escolher um imóvel na faixa de R$ 35 mil a R$ 500 mil, sendo que o ideal é que a pessoa não comprometa mais de 30% da renda familiar com a parcela.
Os créditos do SAC são destinados à aquisição de imóveis residenciais novos ou usados em qualquer região do Brasil, construção ou até mesmo para quitar outros financiamentos firmados com bancos. No momento da inscrição, basta escolher o valor da carta de crédito para financiar até 100% do imóvel pretendido. Ao se inscrever, o associado contribui com uma taxa mensal equivalente a 0,1% do valor solicitado para ser uma das fontes do financiamento.
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BSB, 18/4- O Ministério das Cidades e a Caixa Econômica Federal divulgaram nesta emana, o balanço do primeiro ano do programa de habitação Minha Casa, Minha Vida. Até o dia 13 de abril, foram contratadas 408.674 unidades, ou seja, 40,8% da meta do governo de construir um milhão de casas. Essa contratação representa investimento de R$ 21,5 bilhões. Até agora, foram efetivamente entregues apenas três mil unidades. A expectativa é de que haja aceleração na entrega de imóveis a partir de maio.
O ministro das Cidades, Marcio Fortes, comemorou o resultado. Segundo ele, 78% das obras contratadas já foram iniciadas. "É muito fácil dizer que estamos longe da meta, mas não temos um cronograma de entrega. Portanto, estamos dentro do prazo", afirmou o ministro.
A presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, ressaltou que somente neste ano o banco fez a contratação de 278.426 unidades, sendo que 133.146 se referem ao programa Minha Casa, Minha Vida. Em 2009, a Caixa contratou 896.908 unidades, sendo que 275.528 do Minha Casa, Minha Vida.
O vice-presidente da Habitação da Caixa, Jorge Hereda, destacou que o programa ainda enfrenta dificuldades em algumas cidades brasileiras devido ao elevado preço dos imóveis. Disse, no entanto, que apesar das pressões das construtoras, não haverá na primeira fase do programa reajuste dos preços dos imóveis que podem ser contemplados no Minha Casa, Minha Vida.
Para tentar contornar o problema, Hereda informou que a Caixa vai apostar nas parcerias com Estados e municípios. No caso de São Paulo, uma parceria com a prefeitura vai viabilizar a construção de quatro mil unidades. Já outra parceria com o governo do Estado possibilitará a construção de 13 mil moradias, sendo que quatro mil delas na cidade de São Paulo. No primeiro ano do Minha Casa, Minha Vida, foram contratados
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BSB, 11/4- Os saques de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para uso na aquisição da casa própria cresceram 27,4% nos três primeiros meses deste ano, frente ao mesmo período do ano passado.
O motivo apontado para o resultado foi a expansão de crédito imobiliário, revelaram dados divulgados nesta quinta-feira (8) pela CEF (Caixa Econômica Federal).
No mesmo período, a captação líquida do fundo foi de R$ 3,75 bilhões, mais do que o dobro do registrado no mesmo período de 2009 e 54% superior ao que foi registrado em todo o ano passado.
O uso do FGTS não pode ser feito por quem é comprador ou proprietário de imóvel residencial financiado pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação), em todo o Brasil, e por quem tem imóvel residencial concluído ou em construção no atual município de residência ou naquele em que exerça a ocupação principal.
O fundo pode ser usado para aquisição de imóvel residencial urbano concluído ( pagamento parcial ou total do preço) e para financiamento da construção de imóvel residencial urbano (como parte ou valor total dos recursos).
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BSB, 9/4- Os critérios de seleção das famílias beneficiadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida foram definidos pela Portaria 140, publicada na terça-feira (6) no Diário Oficial da União.
As famílias que moram em áreas de risco ou que possuem mulheres como chefes serão priorizadas no programa, que atende a famílias com renda de até R$ 1.395.
Os dois critérios definidos valem para operações realizadas com recursos do FAR (Fundo de Arrendamento Residencial) e para empreendimentos construídos em municípios com população de até 50 mil habitantes que aderiram ao programa e para os projetos do Minha Casa, Minha Vida - Entidades.
Além dos critérios determinados, os estados e municípios poderão estabelecer outros três para realizar a seleção. Os municípios poderão priorizar candidatos que moram próximos à região do empreendimento.
Os critérios que serão determinados pelos estados e cidades devem ser aprovados pelos conselhos locais de habitação. Se não houver um conselho local, deverão ser aprovados pelo Conselho de Assistência Social e divulgados nos meios de comunicação do município, divulgando onde será construído o empreendimento.
O processo de seleção deverá reservar 75% do total de moradias para os candidatos que preencham quatro ou cinco critérios entre os que foram definidos pela União, estados e cidades. Já 25% serão destinados aos candidatos que preencham até três critérios.
Às pessoas com deficiência física inscritas no Minha Casa, Minha Vida foram reservados 3% das unidades dos empreendimentos da região. Os idosos também têm direito a 3% do total de imóveis.
Caso o número deste público seja superior ao de moradias reservadas, será realizado um sorteio.
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BSB, 6/4- O crédito imobiliário deve se expandir nos próximos anos, segundo avaliam a CEF (Caixa Econômica Federal) e o BB (Banco do Brasil).
Isso porque, na opinião do vice-presidente de cartões e novos negócios do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, o crédito imobiliário no Brasil corresponde a 3% do PIB (Produto Interno Bruto), enquanto que em outros países, como México e Chile, esses índices são maiores, cerca de 11% e 17%, respectivamente.
Caffarelli lembra ainda que o país tem déficit habitacional de 8 milhões de unidades, número que indica necessidade de expansão do crédito para a compra de imóveis. “Temos dobrado o desembolso ano após ano, mas ainda estamos distantes de outros países”, disse, conforme publicado pela Agência Brasil.
Ainda na opinião do vice-presidente de cartões e novos negócios do BB, no futuro, o mercado secundário de crédito imobiliário estará disseminado.
Na avaliação de técnicos da Caixa, no longo prazo é possível que todos os bancos tenham destinado recursos da poupança para o crédito imobiliário acima do exigido. Além disso, para a CEF, uma das alternativas para uma nova fonte de recursos é a securitização de papéis imobiliários, o que significa transformar créditos de longo prazo em CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), sendo que tais certificados são vendidos a investidores.
Atualmente, os bancos são obrigados a destinar 65% das aplicações do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) para os empréstimos imobiliários.
Segundo Caffarelli, neste ano, não faltam recursos para aplicar no financiamento imobiliário. O BB, por exemplo, tem disponível R$ 7 bilhões, sendo que, em 2009, a carteira de financiamento imobiliário do banco ficou em R$ 1,5 bilhão, com expectativa de dobrar o resultado em 2010 e estar entre os três maiores em 2012.
Já a CEF, aplicou R$ 47 bilhões em crédito imobiliário no ano passado e tem meta de R$ 55 bilhões para este ano.
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BSB, 3/4- A segunda fase do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) terá a habitação como foco e o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) como protagonista. O anúncio, feito nesta semana pelo Governo, foi comemorado pelo setor imobiliário de São Paulo. Porém, representantes do segmento acreditam que ainda há muito o que se fazer e apontam empecilhos para o desenvolvimento do programa.
A destinação de R$ 71,7 bilhões para o programa habitacional ainda não passa de uma intenção, na visão do presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), João Crestana. “Um conjunto de intenções é um bom começo para um programa”, afirma. “ Os detalhes ainda não foram definidos, por isso haverá um debate, para tornar esses sonhos e intenções um conjunto de ações efetivas”.
De acordo com o anúncio, a área de habitação receberá, ao todo, R$ 278 bilhões em investimentos, sendo que R$ 178 bilhões serão destinados aos financiamentos pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e outros R$ 30,5 bilhões à urbanização de assentamentos precários, além dos mais de R$ 70 bilhões destinados ao Minha Casa, Minha Vida. Agora, o Governo se reunirá com representantes do setor para que os parâmetros sejam definidos em até 90 dias.
Crestana lembra que o programa Minha Casa, Minha Vida, em sua primeira fase, foi um sucesso e a continuação do projeto deve ser comemorada. Porém, ela ainda acredita que há muito o que se fazer para sanar o déficit habitacional, que hoje está em 5,8 milhões de unidades habitacionais.
Para ele, para que o mesmo sucesso aconteça com o MCMV 2 é preciso que tudo fique muito bem determinado. “É perfeitamente viável construir dois milhões de casas em quatro anos. O número é até modesto”, afirma Crestana.
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BSB, 3/4- Para o presidente do Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóvel de São Paulo), José Augusto Viana, a meta proposta para a segunda fase do projeto também é viável. “É possível construir porque o plano começa a interessar aos empresários. Nota-se que eles começam a investir para construir principalmente para a faixa salarial acima de três mínimos”, ressalta.
Tanto Viana como Crestana vêem um problema na nova fase do projeto que agora integra o PAC, os terrenos. “Nas cidades mais desenvolvidas o grande problema ainda é o terreno”, afirma Viana. Para ele, somente com subsídios de prefeituras e dos estados é que é possível consegue fazer projetos para a baixa renda. “Fora isso, é praticamente impossível”, atesta. das
Crestana também acredita que a questão dos terrenos também pode se tornar um empecilho para o avanço da nova fase do programa habitacional em cidades como São Paulo Além disso, o presidente do Secovi também critica a mudança nas faixas de renda para que as famílias consigam o subsídio. Em sua primeira fase, o MCMV determinava três faixas de renda para que as famílias pudessem obter subsídios para compra de imóvel. As famílias com renda de zero a três salários mínimos teriam prioridade no programa, seguidas por aquelas com renda de três a seis salários e de seis a dez mínimos.
Agora, foram estabelecidos tetos de zero a R$ 1.395 de renda e desse patamar até R$ 4.750. Com isso, Crestana acredita que aqueles que hoje ganham R$ 1.530, que equivaleria a três mínimos, não serão atendidos com prioridade e nem contarão com um subsídio maior que aqueles que recebem acima dos três mínimos. “Essas pessoas podem ser enquadradas na segunda faixa, mas será preciso melhorar o subsídio”, atesta.
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BSB, 31/3- De acordo com os resultados registrados pelo Sistema de Consórcios, no primeiro bimestre deste ano, o consórcio de imóveis ultrapassou o número de 36 mil adesões de novos participantes. O montante é 46,4% maior do que o registrado no mesmo período de 2009 (25 mil).
De acordo com a Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), o crescimento foi provocado pela expectativa da entrada em vigor da ampliação do uso do FGTS Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) pelos consorciados, no último dia 18.
"Os consórcios vivem um bom momento. Suas características como, por exemplo, a ausência de juros e parcelamento integral, aliados ao aquecimento da economia e da segurança do emprego, têm gerado uma procura constante e crescente", afirmou o presidente executivo da Abac, Paulo Roberto Rossi.
Em fevereiro deste ano, havia 539 mil consorciados ativos no ramo de imóveis, número 5% acima do registrado no mesmo período do ano anterior, quando foram vendidas 513,2 mil cotas.
No mesmo período de análise, as contemplações (momento em que os consorciados têm a possibilidade de adquirir seus imóveis) chegaram a 9,9 mil, o mesmo volume registrado no ano passado.
Considerando todas as categorias do sistema de consórcios, há mais de 3,8 milhões de participantes, que entraram no sistema para adquirir todos os tipos de bens, como veículos, imóveis e serviços.
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BSB, 29/3- O volume de empréstimos para a compra de imóvel com recursos da poupança cresceu 73,3% em fevereiro, frente ao mesmo período do ano passado, para o recorde de R$ 2,99 bilhões. Este foi o melhor resultado da história do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo).
Frente a janeiro deste ano, foi registrado crescimento de 3,93% no montante contratado, uma vez que no primeiro mês do ano o volume era de R$ 2,88 bilhões. Quando a comparação é feita com o primeiro bimestre de 2009, os financiamentos com recursos da poupança também registraram alta, de 62,13%.
Em fevereiro, 24.733 imóveis foram financiados com recursos da poupança, um volume 49,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2009. Se comparado a janeiro, o aumento foi de 8%, já que naquele mês foram financiadas 22.894 unidades. Em 12 meses, foram 316 mil unidades adquiridas por meio de recursos da poupança.
Em relação ao resultado da poupança no período, os dados mostraram a captação líquida (depósitos menos saques) de R$ 617 milhões, com o saldo atingindo R$ 258,4 bilhões.
De acordo com a Abecip, esse cenário torna evidente que as cadernetas preservam o papel de fornecer recursos para o crédito imobiliário, sem atrair os aplicadores em fundos de investimentos.
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BSB, 25/3 De acordo com o 4º Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, o deficit habitacional urbano do País caiu de 6,27 milhões de unidades em 2007 para 5,8 milhões, em 2008. A diferença é de 476 mil casas em um ano.
O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida e as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) foram considerados os motivos para a queda do deficit, na visão do ministro das Cidades, Márcio Fortes.
De acordo com o relatório, as famílias com renda de até três salários mínimos concentram 89,2% do deficit habitacional. O problema se agrava nas cidades brasileiras com mais de 500 mil habitantes.
Segundo os dados, em 97,3% delas existem favelas, em 86,5%, cortiços e em 94,6%, loteamentos clandestinos ou irregulares. As áreas urbanas concentram 82% do deficit habitacional do País.
Apesar de ainda ser alto, o deficit habitacional vem caindo e, nos últimos 16 anos, o percentual de pessoas morando em condições adequadas no País melhorou 15%. Segundo os dados, 50,7% da população morava em locais com boas condições em 1992. Esse percentual subiu para 65,7% em 2008.
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BSB, 23/3- A partir de junho deste ano a Caixa Econômica Federal aplicará o Selo Casa Azul para todos os empreendimentos habitacionais construídos no âmbito dos programas, financiamentos e repasses operacionalizados pela instituição.
O objetivo é reconhecer e divulgar ao público os projetos de empreendimentos habitacionais mais sustentáveis.
O selo abrange seis categorias: qualidade urbana, projeto e conforto, eficiência energética, gestão da água, conservação de recursos materiais e práticas sociais.
Cada categoria possuirá critérios obrigatórios e facultativos, dependendo do nível que se pretende atingir – esses níveis serão ‘bronze’, ‘prata’ e ‘ouro’.
Para obter o selo, o interessado deve preencher o Guia do Proponente que contém as diretrizes do projeto a ser elaborado e encaminhado para análise da Caixa.
Essa análise seguirá o trâmite normal de qualquer financiamento de empreendimento imobiliário.
O Selo Azul não se sobrepõe ao Procel Edifica.
Ele irá, inclusive, se alinhar às regras para etiquetagem de edifícios residenciais, quando elas estiverem prontas.
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BSB, 22/3- A segunda etapa do programa Minha Casa, Minha Vida pode incluir entre dois e três milhões de moradias. A estimativa é do presidente da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), Paulo Safady Simão.
“Ainda não há nada oficial. A proposta feita pela Cbic foi de construção de dois milhões de unidades em quatro anos. O que sabemos, dentro do governo, é que está sendo estudado até três milhões”, declarou Simão.
A decisão será anunciada junto à divulgação do PAC 2 (a segunda fase do Plano de Aceleração do Crescimento), prevista para o dia 29.
O presidente da Cbic destaca que outra mudança no programa habitacional deve ocorrer na distribuição dos imóveis por faixa de renda. “Nós fizemos uma proposta de aumentar de 40% para 50% as moradias voltadas para as famílias com renda de até três salários mínimos”, afirmou.
Simão destaca que, focando mais nas famílias de renda inferior, o governo torna a proposta do Minha Casa, Minha Vida mais ambiciosa, pois essa faixa de renda é a que conta com maior volume de subsídios governamentais.
“Isso é muito positivo, porque esse é um programa que deu certo como um dos instrumentos para erradicar o déficit da habitação para as famílias mais pobres”, declarou.
Segundo o presidente da Cbic, até hoje mais de 740 mil imóveis já fazem parte do sistema do Minha Casa, Minha Vida, o que significa já terem sido aprovados por todas as análises e estarem disponíveis para contratação na Caixa Econômica Federal. “Até o final do ano teremos cumprido a meta de um milhão de moradias”, completou Simão.
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BSB, 19/3- As empresas do setor de Habitação também entraram na lista daquelas que receberam mais queixas na Fundação Procon-SP em 2009. A área, de acordo com o cadastro de reclamações do órgão, representou 1% do total das reclamações fundamentadas.
Ao todo, 320 das 41.685 queixas recebidas pelo órgão de defesa do consumidor no ano passado referem-se ao segmento habitacional.
Descumprimento do prazo de entrega, questões relativas à devolução de valores pagos em negócios não concretizados e falhas na informação ao consumidor estão entre as reclamações mais citadas.
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BSB, 16/3- O Ministério das Cidades promove de 19 a 26 de março, no Rio de Janeiro, o V Fórum Urbano Mundial. Criado em 2001 pela Assembléia Geral das Nações Unidas, sob a responsabilidade da ONU-Habitat, Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos, o fórum será realizado pela primeira vez na América Latina.
O evento reúne agentes governamentais, representantes da sociedade civil e do setor privado para debater a questão da rápida urbanização.
Nesta edição, o fórum terá como tema central “O Direito à Vida: unindo o urbano dividido”. Haverá debates sobre os seguintes assuntos: “Adiante o direito à cidade”; “Unindo o urbano dividido”; “Acesso igualitário à moradia”; “Diversidade cultural nas cidades”; “Governança e participação”, e “urbanização sustentável e inclusiva”.
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BSB, 9/3- O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, disse ontem que o governo deverá lançar no dia 29 de março, juntamente com a segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) a extensão do programa Minha Casa, Minha Vida.
No entanto, ele não adiantou quantas casas deverão ser incluídas na extensão do programa. O dirigente afirmou que este ano deverão ser contratadas 1 milhão de casas na primeira edição do programa Minha Casa, Minha Vida, e que, também este ano, 300 mil unidades serão entregues.
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BSB, 5/3- Os recordes de vendas no setor imobiliário em 2009 não devem deixar saudade. Isso porque os especialistas nesse mercado acreditam que a avalanche de vendas, principalmente no final do ano passado, foi apenas o começo de ciclo de bons negócios na história do setor.
A Caixa Econômica Federal, principal agente de políticas públicas do governo federal, estima que o investimento no Minha Casa, Minha Vida para 2010 será superior ao montante de R$ 50 bilhões, com média de contratação para 60 mil unidades habitacionais por mês, o que representará ao final do ano o cumprimento total da meta do programa, beneficiando um milhão de famílias e atendendo parte do déficit habitacional do país, que é de sete milhões de moradias.
O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, acredita que, até a metade do próximo ano, 700 mil projetos estejam aprovados pela Caixa, em construção ou já entregues. Segundo ele, esse ritmo é um avanço, uma vez que em seis anos do governo Lula foram construídos 750 mil imóveis para a faixa de renda de zero a seis salários mínimos. “Agora vamos fazer isso em apenas 18 meses”, assegurou. Ele acrescentou que a demanda e as condições de produção definem as ações das construtoras.
Com a aprovação da Lei nº 10.931, em 2004, que instituiu um novo marco regulatório para o crédito imobiliário, foram ampliadas as garantias aos compradores e financiadores da casa própria
Paulo Safady Simão falou das expectativas para o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC II). “O presidente Lula disse que em março vai lançar o PAC II, e nós estamos nos organizando para fazer uma proposta para um novo programa habitacional”, finalizou.
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BSB, 3/3- De acordo com os resultados registrados pelo Sistema de Consórcios, em 2009 o consórcio de imóveis ultrapassou o número de 533 mil participantes ativos. O montante é 3,4% maior do que o registrado em dezembro de 2008 (515,3 mil) e recorde desde o ano 2000.
Na opinião do presidente executivo da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), Paulo Roberto Rossi, o consórcio tem sido a alternativa de quem quer realizar o sonho da casa própria ou mesmo formar um patrimônio.
"O planejamento do brasileiro começa pela não necessidade de desembolso no valor da entrada. Segue pelo pagamento de parcelas mensais sem qualquer cobrança de taxa de juros e atinge seu principal objetivo, a casa própria ou até mesmo um imóvel maior ou para lazer na praia ou no campo, ou ainda um imóvel para uso profissional, além de uma reforma, com possibilidade de escolha do imóvel como se estivesse com dinheiro na mão. Nesse momento, o consorciado pode negociar e conseguir vantagens na compra à vista. Isso sem falar na formação do seu patrimônio pessoal ou familiar", revela.
O acumulado de vendas entre janeiro e dezembro de 2009 apresentou 206,1 mil novas cotas, número 0,5% acima do registrado no mesmo período do ano anterior, quando foram vendidas 204,9 mil cotas.
No mesmo período de análise, as contemplações (momento em que os consorciados têm a possibilidade de adquirir seus imóveis) cresceram 8,9%, passando de 59,8 mil nos 12 meses de 2008 para 65,1mil em igual período do ano passado, recorde desde 1997.
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BSB, 1/3- A maior parte dos compradores de imóveis usados da cidade de São Paulo optou por pagar o bem à vista em 2009, segundo pesquisa do Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo).
No ano passado, essa forma de pagamento correspondeu a 57,03% das vendas de imóveis, ante uma participação de 40,02% dos financiamentos com bancos.
Somente a CEF (Caixa Econômica Federal) representou, no período, 34,47% das vendas, sendo a principal instituição de financiamento. Os demais bancos ficaram com participação de 5,55%.
Além da aquisição à vista e do financiamento bancário, os paulistanos compraram imóvei por meio de consórcio. Esse tipo de negociação correspondeu a 1,34% das vendas no ano passado.
Já as negociações diretamente com o proprietário foram uma opção para 1,61% dos compradores.
Ainda de acordo com os dados, coletados pelo Creci-SP, em 2009, os imóveis mais vendidos foram aqueles que custavam até R$ 180 mil, que responderam por quase 58% dos negócios realizados na capital.
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BSB, 28/2- O volume de empréstimos para a compra de imóvel com recursos da poupança cresceu 51,9% em janeiro, frente ao mesmo período do ano passado, para o recorde de R$ 2,88 bilhões. Este foi o melhor resultado da história do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) para o mês.
Frente a janeiro de 2008, quando havia uma euforia do crédito imobiliário, também foi registrado crescimento, de 77,3%.
Quando a comparação é feita com o último semestre de 2009, porém, os financiamentos com recursos da poupança registraram queda de 16,1%, uma vez que naquele período o volume era de R$ 3,43 bilhões em média.
No acumulado dos últimos 12 meses, os empréstimos para a compra de imóvel com recursos da poupança cresceram 15,5%, frente ao período de 2009, com um volume financiado de R$ 35 bilhões.
Em janeiro, 22.894 imóveis foram financiados com recursos da poupança, um volume 29,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2009. Se comparado a dezembro, a quantidade é menor, já que naquele mês foram financiadas 31.688 unidades. Em 12 meses, foram 307,91 mil unidades adquiridas por meio de recursos da poupança
Em relação ao resultado da poupança no período, os dados mostraram que houve uma captação líquida (depósitos menos saques) de R$ 1,8 bilhão, com o saldo atingindo R$ 256,6 bilhões.
De acordo com a Abecip, o comportamento é sazonal porque janeiro é um mês em que aumentam os dispêndios das famílias brasileiras. Janeiro de 2010 registrou o melhor resultado para o período desde 1997, quando a captação líquida representou 5,06% do saldo das contas do final de 1996.
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BSB, 22/2- Um imóvel bem localizado e em bom estado de conservação demorou, em média, de 11 a 28 dias para ser alugado em janeiro.
O dado faz parte da pesquisa divulgada pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação) na quinta-feira (18).
Segundo o levantamento, as casas e os sobrados foram alugados mais rapidamente do que os apartamentos no primeiro mês do ano. Em média, uma casa demorou entre 9 e 26 dias para ser alugada, ao passo que um apartamento demorou mais, entre 16 e 34 dias.
Os fiadores continuam sendo os mais adotados na hora de alugar um imóvel. Em janeiro deste ano, 50,5% dos contratos foram assinados por meio deles na cidade de São Paulo.
O depósito (incluindo o caução) respondeu por 29,5% dos contratos de aluguéis assinados no mês passado e o seguro-fiança foi utilizado por 20% dos inquilinos.
Ainda de acordo com o Secovi, o valor do aluguel na cidade de São Paulo variou 0,2% em janeiro.
No acumulado dos últimos 12 meses, a alta ficou em 8,83%.
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BSB, 19/2- A Comissão da Indústria Imobiliária (CII) da CBIC debate no próximo dia 25, em São Paulo, o Programa Minha Casa, Minha Vida I e II. A reunião será realizada das 10h30 às 16h30, na sede do Secovi-SP, em São Paulo, ocasião em que também serão tratados os temas Projetos da CII/CBIC e Pesquisa do Mercado Imobiliário. Confirmações de presenças, bem como sugestão de outros assuntos para compor a pauta dos trabalhos devem ser feitas até o próximo dia 22 pelos e-mails: eloiza@secovi.com.br e celsopetrucci@secovi.com.br.
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BSB, 12/2- Segundo a Lello Condomínios, o número de novos contratos de aluguel de imóveis residenciais cresceu 20% na cidade de São Paulo em 2009, na comparação com o ano anterior.
O valor médio do aluguel nas novas locações ficou em R$ 1.500,00 para imóveis residenciais e R$ 3.000,00 para imóveis comerciais, de acordo com o levantamento da empresa.
Para Roseli Hernandes, gerente geral de Locação e Vendas da Lello Imóveis, o desempenho do mercado de aluguéis residenciais no ano passado foi bom, mas a escassez de unidades disponíveis para locação, especialmente as de um e dois dormitórios, impediu um crescimento maior no número de negócios.
“O cenário de 2010 certamente será ainda mais favorável, já que a nova Lei do Inquilinato deve ajudar a ampliar a oferta de imóveis para aluguel. Já temos recebido, neste início de ano, muitas consultas de proprietários interessados em disponibilizar suas unidades para locação”, diz Roseli.
A região da Mooca respondeu por 20% das locações intermediadas pela Lello em 2009, seguida pela do Tatuapé, com 18%, e pela área de Santana, com 16%. Já a região dos Jardins representou 12% dos negócios da empresa na área de locação residencial, seguida por Moema, com 11%, Perdizes, com 10%, e Vila Mariana, com 8%.
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BSB, 5/2- A continuidade do programa de habitação do governo federal Minha Casa, Minha Vida depende, entre outros fatores, da existência de recursos permanentes para garantir a produção de unidades.
Além disso, segundo avaliação do presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) e da Comissão da Indústria Imobiliária da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), João Crestana, também são vertentes indispensáveis para a continuidade do programa a segurança jurídica e efetividade das instituições, o fortalecimento das empresas e maior qualidade dos produtos e melhor urbanismo para resolver incompatibilidades, como a "inaceitável" distância entre a habitação e o emprego.
De acordo com Crestana, o momento atual é para aperfeiçoar o Minha Casa, Minha Vida e iniciar a preparação para a segunda etapa do programa.
“Estamos aprendendo no processo, identificando problemas e possibilidades de solução (…) para que se possa em suas próximas fases ofertar mais do que um milhão de novas moradias ao ano. A meta de todos nós é zerar o deficit habitacional e proporcionar um teto digno aos brasileiros”.
No que diz respeito à primeira fase projeto, o presidente do Secovi-SP acredita que o programa caminhe com sucesso.
Até agora, a CEF ( Caixa Econômica Federal) contratou, em âmbito nacional, cerca de 300 mil unidades, podendo chegar ao final deste ano ou início de 2011ao total prometido de um milhão de moradias.
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BSB, 4/2- Os recursos para compra da casa própria no País estão cada vez mais volumosos. O orçamento inicial para este ano é de R$ 80 bilhões, sendo R$ 30 bilhões do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e, R$ 50 bilhões do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). Com essa verba,será possível o setor se aproximar de 1 milhão de empréstimos habitacionais. A projeção é do presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), Luiz Antonio França.
Os interessados em ter seu primeiro imóvel ou até mesmo a tão sonhada casa de veraneio contam com financiamento farto e condições ainda mais favoráveis. Nesse orçamento expressivo também estão incluídos os recursos para o programa ‘Minha Casa, Minha Vida’.
Segundo levantamento da Abecip, o valor médio da carta de crédito para compra do imóvel passou de R$ 70.600, em 2006, para R$ 123 mil, no ano passado. O percentual a ser financiado também subiu de 46,8%, em 2004, para 61%, em 2009. Isso mostra que o governo e a iniciativa privada têm desenvolvido mecanismos para facilitar o acesso à moradia e reduzir o déficit habitacional no País. Atualmente, o empréstimo imobiliário chega a 100% do valor da unidade e as opções de juros mais acessíveis beneficiam quem vai comprar tanto imóvel na planta quanto usado.
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BSB, 4/2- Os juros variam de 5% a 12% ao ano mais TR (Taxa Referencial) para os contratos assinados pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação). Há ainda a redução de 0,5% no percentual do empréstimo se o trabalhador tiver conta vinculada do FGTS há pelo menos três anos. Nesse caso, se a taxa é 5% ao ano passará para 4,5%.
Outra mudança foi escalonar as taxas, de acordo com o valor do imóvel. As unidades que custam até R$ 150 mil têm percentuais diferenciados nos bancos privados. O HSBC, por exemplo, reduziu de 10% para 8,9% ao ano, os juros para compra de imóveis avaliados em até R$ 150 mil.
O cenário favorável oferece condições para aquisição em todas as faixas de renda. Hoje, os trabalhadores com renda acima de R$ 4.900 podem comprar o imóvel, com juros menores, pela linha que utiliza recursos do FGTS. Outra mudança foi a ampliação do valor da unidade para R$ 500 mil dos contratos assinados pelo SFH.
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BSB, 3/2- A aprovação das novas regras de uso dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em consórcios imobiliários, no mês de dezembro, poderá atrair novos perfis de consumidores em 2010. Pela regra anterior, o interessado poderia usar o dinheiro do fundo para dar um lance e obter a carta de crédito. Agora, ele poderá utilizá-lo também para amortizar o saldo devedor, pagar as parcelas ou quitar o plano. Com isso, segundo estimativa da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios Imobiliários (Abac), em 2010, o número de participantes ativos deverá ultrapassar o de 2009 em 15%.
De janeiro a novembro do ano passado, as aquisições de imóveis por consórcio já haviam apresentado crescimento: chegaram a 62,3 mil, superando o mesmo período de 2008 em 13,3%. Para poder usar os recursos do fundo, no entanto, os consorciados devem seguir as mesmas regras de uso do FGTS válidas para quem está comprando via financiamento imobiliário. O saldo só pode ser usado por trabalhadores com no mínimo três anos de contribuição e o mutuário não pode ter outro imóvel adquirido com recursos do fundo no mesmo município. Além disso, o consorciado deve respeitar o limite de R$ 500 mil para a compra de imóvel e não ter mais de três parcelas em atraso.
Diferentemente do financiamento habitacional, no consórcio não há cobrança de juros. Mas, sobre as parcelas mensais, é adicionada uma taxa de administração, que varia, de acordo com a administradora, entre 1% e 1,5% do valor do imóvel ao ano. O prazo varia entre 80 e 240 meses. O presidente executivo da Abac, Paulo Roberto Rossi, ressalta que o consorciado precisa estar ciente de que poderá esperar alguns anos para obter a carta de crédito.
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BSB, 1/2, A poupança esteve à frente do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) como fonte de recurso dos financiamentos habitacionais realizados pela CEF ( Caixa Econômica Federal) no ano passado.
Dados divulgados nesta quarta-feira (27) mostraram que as linhas de crédito com FGTS mais que dobraram, para um volume de R$ 9,4 bilhões, no caso de imóveis novos ou na planta. Já no caso de usados, foram financiados R$ 7,84 bilhões em 2009.
Os financiamentos com recursos da poupança, por sua vez, alcançaram R$ 19,4 bilhões, depois de dobrar frente a 2008. Isso sem contar o Construcard, que também é irrigado pela poupança, cujo investimento chegou a mais de R$ 3,6 bilhões.
Em relação à quantidade de unidades financiadas, o FGTS foi responsável por 144.309 imóveis novos ou na planta, uma alta de 31% frente aos 110.021 de 2008.
No caso dos imóveis usados, o financiamento com o fundo dos trabalhadores cresceu 65%, para 284.791 novos contratos.
Quando analisados os contratos com recursos da poupança, foram financiadas 153.181 unidades. No caso do Construcard, foram 301.933 unidades, uma alta de 172% frente aos 103.204 de 2008.
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BSB, 27/1- A Caixa Economia Federal tem por meta financiar 1 milhão de moradias pelo programa "Minha Casa, Minha Vida", do governo federal. Para tanto, terá que financiar neste ano 724.472 imóveis --número quase três vezes maior do que o de 2009 (275.528).
"Estamos numa velocidade [de contratação] que nos dá autoridade para falar que chegaremos a um milhão até o final do ano", disse vice-presidente da área de governo, Jorge Hereda, durante apresentação do balanço de crédito imobiliário.
Neste ano, o banco não conseguiu atingir a sua meta interna para o programa, que era de 400 mil, ficando em torno de 275 mil unidades. Segundo Hereda, a velocidade de contratação vem subindo nos últimos meses, devido ao "aprendizado" dos agentes envolvidos na operação de financiamento. "Financiamos 188 mil unidades somente nos últimos três meses do ano", disse ele.
A expectativa para 2010 é de que sejam liberados 60 mil financiamentos pelo programa federal a cada mês.
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BSB, 25/1- O “Minha Casa, Minha Vida” incluirá grande número de pessoas que hoje não podem se beneficiar do programa. Atualmente, a renda máxima dos trabalhadores para se encaixar na faixa salarial exigida pelo regulamento é R$ 4.651, o equivalente a dez salários mínimos no valor antigo.
Com o aumento do salário mínimo que entrou em vigor no início de 2010, os dez salários mínimos passam a valer, agora, a R$ 5.100. Logo, as famílias que recebem entre R$ 4.651 e R$ 5.100 também poderão financiar moradias novas com os incentivos previstos pelo programa – especialmente os descontos na documentação para a compra e isenção do pagamento de seguro habitacional.
“Acho de grande importância a inclusão de mais pessoas no programa”, disse o presidente da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio), Luiz Paulo Pompéia . “Esse é um programa que está dando muito certo. Nas últimas três décadas se produziu muito pouco para este segmento, no qual o programa é especializado”, acrescentou.
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BSB, 25/1- O Ministério das Cidades confirmou que a alteração das faixas de renda na regulamentação do programa já está em estudo. Porém, ainda não há data prevista para a mudança, que dependerá da aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Isso poderá ser feito tanto por meio de uma portaria quanto por uma instrução normativa.
O Minha Casa, Minha Vida permite o financiamento de imóveis novos no valor de até R$ 130 mil. Até dezembro de 2009, já haviam sido assinados mais de 220 mil contratos - 71 mil para famílias na faixa entre três e seis salários mínimos e apenas 17 mil foram de famílias com renda de seis a dez salários.
A maior parte desses contratos (132 mil moradias) beneficia famílias com renda de até três salários mínimos, segundo informações do ministro das Cidades, Márcio Fortes.
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BSB, 25/1- Entidades do setor de construção civil reivindicam, agora, a inclusão de imóveis usados para financiamento por meio do programa.
“Outra coisa interessante que se propõe ao governo é que, como ele aumentou a faixa salarial, por conta do reajuste do salário mínimo, talvez também o valor máximo do imóvel também possa aumentar”, declarou Pompéia. “Se subir para, digamos, R$ 139 mil ou R$ 143 mil, o programa vai conseguir abocanhar uma demanda expressiva que não está sendo atendida”, declarou o diretor da Embraesp.
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BSB, 20/1- A carteira de crédito da Caixa Econômica Federal atingiu R$ 120 bilhões no final do ano passado, valor 56% superior ao obtido no final de 2008, afirmou nesta terça-feira a presidente do banco, Maria Fernanda Coelho, citando dados preliminares do balanço.
"Nossa meta é crescer em torno de 30% em 2010", afirmou Maria Fernanda ao deixar o Ministério da Fazenda, onde reuniu-se com Guido Mantega.
Ela reconheceu que o crescimento resultou em grande parte do fato de a Caixa ter ganho espaço dos bancos privados, que se retraíram do mercado em meio à crise externa.
O financiamento da Caixa para a habitação cresceu cerca de 100% no ano passado, para R$ 46,9 bilhões, segundo ela.
"(O programa) Minha Casa Minha Vida tem um impacto grande", afirmou Maria Fernanda, em referência ao programa do governo federal para o financiamento de habitação para a baixa renda. "Mas tem também todas as demais operações da Caixa, com recursos da poupança, que cresceram muito, recursos do Fundo de Garantia, enfim."
Ela afirmou que apresentará ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quarta-feira números sobre o programa Minha Casa Minha Vida.
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BSB, 19/1- Para uma parcela da população, a compra de um segundo imóvel está sendo possível por causa de uma combinação nunca vista no país: crédito farto, juros em queda, prazos cada vez maiores para o pagamento, renda em alta e desemprego em baixa. A estimativa entre os bancos é de que os financiamentos do segundo imóvel representem entre 10% e 20% de suas carteiras. E a tendência é de alta.
Caso o futuro comprador do segundo imóvel comprove a capacidade de pagamento, as restrições são mínimas e estão vinculadas, principalmente, ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Por lei, o dinheiro depositado no fundo só pode ser usado na aquisição de uma única moradia. Ou seja, quem já tem casa ou apartamento em seu nome terá de se contentar, na compra do imóvel extra, com financiamento bancário ou usar recursos de alguma aplicação para quitar o negócio à vista. Alguns bancos limitam o empréstimo para o segundo empreendimento a 60% do valor da operação contra até 100% da primeira moradia. Outro dado importante: as prestações não podem comprometer mais do que 30% da renda familiar do comprador.
No mais, como bem ressalta o superintendente de Crédito Imobiliário do Bradesco, Cláudio Borges, as facilidades são grandes. Sobretudo se o imóvel for avaliado em até R$ 500 mil e o empréstimo não passar de R$ 350 mil, pois tudo pode ser feito dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que tem taxas de juros menores — 9% ao ano mais a TR, em média, contra os 12% anuais além da Taxa Referencial cobrados no sistema hipotecário para empreendimentos acima de meio milhão de reais. O SFH permite, inclusive, que se faça dois financiamentos ao mesmo tempo por uma mesma pessoa.
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BSB, 17/1- Dezembro e janeiro são considerados meses fracos para o mercado imobiliário, principalmente por conta dos gastos do Natal e das férias, além das despesas de início de ano, como IPVA, IPTU e na volta às aulas. Mas, em 2010, o cenário está mudado, e a maioria das construtoras e imobiliárias comemora o recorde de vendas no último mês de 2009 e já nos primeiros dias deste mês.
Segundo especialistas, o quadro encontra-se bastante favorável com juros ainda menores — a partir de 4,6% ao ano —, prazos de pagamento ampliados, crédito farto e facilitação no financiamento. O reflexo também pode ser verificado no aumento de pessoas comprando o segundo imóvel comercial ou residencial para investir. Outra tendência: pessoas de fora que resolveram investir próximo dos locais onde serão realizados os Jogos Olímpicos — avenidas Abelardo Bueno e Salvador Allende, na Barra da Tijuca.
Segundo o diretor da Estrutura Consultoria Imobiliária, Fábio Mello, o momento é positivo para compra, porque hoje se consegue adquirir unidade de R$ 200 mil, com taxa de juros de 9% ao ano mais TR (Taxa Referencial).
Mello ressalta que as taxas valem para unidades novas, na planta ou em construção. “A Concal, por exemplo, oferece imóveis a partir de R$ 120 mil, em Angra dos Reis, com financiamento da Caixa Econômica e taxa de juros 7,9% ao ano mais TR”, destaca.
O diretor acrescenta que imóveis adquiridos com recursos do FGTS não podem ser alugados no período de contrato. Os comprados com dinheiro da poupança podem e assim o proprietário obtem renda extra.
“Novembro e dezembro foram meses históricos de vendas, não só no mercado imobiliário. O povo brasileiro está com dinheiro”, diz o diretor de Incorporação da Living, braço econômico da RJZ Cyrela, Alexandre Calazans. Ele adianta que vai lançar 5 mil unidades neste ano no Rio: “Serão imóveis a partir de R$ 85 mil, com área de lazer completa”.
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BSB, 15/1- O governo federal anunciou a liberação de R$ 3 bilhões para ações de moradia popular do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sendo R$ 1 bilhão exclusivamente para o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida em municípios com menos de 50 mil habitantes. Os recursos são do Orçamento Geral da União e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Com os recursos do Minha Casa, Minha Vida, que serão repassados a estados e prefeituras, a previsão é construir 74 mil habitações para famílias com renda de até R$ 1.395. Segundo o ministro das Cidades, Márcio Fortes, 2 mil propostas foram selecionadas, num total de 2.014 municípios atendidos. Cidades vítimas de calamidade pública, com as atingidas pelas enchentes em Santa Catarina, tiveram prioridade na seleção.
O Nordeste é a região que mais receberá recursos dessa fase do programa: R$ 540 milhões, seguido pelas regiões Norte e Sudeste, com R$ 161 milhões cada. Os estados do Sul receberão R$ 76,2 milhões, e os do Centro-Oeste, R$ 60 milhões.
Os contratos garantirão subsídio de até R$16 mil no valor dos imóveis, com contrapartida de valor simbólico pelos beneficiários. Estados e municípios têm até o dia 31 de março para assinar os contratos com as instituições financeiras.
Já o programa Pró-Moradia vai receber R$ 2 bilhões para financiamento de 54 projetos em 13 estados. O dinheiro deve ser aplicado em ações de urbanização de assentamentos precários e áreas de risco, construção de casas populares e desenvolvimento institucional.
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BSB, 14/1- O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) teve arrecadação bruta recorde de R$ 54,8 bilhões no ano passado, valor 12,4% maior na comparação com 2008, segundo divulgou nesta quinta-feira a Caixa Econômica Federal. A arrecadação líquida (diferença entre o que entrou e o que saiu de recursos)de R$ 6,95 bilhões também foi 15,2% maior.
Além disso, o ano de 2009 teve o maior volume de saques da história, com R$ 47,8 bilhões, crescendo 12,1% em relação ao ano anterior. O retorno das operações de crédito (empréstimos de habitação, saneamento básico e infraestrutura) apresentou crescimento de 13,1%, alcançando R$ 14,1 bilhões..
O ativo total do FGTS fechou o ano com R$ 235 bilhões e o patrimônio líquido (resultado acumulado do lucro das operações com os recursos do fundo) chegou a R$ 31 bilhões. Também foram registradas a maior quantidade de empresas com recolhimento, a maior quantidade de guias recolhidas e o maior contingente de trabalhadores com depósitos mensais.
Segundo o vice-presidente de Fundos de Governo da instituição federal, Wellington Moreira Franco, os números recordes "refletiram de forma imediata o nível de recuperação da economia, traduzindo a atividade produtiva e o nível de empregos".
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BSB, 13/1- O Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóvel de São Paulo) apresentou ao ministro de Emprego e Trabalho, Carlos Lupi, durante a reunião da plenário do órgão, medidas para serem incluídas no programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida.
De acordo com o presidente da entidade, José Augusto Viana Neto, foram apresentadas três reivindicações: a inclusão da compra de imóveis usados no programa, alteração da distância do imóvel permitida para financiamento da casa própria com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e o aumento do valor do imóvel a ser financiado pelo fundo.
Segundo Viana, o ministro viu a inclusão de imóveis usados no programa com certas ressalvas. “O ministro acha que a ideia do programa [Minha Casa, Minha Vida] também é a geração de empregos, o que não seria possível com o usado”.
A ideia de incluir os imóveis usados no programa é permitir que famílias de baixa renda possam comprá-los nas mesmas condições dos imóveis oferecidos por meio do programa, ou seja, com prazos facilitados e juros mais baixos para esse segmento da população.
De acordo com o presidente do Creci-SP, não haveria problemas em incluir os usados no programa. “Basta estender os benefícios”, afirma, dizendo também que não serão necessários quaisquer tipos de recursos para incluir a reivindicação no Minha Casa.
O Creci-SP ainda apresentou a proposta de aumentar o limite do valor do imóvel, em R$ 20 mil, para que se possa financiar com o FGTS.
Além disso, a entidade apresentou a ideia de permitir que o trabalhador possa financiar a casa própria em municípios que fiquem até 120 quilômetros de distância da sua cidade de origem.
Segundo Viana, o ministro não deu prazos para que as propostas sejam analisadas. “ Até porque isso depende de outros setores e também do Conselho Curador do FGTS”, ressalta.
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BSB, 11/1- Os 140 mil servidores ativos e inativos das administrações direta e indireta da Prefeitura do Rio poderão ter descontos de até R$ 5 mil na compra de imóveis construídos pela MRV Engenharia. A redução do valor é resultado da parceria firmada entre as secretarias municipais de Administração e Habitação com a empresa.
São três faixas de descontos. Quem adquirir imóvel em fase de construção, no valor de até R$ 100 mil, receberá desconto de R$ 1.500. Se a unidade for acima de R$ 100 mil, também em construção, a redução será de R$ 2.500. Os interessados em adquirir um imóvel pronto receberão redução de R$ 5 mil. Nesse caso, não importa o valor da unidade.
A MRV Engenharia estipulou que o período de desconto começa hoje e termina em 10 de março. Para ter direito ao bônus, os servidores ativos e inativos deverão apresentar o último contracheque.
O edital que será publicado hoje no Diário Oficial do município esclarece que a empresa assume, integralmente, a responsabilidade pela prestação de seus serviços. Com isso, a Prefeitura do Rio está isenta de qualquer ação decorrente das negociações.
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BSB, 8/1- O ministro das Cidades, Márcio Fortes, está convencido de que, neste ano, o Programa Minha Casa, Minha Vida vai decolar. "Desde março de 2009, quando foi o programa foi lançado, houve um processo de preparação. Agora, o avião está pronto para decolar e voar em céu de brigadeiro", diz. Segundo ele, até o dia 24 de dezembro, havia 3.060 empreendimentos em análise pela Caixa Econômica Federal, totalizando 619,3 mil imóveis, avaliados em R$ 36,8 bilhões. É quase o triplo das 247,9 mil moradias já aprovadas. "Muita gente reclamou da demora para o programa andar. Mas o processo não é tão simples como se pensa. Envolve o governo federal, estados, municípios, os Legislativos locais, a Caixa e as empresas", acrescenta.
Os dados contabilizados pelo ministério até agora, afirma Fortes, derrubam a tese de que o programa fracassaria no atendimento às classes de mais baixa renda, a primeira, com rendimento até três salários mínimos (R$ 1.530 por mês), a segunda, com ganho mensal entre três e seis mínimos (R$ 1.530 e R$ 3.060). Dos projetos já aprovados pela Caixa, 60,61% vão beneficiar o primeiro grupo e 31,4%, o segundo. Ou seja, menos de 10% dos empreendimentos estão voltados para a faixa entre seis e 10 salários (R$ 3.060 e R$ 5.100), apontada como filé. Outro dado relevante: 38% dos projetos em análise pela Caixa serão tocados na região Nordeste, onde se concentra parcela importante do público de menor renda.
O ministro ressalta que o programa está sendo liderado pelas 13 maiores construtoras do país e não será surpresa se o número de imóveis construídos por meio do Minha Casa, Minha Vida passar de 1 milhão. "As empresas estão construindo verdadeiros bairros ou minicidades, empreendimentos com 5 mil unidades, para abrigar, em média, 20 mil pessoas", destaca.
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BSB, 3/1- Bancos privados estão atrás dos públicos em concessão de crédito para a habitação, mas apresentam crescimento maior, de acordo com a Nota de Política Monetária e Operações de Crédito, divulgada nesta terça-feira (29) pelo Banco Central.
De acordo com os dados, o sistema financeiro privado nacional emprestou R$ 12,861 bilhões para a habitação em novembro deste ano, o que representa um crescimento de 2,8% frente ao mês de outubro. No mesmo período, os empréstimos dos bancos públicos aumentaram apenas 1%, mas para um montante superior, de R$ 63,447 bilhões.
Os empréstimos habitacionais referem-se às operações realizadas com pessoas físicas e cooperativas habitacionais, sendo que as concessões destinadas aos empreendimentos imobiliários são classificadas no segmento indústria.
No acumulado do ano, o setor que mais cresceu foi o público, com uma alta de 40,6%, ante um avanço de 24,3% das operações realizadas pelo sistema financeiro privado nacional.
Quando analisados todos os financiamentos de imóveis, houve aumento de 1,3% entre outubro e novembro, para R$ 86,388 bilhões, enquanto no acumulado do ano o avanço foi de 36,5%.
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BSB, 30/12- NLevantamento divulgado pelo Ibope Inteligência e pesquisa feita pelo Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis mostram que o setor imobiliário vive uma fase próspera. Ao todo, 27% das famílias paulistanas estão neste momento em busca de um imóvel para comprar, segundo o estudo do Ibope. Equivale a dizer que 580 mil famílias da Grande São Paulo estão dispostas a comprar uma casa ou um apartamento.
Como a pesquisa ganhou nova metodologia neste ano, não é possível comparar com os dados de 2008. Mas Antônio Carlos Ruótolo, diretor de geonegócios do Ibope Inteligência, responsável pelos dados, é categórico: “O mercado está mais ativo, não há dúvida. Há mais gente procurando imóvel agora do que no ano passado”.
De acordo com os dados, 55% do universo de futuros compradores de um imóvel gostariam de se mudar para uma casa e 39% se interessam por um apartamento. Outros 6% não sabem que tipo de habitação procuram. Quase a totalidade, 91%, quer um imóvel pronto, usado ou recém-construído. Apenas 9% pretendem fazer a aquisição ainda na planta. Segundo o levantamento do Ibope, 40% das famílias de São Paulo moram em imóveis alugados e outros 12% dividem o imóvel com os pais ou parentes. O tipo de imóvel mais procurado em São Paulo, 53%, é o de dois dormitórios, com dois banheiros (com 61%) e uma vaga na garagem (com 47%);
A pesquisa também foi feita na Grande Rio, onde 22% das famílias das classes A, B e C disseram estar interessadas em adquirir um imóvel. Ao todo, 60% dos entrevistados buscam um imóvel de dois dormitórios - mais do que em São Paulo.
Para Ruótolo, se o ano termina com a volta por cima do mercado imobiliário, 2010 deve ser ainda melhor. “Trabalhamos com a expectativa de crescimento econômico, com uma demanda ainda muito reprimida e com geração de emprego, o que nos leva a acreditar que o ano que vem vai superar 2009″, avalia o executivo.
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BSB, 28/12- O crescimento econômico, a redução do risco da perda do emprego, juntamente com as quedas nas taxas de juros, devem fazer da concessão de crédito à pessoa física o grande motor da economia em 2010, segundo avalia o vice-presidente de pesquisas da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças), Miguel José Oliveira.
Além disso, o consumidor pode esperar taxas de juros mais baixas e prazos mais longos.
Ainda segundo Oliveira, em 2010, o volume de crédito deve crescer entre 15% e 20%, sendo que por conta das taxas de juros mais baixas todas as modalidades irão crescer, mas terão destaque, sobretudo, o crédito imobiliário, seguido pelo financiamento de veículos e o consignado.
No que diz respeito ao crédito imobiliário, o gerente de indicadores de mercado da Serasa, Luiz Rabi, afirma que a retomada da confiança do consumidor é que motivará o crescimento deste tipo de financiamento, já que, segundo ele, “a última etapa da recuperação da confiança é quando há o desdobramento no mercado imobiliário, que tem um financiamento de prazo mais longo”, no qual o tomador do empréstimo precisa estar muito seguro para comprometer sua renda.
O economista da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) concorda e acredita que o crédito imobiliário pode até dobrar de volume nos próximos 12 meses.
“Hoje, existe uma tendência de queda nas taxas de juros das aplicações financeiras e muita gente está procurando diversificar as aplicações e o imóvel é uma alternativa. Percentualmente, o crédito imobiliário pode crescer até mais de 50%, mas ainda é um volume inexpressivo”, diz.
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BSB, 17/12- De acordo com os resultados registrados pelo Sistema de Consórcios, em outubro deste ano, o consórcio de imóveis chegou ao número de 530 mil participantes ativos. O percentual é 3,4% maior do que o registrado no mesmo mês de 2008 (512,4 mil).
De acordo com o presidente executivo da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), Paulo Roberto Rossi, o consórcio tem sido a alternativa de quem quer economiza e realizar o sonho da casa própria.
"A procura pelo consórcio de imóveis confirma que o mecanismo tem sido escolhido por quem deseja adquirir seu imóvel, poupando com disciplina, formando seu patrimônio pessoal ou familiar, sem pagar juros", revela.
O acumulado de vendas entre janeiro e outubro deste ano apresentou 166,7 mil novas cotas, número 3,5% menor que o registrado no mesmo período do ano anterior, quando foram vendidas 172,7 mil cotas.
No mesmo período de análise, as contemplações (momento em que os consorciados têm a possibilidade de adquirir seus imóveis) cresceram 12,2%, passando de 50 mil nos primeiros dez meses de 2008 para 56,1 mil em igual período deste ano.
Hoje, no Sistema de Consórcios, há mais de 3,8 milhões de participantes, que entraram no sistema para adquirir todos os tipos de bens, como veículos, imóveis e serviços.
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BSB, 11/12- As novas operações contratadas pelos agentes financeiros do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), que operam com recursos das cadernetas de poupança, atingiram R$ 3,376 bilhões em outubro, terceiro mês seguido em que o volume supera os R$ 3 bilhões. Frente ao mesmo período do ano passado, o aumento foi de 41,05%.
De acordo com os dados divulgados pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) nesta quinta-feira (10), o número de unidades financiadas no décimo mês do ano aumentou 24,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, atingindo 29.076 unidades.
A Abecip afirmou que, com o montante de outubro, o volume de contratações em 2009 ultrapassou os R$ 26,5 bilhões, número 5,4% maior que o volume de contratações dos primeiros dez meses do ano passado.
A associação também ressaltou que o resultado permite prever que, neste ano, o SBPE deverá apresentar um desempenho ainda melhor que o de 2008, confirmando que a crise internacional provocou impacto pequeno sobre a atividade de crédito imobiliário do País.
No confronto mensal, as contratações de financiamentos imobiliários realizadas pelos agentes do SBPE caíram 6,3%, já que, em setembro, o montante atingido foi de R$ 3,604 bilhões.
Ainda segundo a Abecip, no que diz respeito ao número de unidades financiadas em outubro, houve queda de 4%, na comparação com setembro último, quando este número foi de 30.286 unidades.
Por fim, o volume de depósitos nas contas-poupança superou em R$ 670 milhões o de saques. O saldo das contas atingiu, em outubro, R$ 1,848 bilhão, montante 60,52% inferior ao de setembro (R$ 4,681 bilhões). Em outubro do ano passado, o saldo era positivo em R$ 902 milhões.
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BSB, 9/12- A Caixa Econômica Federal retificou informação segundo a qual o volume de crédito imobiliário teria crescido 93% de janeiro a novembro deste ano. Segundo a Caixa, o percentual de fato foi de 68,7%, alcançando R$ 39,3 bilhões, volume que significa novo recorde.
Nas informações anteriores, a instituição tinha dito que, em igual período do ano passado, os recursos haviam atingido R$ 20,3 bilhões. Esse total, no entanto, era só o montante referente aos empréstimos com recursos próprios e, somando-se a outras fontes, o valor sobe para R$ 23,3 bilhões.
O movimento financeiro dos empréstimos superou em R$ 15,7 bilhões a previsão que a Caixa havia feito no início deste ano. Segundo a projeção do vice-presidente da instituição, Jorge Hereda, o volume total em 2009 deverá passar de R$ 41 bilhões. Ele informou que 74% dos empréstimos habitacionais foram realizados pela Caixa.
Dos R$ 39,3 bilhões, R$ 11 bilhões referem-se a contratos do programa Minha Casa Minha Vida. Com os recursos totais, foram beneficiadas 756.507 famílias que puderam comprar a casa própria, 42% delas com renda de até cinco salários mínimos. O valor médio financiado foi de R$ 69 mil, informou a instituição.
De acordo com Hereda, o governo federal trabalha com o desafio de viabilizar o financiamento de 400 mil moradias para a faixa de renda de até três salários mínimos até o final deste ano. Ele observou que, diferentemente do que era esperada, a crise financeira internacional não afetou os negócios na instituição, com resultados que mostraram existir no país um clima de confiança na economia.
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BSB, 9/12- Para Hereda, 2009 “foi um ano bom” e, com a volta gradual dos bancos da rede privada, 2010 pode ter um expressivo crescimento. Com base em dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliários de Poupança (Abecip), disse ele, há projeções de crescimento em 25% com os recursos da poupança. Para o programa Minha Casa Minha Vida, está prevista a aplicação de R$ 40 bilhões em recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Jorge Hereda lembrou que, ao longo do ano, a Caixa revisou três vezes a meta de crescimento, passando da inicial, de R$ 27 bilhões, para R$ 30 bilhões e R$ 38 bilhões e agora para R$ 41 bilhões.
De janeiro a novembro, foram ampliadas todas as modalidades de empréstimos na instituição. Com recursos do FGTS foram R$ 14,9 bilhões (46% acima do mesmo período de 2008), que permitiram o atendimento de 245.229 famílias. Com recursos próprios, que atingiram R$ 20,3 bilhões, a Caixa financiou a compra de 412.327 unidades.
Até o último dia 30, a Caixa tinha recebido 2.763 propostas do programa Minha Casa Minha Vida, lançado em 13 de abril deste ano, o que equivale a 567 mil moradias. Desse total, 322.300 são para a faixa de renda de até três salários mínimos; 138 mil para ganhos de três a seis salários e 106,7 mil para quem recebe de seis a dez salários.
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BSB, 9/12- Para Hereda, 2009 “foi um ano bom” e, com a volta gradual dos bancos da rede privada, 2010 pode ter um expressivo crescimento. Com base em dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliários de Poupança (Abecip), disse ele, há projeções de crescimento em 25% com os recursos da poupança. Para o programa Minha Casa Minha Vida, está prevista a aplicação de R$ 40 bilhões em recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Jorge Hereda lembrou que, ao longo do ano, a Caixa revisou três vezes a meta de crescimento, passando da inicial, de R$ 27 bilhões, para R$ 30 bilhões e R$ 38 bilhões e agora para R$ 41 bilhões.
De janeiro a novembro, foram ampliadas todas as modalidades de empréstimos na instituição. Com recursos do FGTS foram R$ 14,9 bilhões (46% acima do mesmo período de 2008), que permitiram o atendimento de 245.229 famílias. Com recursos próprios, que atingiram R$ 20,3 bilhões, a Caixa financiou a compra de 412.327 unidades.
Até o último dia 30, a Caixa tinha recebido 2.763 propostas do programa Minha Casa Minha Vida, lançado em 13 de abril deste ano, o que equivale a 567 mil moradias. Desse total, 322.300 são para a faixa de renda de até três salários mínimos; 138 mil para ganhos de três a seis salários e 106,7 mil para quem recebe de seis a dez salários.
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BSB, 3/12- A maior oferta de crédito e a retração dos juros habitacionais foram alguns dos fatores das responsáveis pela queda de 3,3% do deficit habitacional do País entre 2007 e 2008. Segundo estudo do SindusCon-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo) e da FGV (Fundação Getulio Vargas), no ano passado, o país precisava de 5,572 milhões de moradias.
Além das melhores condições para aquisição da casa própria, por meio de financiamento imobiliário, o aumento da renda também contribuiu para a queda do deficit, uma vez que promoveu melhores condições de pagamento dos débitos, principalmente entre os mutuários com renda acima de quatro salários mínimos.
O deficit é a soma das moradias inadequadas, que neste ano alcançou 3,552 milhões de unidades, com o número de famílias em coabitação e que manifestaram desejo de se mudar (2,020 milhões). Em 2007, o deficit somou 5,760 milhões de moradias.
O levantamento constatou que, no ano passado, houve um aumento de 1,6% do número de famílias que moram em unidades inadequadas. Segundo o SindusCon, o incremento deve-se ao fato de as favelas não terem se reduzido. Hoje, 2,1 milhões de moradias se situam em favelas.
Por outro lado, ocorreu uma retração significativa (10,8%) no número de famílias em coabitação. O motivo é o aumento do número de novas unidades habitacionais. No ano passado, foram construídas 1,778 milhão de novas habitações para 1,434 milhão de novas famílias.
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BSB, 3/12- O déficit habitacional do País alcançou 5,572 milhões de moradias em 2008 e famílias com renda de até três salários mínimos concentram 80% dessa soma, de acordo com dados do SindusCon-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo) e da FGV (Fundação Getulio Vargas), divulgados nesta quarta-feira (2).
Do total do deficit, brasileiros de baixa renda precisam de mais de 4,45 milhões de moradias.
Para Sérrgio Watanabe, presidente do Sinduscon-SP, o deficit só será sanado quando houver uma política consistente que subsidie a moradia, principalmente para mutuários sem renda para sustentar um financiamento.
"Neste sentido, defendemos a aprovação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da Habitação, que destina 2% da arrecadação da União e 1% daquela dos Estados e Municípios aos Fundos de Habitação de Interesse Social, pelo prazo de 20 anos ou até que o deficit habitacional acabe", afirmou.
De acordo com levantamento, o estado paulista concentrou em 2008 mais de 20% do deficit nacional. No estado, faltam 1,139 milhão de unidades.
O deficit é a soma das moradias inadequadas (3,552 milhões) com o número de famílias em coabitação e que manifestaram desejo de se mudar (2,020 milhões).
Segundo o estudo, a falta de moradias recuou 3,3% entre 2007 e 2008, principalmente por conta da queda de 10,8% do número de famílias em coabitação. Por outro lado, o número de famílias que vivem em moradias inadequadas subiu 1,6%.
O aumento da oferta de crédito e da renda e a queda dos juros em financiamentos imobiliários determinaram a queda.
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BSB, 30/11- No decorrer do ano de 2009, quem quis comprar a casa própria encontrou preços mais caros tanto na cidade do Rio de Janeiro, como em São Paulo.
Na capital carioca, por exemplo, segundo dados do Secovi-RJ (Sindicato da Habitação do Rio de Janeiro), a valorização imobiliária chegou a 87,47% para habitações de quatro dormitórios no bairro do Flamengo.
Em São Paulo, a maior valorização, de 121,36%, ocorreu nas casas simples, construídas há mais de 15 anos e situadas em bairros de regiões afastadas do centro, como Itaquera e Lauzane Paulista, conforme levantamento do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis).
Ainda de acordo com o Creci-SP, na cidade de São Paulo houve variações positivas de preços em mais nove regiões, sendo que a menor delas, de 18,75%, foi nas casas de padrão médio, com oito a 15 anos de construção, situadas em bairros como Brasilândia, Cidade Dutra e Santo Amaro.
No que diz respeito aos bairros mais nobres da capital paulista, como Itaim Bibi e Campo Belo, a valorização em um ano foi em torno de 42,76%, para apartamentos de padrão médio, construídos há 15 anos ou mais.
No Rio de Janeiro, por sua vez, bairros como Copacabana, Barra da Tijuca, Lagoa, Leblon, assim como a região central da cidade, tiveram variações média de 21,39%, 27,37%, 30,60%, 38,72% e 40,14%, respectivamente.
"Imóvel sempre é bom negócio e, num país que tem um déficit como o nosso, de mais de 6 milhões de moradias, a tendência natural é que ele siga se valorizando muito bem", disse o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto.
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BSB, 23/11- As regras para a oferta pública de recursos do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida foram publicadas nesta quinta-feira (19) no Diário Oficial da União. Pelo texto, serão doados aos municípios com população de até 50 mil habitantes um valor total de R$ 1 bilhão.
O documento impõe as normas que instituições financeiras, cooperativas e o SFH (Sistema financeiro de Habitação) devem seguir para participar da oferta. Elas devem enviar suas propostas à Secretaria Nacional de Habitação, órgão ligado ao Ministério das Cidades, até o dia 15 de dezembro.
Os recursos serão distribuídos conforme a região onde os imóveis serão construídos. A divisão regional será: R$ 161,758 milhões para a região Norte, R$ 540,370 milhões para o Nordeste, R$ 161,120 milhões para o Sudeste, R$ 76,207 milhões para o Sul e R$ 60,545 milhões para a região Centro-Oeste.
Os resultados das instituições aprovadas para receberem os recursos serão divulgados no dia 21 de dezembro, por meio do site do ministério: www.cidades.gov.br.
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BSB, 19/11- Quem procura apartamento sabe a dor e a delícia que é para encontrar um imóvel que corresponda às suas expectativas de preço e localização. No Rio, São Paulo e Brasília, consideradas as cidades mais carasdo país, a dificuldade é ainda maior. Em uma análise comparativa do metro quadrado do imóvel usado nas áreas nobres das três capitais, o Rio apresenta o maior preço. Já em relação a tipologia dos apartamentos, São Paulo é quem tem o maior valor para o imóvel de 1 quarto.
Em Brasília, a área mais nobre para morar em apartamento é o Plano Piloto, sendo a Asa Sul mais valorizada do que a Asa Norte. Nestes bairros, ainda é encontrado um significativo número de edificações antigas, algumas sem elevador ou garagem, mas sempre inseridas numa ampla área verde. O metro quadrado de um apartamento antigo nestas áreas, de acordo com o Secovi-DF, custa em torno de R$ 6 mil enquanto o novo pode valer R$ 10 mil. Uma diferença entre o usado e o novo superior a 60%. Também no Sudoeste, bairro mais recente, os preços já atingiram os mesmos patamares.
Em Águas Claras, área com melhor oferta de moradia de apartamentos para a classe média fora do Plano Piloto, o preço do metro quadrado do imóvel novo já cai para R$ 4200,00, ou seja, uma diferença de mais de 130% em relação ao novo das Asas Sul ou Norte.
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BSB, 19/11- No Rio de Janeiro, o Leblon ainda apresenta um preço do metro quadrado do apartamento usado superior à área nobre de Brasília, com valor médio de R$ 7350, (valor de julho de 2009-Secovi) , enquanto no mesmo período, o metro quadrado de um apartamento de 4 quartos estava aproximadamente R$ 8000. De acordo com o Secovi-Rj, a média de preço de um apartamento usado de 4 quatros no Leblon, no mês de setembro, foi de R$ 1532 mil e o de 3 quartos R$ 1111 mil. A diferença de preços dos apartamentos de 4 quartos entre Rio e Brasília só não foi superior, tendo em vista que a área média deste tipo de apartamento no Leblon é de cerca de 180m² enquanto que na capital do Distrito Federal é de 220m2
No Rio, a média de preço de uma moradia no Leblon é, pelo menos, o dobro da média encontrada no restante da cidade. Chega a ser quatro vezes superior quando se trata de apartamento de 3 quartos, conforme pode se avaliar a partir dos dados fornecidos pela Ademi sobre lançamentos de apartamentos na cidade desde o ano 2005.
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BSB, 19/11- Os preços médios de apartamentos em São Paulo são equivalentes ao do Rio de Janeiro. As diferenças maiores são encontradas na tipologia de um dormitório, já que em São Paulo são mais caros do que no Rio porque são voltados à classe media alta, apresentando área útil semelhante a de um imóvel de 2 quartos com aproximadamente 52 m2 com valor médio de R$ 179 mil enquanto no Rio está por volta de R$ 119 mil
Entre os bairros caros de São Paulo estão Jardim Europa, Vila Nova Conceição, Ibirapuera, Itaim e Higienópolis. No momento, o metro quadrado de apartamento de 4 quartos em lançamento no Itaim Bibi está em torno de R$ 10400 enquanto o metro quadrado mais caro no Jardim Europa de um imóvel no mesmo padrão está por R$ 11249. Já, em Vila Nova Conceição a média de preço do metro quadrado da área útil de um apartamento está por volta de R$ 7000.
Em São Paulo os bairros são valorizados quando apresentam amplos horizontes e áreas verdes. Em Vila Nova Conceição, Ibirapuera, Jardim Europa, há vista para o rio, para o Jockey e para o Clube Pinheiros. A proximidade de parques, como o Burle Marx, Morumbi, também encarecem isparados maiores. Imóveis na orla de Ipanema, Leblon e Copacabana tem preços imbatíveis no patamar de R$ 25 mil o metro quadrado.
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BSB, 14/11- No próximo ano, o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) irá aplicar cerca de R$ 18 bilhões em habitação popular, inclusive no campo do programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida.
A informação é do conselheiro e economista-chefe do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Celso Petrucci, para quem é preciso priorizar a aplicação desses recursos em desenvolvimento urbano e manter a saúde do Fundo, que sofreu forte impacto na década de 1990.
"As determinações adotadas ressaltam a importância do FGTS no desenvolvimento urbano sustentado e acendem o sinal de alerta para as centenas de iniciativa que tramitam no Congresso Nacional e que pretendem, em última instância, liberalizar suas aplicações com recursos do Fundo", diz Petrucci.
Segundo o Secovi-SP, em 2010, o FGTS deve arrecadar das empresas contribuintes quase R$ 73 bilhões, sendo que R$ 27,5 bilhões já foram aprovados para o orçamento do próximo ano pelo Conselho Curador do Fundo.
Os saques devem ficar acima dos R$ 63 bilhões, com prevalência das rescisões contratuais (R$ 41 bilhões) e a utilização de saldos de contas para aquisição de moradia (R$ 9,5 bilhões).
Quanto ao retorno, a estimativa é de que os empréstimos fiquem em R$ 17,3 bilhões, aí incluídos os destinados à habitação, infraestrutura, ao saneamento básico e ao FAR (Fundo de Arrendamento Residencial).
Por fim, as receitas financeiras originadas pela aplicação das disponibilidades do Fundo deverão atingir pouco mais de R$ 6 bilhões, por conta da queda da Selic, e o Fundo de Liquidez do FGTS deve terminar o próximo ano em R$ 15,6 bilhões.
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BSB, 8/11- Estudo do Ibope Inteligência na capital paulista avalia a relação entre a procura por imóveis e as ofertas das incorporadoras que atuam na região. A avaliação, baseada na pesquisa: Tendências Imobiliárias Edição 2008, traz como uma das principais conclusões “a existência de uma grande demanda por unidades residenciais, mesmo no contexto da crise econômica ocorrido na passagem de 2008 para 2009”.
A partir daquela pesquisa, a avaliação do Ibope Inteligência conclui que, na “cidade (de São Paulo há) uma significativa proporção de potenciais compradores que buscam imóveis usados e casas, além de imóveis residenciais com preços significativamente menores do que os oferecidos pelo mercado”.
Na ótica dos analistas do Ibope Inteligência responsáveis pelo estudo, João Resende e Rosi Rosendo, “há um distanciamento entre a demanda potencial e a oferta em várias regiões paulistanas”.
Os detalhes do estudo acerca da relação entre as características dos imóveis procurados pelas famílias paulistanas e a oferta do mercado foram apresentados pelo Ibope Inteligência durante a 9ª Conferência Internacional Latin American Real Estate Society (Lares, na sigla em inglês), que aconteceu na capital de São Paulo (13 a 15, outubro, 2009). Para conhecer a íntegra do estudo acesse:
www.ibope.com.br .
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BSB, 29/10- Os cerca de um milhão de mutuários que mantêm contratos fora do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) anteriores a 1990 podem sacar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para amortizar ou quitar a dívida da casa própria. Decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu o direito de uma mutuária que não podia mais arcar com as parcelas de uma hipoteca e queria utilizar o dinheiro aplicado na conta do FGTS. O Tribunal já deu o mesmo parecer em casos similares.
Segundo o advogado Rodrigo Daniel dos Santos, do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), atualmente, a lei do FGTS exige apenas que o trabalhador contribua há três anos, no mínimo; não tenha feito saques; e utilize o saldo para a compra do primeiro imóvel. Até 1990, porém, a legislação do fundo também condicionava o saque à entrada no SFH e excluía os inadimplentes. A mudança veio com a promulgação do Decreto nº 99.684. Para garantir o benefício, recomenda-se aos mutuários ir à Justiça.
“Os tribunais têm garantido o direito ao saque quando há empecilhos não estabelecidos pela lei”,afirma Santos.
A presidente da Associação dos Mutuários do Brasil (Ambra), Josela Machado, concorda com o STJ. Para ela, quem tem contrato anterior a 1990 deve utilizar o saldo do FGTS para quitar saldos residuais de financiamento.
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BSB, 28/10- O Sindicato da Indústria da Construção de São Paulo (Sinduscon/SP) e a Secretaria Municipal do Trabalho realizarão ações conjuntas, entre elas a assistência técnica gratuita para as famílias de baixa renda construírem suas moradias dentro de padrões seguros. Um Grupo de Trabalho será criado para viabilizar esta e outras ações que fazem parte do acordo, articulado no último dia 22 (quinta-feira, outubro), na sede do sindicato patronal.
A decisão da atuação conjunta entre o Sinduscon/SP e a Secretaria Municipal do Trabalho inclui a classificação dos trabalhadores na construção civil; tema diretamente ligado a autoconstrução, uma vez que um profissional capacitado pode atuar no seu meio como agente multiplicador das boas práticas para erguer uma moradia segura, com estrutura adequada.
A moradia é um dos mais, se não o mais importante patrimônio familiar. Além de constituir abrigo confortável, deve ser construída para valorizar como patrimônio. Tal acontecerá se a construção obedecer todos os quesitos de habitabilidade e ocupação do solo, determinados por lei.
Não raro, construir a casa própria significa sacrificar o lazer, e até reduzir gastos que impactam nos hábitos de todas as pessoas da família. Principalmente, tal ocorre quando os gastos com a construção acumulam com o pagamento de aluguel.
Muitas famílias amenizam tais esforços financeiros racionalizando a obra. Racionalizar é, antes de tudo, procurar um profissional ou uma entidade com capacitação para a construção. O próximo passo é estabelecer o modelo que atende as necessidades da família; e, finalmente, iniciar a construção por módulos.
Desta forma, enquanto é ampliada e quando totalmente pronta, a construção obedecerá às normas de vedação, ventilação, insolação e ocupação do terreno, e representará um bem patrimonial efetivo.
Por ora, o Grupo de Trabalho do Sinduscon/SP está em fase de formação, mas há outras entidades que oferecerem orientação para a autoconstrução.
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BSB, 22/10- A CEF (Caixa Econômica Federal), até a última sexta-feira (9), havia recebido cerca de 1.849 propostas de empreendimentos para o programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.
O número, segundo informações da assessoria de imprensa da instituição, corresponde a 352.025 unidades habitacionais, que equivalem a R$ 22,5 bilhões.
Do total de propostas recebidas, ainda de acordo com a assessoria de imprensa da Caixa, 418 foram contratadas O número representa 95.659 moradias no valor de R$ 6,12 bilhões.
Até o fim deste ano, o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, espera que 40% da meta de contratos do governo seja atendida, passando a 80% até o final de junho de 2010.
"Quarenta por cento da meta estará contratada até o final de dezembro e provavelmente em 30 de junho, teremos outros 40% contratados. Ou seja, 80% dos contratos estarão firmados até 30 de junho. O prazo médio de análise de cada pedido é de 45 dias. Supõe-se que quase a totalidade disso vai estar resolvida até o final do ano, além dos outros que vão entrando", disse o ministro.
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BSB, 16/10- As novas operações contratadas pelos agentes financeiros do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), que operam com recursos das cadernetas de poupança, atingiram R$ 3,182 bilhões em agosto, o melhor desempenho mensal de 2009. Mesmo assim, o volume representa uma queda de 1,5% frente ao mesmo período do ano passado (R$ 3,481 bilhões).
De acordo com os dados divulgados pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), o número de unidades financiadas no oitavo mês do ano caiu 14,7% em relação ao ano anterior, atingindo 29.641.
A Abecip disse que os dados mostram que o volume de contratações em 2009 deverá repetir os níveis de 2008, que constituíram o recorde do SBPE, superando os R$ 30 bilhões anuais. "Evidenciou-se, ainda, o vigor da demanda de crédito imobiliário e a resposta positiva oferecida pelos agentes financeiros do SBPE à demanda de mutuários e construtores".
No confronto mensal, as contratações de financiamentos imobiliários realizadas pelos agentes do SBPE avançaram 8,16%, já que, em julho, o montante atingido foi de R$ 2,942 bilhões.
Ainda segundo a Abecip, no que diz respeito ao número de unidades financiadas, em agosto, houve alta de 15,53%, na comparação com julho último, quando este número foi de 25.656 unidades.
Por fim, o volume de depósitos nas contas-poupança superou em R$ 1,515 bilhão o de saques. O saldo das contas atingiu, em agosto, R$ 2,711 bilhões, montante 56,7% inferior a julho (R$ 6,263 bilhões). Em agosto do ano passado, o saldo era positivo em R$ 2,999 bilhões.
A captação líquida de agosto, segundo a Abecip, se manteve em um valor próximo à média observada nos meses de maio e junho, o que sugere que julho, com saldo de depósitos de R$ 5 bilhões, foi um mês atípico e que não se configurou em agosto uma migração de outros ativos.
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BSB, 14/10- Os imóveis comprados a preço de custo — modelos que custam até 40% menos por não ter a figura do incorporador e do agente financeiro — estão ainda mais seguros. Isso passou a ocorrer pelo fato de as construtoras que atuam no segmento implantarem garantias por risco de morte e invalidez, desemprego e término de obra. Nessa modalidade, as unidades ficam prontas em, no máximo, cinco anos. Quando o comprador recebe as chaves, o imóvel está quitado, sem dívida nem saldo devedor. Atualmente, a modalidade de obra a preço de custo está utilizando o mesmo seguro e ainda acrescenta o prestamista. Isso faz com que quem está comprando tenha a certeza de que vai receber o bem e a construtora/administradora também vai receber para executar a obra.
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BSB, 9/10- Protocolada na Câmara dos Deputados em agosto de 2008, em Brasília, a PEC 285/08 tem por objetivo assegurar que nos próximos 30 anos, ou até a eliminação do deficit habitacional, no mínimo 2% do orçamento da União e 1% da arrecadação dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios sejam destinados, respectivamente, aos Fundos Nacional, Estaduais e Municipais de Habitação de Interesse Social.
Para assegurar aos deputados federais que a PEC tem apoio popular, representantes do movimento pela Moradia Digna entregarão, dia 13/10, mais de um milhão de assinaturas colhidas por todo o País.
Em São Paulo, no último dia 6/10, aconteceu manifestação na Assembleia Legislativa do Estado, que contou com a presença de inúmeros parlamentares, empresários, sindicalistas e membros de associações populares por moradia.
A construção civil e imobiliária é bastante reconhecia por sua capacidade de gerar empregos diretos e indiretos e, mais recentemente, por contratar grande contingente de mulheres em seus canteiros de obras. Sabe-se também que a estrutura familiar está diferenciada e que cada vez mais as mulheres chefiam famílias, assim como lideram movimentos sociais por moradias. Inclusive, essas associações por moradia são as grandes responsáveis pela coleta de assinaturas de apoio à PEC.
Na avaliação do presidente do Secovi-SP, João Crestana, o momento é de trabalhar para a perenização tanto da regras do Minha Casa, Minha Vida quanto da destinação de recursos para a produção de moradias.
O movimento pela Moradia Digna é uma iniciativa nacional que reúne movimentos pela moradia, parlamentares, Centrais Sindicais, Frentes Parlamentares pela Habitação e Reforma Urbana, Fórum dos Secretários Estaduais da Habitação, Associações de Cohabs e entidades nacionais e regionais da construção civil.
Saiba mais acessando www.moradiadigna.org.br
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BSB, 5/10- A escolha da cidade do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, deve fazer com que os preços dos imóveis na capital fluminense cresçam, no mínimo, 50%, nos próximos sete anos.
A avaliação é do vice-presidente da Ademi (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário), Alexandre Fonseca, para quem a valorização nos preços das unidades comerciais será ainda maior.
"Tudo depende da velocidade de lançamento dos empreendimentos, mas, daqui até os jogos, a valorização mínima será de 50%, sendo que o preço dos imóveis comerciais serão ainda maiores, pois, para se ter uma ideia, hoje, logo depois do anúncio, muitas imobiliárias especializadas neste segmento já tiveram a confirmação de compras de unidades próximas aos locais dos jogos", disse.
No que diz respeito aos aluguéis, Fonseca também acredita em uma alta expressiva. Além disso, ele aposta no retorno da cidade do Rio de Janeiro como segundo endereço de paulistas, mineiros e brasilienses.
"Até a década de oitenta, muitas pessoas de São Paulo, Minas e Brasília procuravam a cidade do Rio de Janeiro para a compra de imóveis para passar férias e festas de fim de ano. Depois, com as notícias de violência, estas pessoas pararam de comprar no Rio. Agora, com a Olimpíadas e os investimentos que a cidade irá receber, acredito na volta deste movimento".
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BSB,30/9- O crédito concedido pelos bancos para o setor habitacional cresceu 3,8% em agosto, na comparação com julho. Com essa expansão, o total da carteira de operações deste segmento atingiu R$ 79,852 bilhões no mês passado. Em 12 meses terminados em agosto, essas operações tiveram crescimento de 42,1% ante 12 meses encerrados em agosto do ano passado. Nesse valor são computados apenas os financiamentos para pessoas físicas e os concedidos por cooperativas habitacionais. Os empréstimos destinados aos empreendimentos são agregados nos dados de pessoas jurídicas.
Em agosto, o setor habitacional foi o que apresentou mais expansão entre todas as operações de crédito concedidas ao setor privado. Entre as demais categorias que tomaram financiamento, a carteira de operações destinadas ao setor de serviços cresceu 2,3% em agosto ante julho e as transações para o comércio tiveram alta de 2,1% nesse mesmo período. No total do setor privado, o saldo das operações aumentou 1,5% entre os dois meses e acumula alta de 16,7% nos 12 meses encerrados em agosto.
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BSB, 26/9- "Feliz é o país que tem pessoas que se dispõem a planejá-lo em conjunto", afimou o presidente João Crestana, nesta quinta-feira, 24/9, durante a abertura oficial das iniciativas que integram a Semana Imobiliária e acontecem simultaneamente, até domingo, no Parque Anhembi.
A solenidade, realizada no Pavilhão de Exposições, contou com a presença da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, e do governador de São Paulo, José Serra, dentre outras autoridades federais, estaduais e municipais, presidentes de instituições financeiras, representantes de entidades, empresários do setor e demais convidados.
Crestana lembrou que, após um ano de crise, a realização de mais um Salão Imobiliário mostra que o setor está reaquecendo e o consumidor se mostra confiante no mercado e no produto imobiliário. "Temos grande oferta de imóveis e presença de Bancos aptos a oferecer esclarecimentos sobre financiamentos", disse, destacando também a importância da integração, na Semana Imobiliária, da Expo Síndico Secovi Condomínios e do Enacon, oferecendo produtos, serviços e conhecimento para síndicos e administradoras.
O presidente da Reed Exhibitions Alcantara Machado, Juan Pablo de Vera, agradeceu a confiança do Secovi-SP que, 5 anos atrás, propôs a parceria para organizar evento nos moldes do Salão Imobiliário de Madri e que resultou no Sisp. Também falou da importância da integração de todos os eventos em um só local.
Depois de breve pronunciamento do diretor da Fiaflora - iniciativa realizada paralelamente no Anhembi -, aconteceu a assinatura de acordo comercial entre o Bradesco e o Secovi-SP (veja matéria sobre o assunto).
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BSB,26/9- A ministra Dilma Roussef iniciou seu pronunciamento dizendo tratar-se de um "dia especial" para todos que participaram da cerimônia de posse de João Crestana. "Depois de ouvi-lo, temos a consciência da força e do poder que se abrem para o mercado imobiliário no Brasil. O presidente fez importante apresentação da economia no País e dos compromissos do setor da construção civil", disse.
Segundo ela, as famílias melhoraram, já têm acesso a bens de consumo e a perspectiva é de crescimento exponencial do Brasil, com grande demanda pela casa própria, elemento essencial para construção da cidadania. Observou ainda que o setor financeiro privado tem papel fundamental a cumprir, no sentido de ampliar o crédito à construção civil.
E concluiu afirmando que a diversificação de eventos iniciados na ocasião "é a síntese de todo o potencial e da realidade que estamos vivendo".
O governador de São Psulo, José Serra disse que a moradia também é uma preocupação do governo estadual, cujo foco são famílias com renda de 0 a 3 salários mínimos. Os programas incluem urbanização e moradias com qualidade não só na construção como no acabamento - algumas até com energia solar. "Moradia tem de estar atrelada à urbanização e ao meio ambiente", defendeu.
Falou ainda sobre algumas medidas destinadas à desburocratização e agilização de processos, informando o empenho na redução de prazos de aprovação de projetos no Graprohab - Grupo de Análise de Aprovação de Projetos Habitacionais; a parceria para identificar terrenos destinados a receber projetos do Programa Minha Casa, Minha Vida; e a parceria com cartórios que prevê a redução em até 62,5% para registros de Habitação de interesse social - com a meta de regularização de 750 mil moradias.
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BSB, 25/9- A Caixa Econômica Federal financiará R$ 38 bilhões este ano para compra de imóveis novos e usados e materiais de construção, afirmou nesta quinta-feira a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef.
O valor representa um crescimento de cerca de 65% em relação ao reservado para este fim pela Caixa em 2008, de aproximadamente R$ 23 bilhões, segundo ela.
A ministra fez as declarações ao participar de evento de posse da nova diretoria do Secovi-SP, órgão que representa as construtoras.
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BSB, 21/9- Do total de domicílios próprios registrados em 2007, a quantidade de imóveis quitados teve uma participação de 70,1%, destacando-se frente aos demais. Os dados fazem parte da Pnad 2008 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta sexta-feira (18) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
As residências particulares permanentes, no ano passado, alcançaram um total de 57,6 milhões de unidades, o que significa um incremento de 1,8 milhão frente a 2007. Essa quantia elevou a participação relativa dos imóveis próprios em 0,4 ponto percentual.
No que diz respeito aos domicílios próprios em aquisição houve um aumento de 0,2 p.p. em um ano. Em contrapartida os cedidos e os classificados em outra forma de ocupação tiveram uma redução nas participações, de 0,4 e 0,1 p.p., respectivamente. Os alugados permaneceram estáveis em 16,6%.
Ainda segundo a pesquisa do IBGE, em quatro das regiões do Brasil, houve crescimento de domicílios próprios quitados, sendo que a região Sul apresentou o maior aumento do período (0,9 p.p.).
A região Nordeste, por sua vez, foi a única que apresentou diminuição na participação, de 0,2 p.p., ficando em 75%.
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BSB, 16/9- Lançado em março com o objetivo de construir 1 milhão de casas, dos quais 40% se destinam a famílias de baixa renda, o programa Minha Casa, Minha Vida ainda enfrenta o desafio de se consolidar. Até 28 de agosto, 41,4 mil unidades, o que equivale a 4,1% das unidades previstas, tiveram as obras iniciadas, segundo o balanço mais recente divulgado pela Caixa Econômica Federal.
O programa é a principal aposta para estimular a economia no médio prazo, depois que as reduções de impostos deixarem de vigorar. Apesar de aprovado pelo Congresso Nacional no fim de junho e de ter sido sancionado pelo vice-presidente José Alencar no início de julho, o Minha Casa, Minha Vida ainda não conseguiu ser incluído no orçamento de 2009.
Enquanto não conta com verba própria, o programa está sendo operado com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). No lançamento do plano habitacional, o governo comprometeu-se apenas com o número de moradias, mas não anunciou um prazo para a conclusão das obras.
Para 2010, o governo reservou R$ 10 bilhões no projeto do Orçamento Geral da União, quantia suficiente para construir cerca de 250 mil moradias de baixa renda. Reservado a fundo perdido (gastos que não serão recuperados pelo governo), o dinheiro financiará as prestações mensais, que irão de R$ 50 a 10% da renda familiar, dependendo do caso.
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BSB, 7/9- Considerando os consumidores de todas as classes sociais, 31% comprariam um imóvel caso tivessem disponíveis um crédito de R$ 1 mil por mês. Se o bem fosse um carro, a intenção de compra sobe para 36%, mantendo as mesmas condições de crédito disponível.
Os dados são de pesquisa realizada pelo Instituto Análise e divulgada na última terça-feira (1º). Ainda que a intenção em comprar um automóvel seja maior, a prioridade é a compra da casa própria. Isso porque, para a pesquisa, cada consumidor recebeu 20 fichas de R$ 50 para que as distribuísse entre as diversas opções de produtos e serviços.
O maior número de fichas foi creditado à compra da casa própria. Em média, os consumidores comprometeriam quase 37% dos R$ 1 mil disponibilizados com a compra do imóvel, ou seja, 7,39 fichas. O motivo, como explica o diretor de Novos Negócios do Instituto, Ricardo Contrera, é mesmo o valor do bem, maior que o do automóvel.
Já para a compra do carro, os consumidores depositaram, em média, 2,38 fichas, ou quase 12% do crédito disponibilizado na simulação. O Instituto realizou mais de 1 mil entrevistas em 70 cidades do País no quarto mês do ano.
Constatou-se, dessa forma, que os consumidores, se tivessem R$ 1 mil por mês, por um longo período, para investir em produtos e serviços, o maior valor seria destinado à compra do imóvel, seguido pelo automóvel.
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BSB, 5/9- Com um volume inédito de recursos em subsídios para a população de baixa renda, o novo plano habitacional do governo Luiz Inácio Lula da Silva é a principal inovação do projeto de Orçamento da União para o ano eleitoral de 2010.
Batizado de MINHA CASA, MINHA VIDA, o programa terá, segundo dados parciais divulgados ontem, R$ 10 bilhões para despesas a fundo perdido, a maior parte destinada a famílias com renda até três salários mínimos -a parcela da população que, segundo a experiência das últimas décadas, não tem condições de arcar com os encargos cobrados nos financiamentos habitacionais comuns.
Ao menos no papel, trata-se da iniciativa de política habitacional mais ambiciosa já lançada para essa clientela. Só o reservado em 2010 é suficiente para a aquisição de até 270,3 mil casas, se considerado o menor preço previsto nas especificações do programa. Mas, como depende de projetos de engenharia, obras e colaboração de Estados e municípios, a execução da verba é incerta.
O programa foi criado como a principal medida destinada a atenuar os efeitos recessivos da crise econômica global. Ao todo, promete-se viabilizar a aquisição, sem prazo final, de 1 milhão de casas populares, das quais 400 mil para as famílias com renda até R$ 1.395 mensais. Dependendo da metodologia, o deficit habitacional do país é estimado entre 6 milhões e 8 milhões de moradias.
Em tese, os gastos deveriam começar com R$ 6 bilhões até dezembro, mas, a quase totalidade do dinheiro, que nem foi incluído ainda no Orçamento de 2009, ficará mesmo para o próximo ano.
Pelas regras já definidas pelo governo, as famílias mais pobres pagarão prestações mensais que vão variar de R$ 50 a 10% de sua renda. Na prática, porém, haverá subsídio integral quando for avaliado que o mutuário não tem condições de fazer pagamentos.
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BSB, 3/9- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta última terça-feira, 1, que, no acumulado de janeiro a agosto deste ano, a Caixa Econômica Federal (CEF) emprestou à construção civil R$ 23,2 bilhões, mais do que em todo o ano passado, o que ele considerou "excepcional". Na abertura do 81º Encontro Nacional da Indústria de Construção Civil, na noite desta última terça-feira, no Rio de Janeiro, Lula desafiou os empresários do setor a construir um milhão de habitações, meta, sem prazo, do programa do governo federal "Minha Casa, Minha Vida".
De acordo com Lula, em seu governo o patamar da construção civil mudou e o setor ainda terá no futuro as obras ligadas à Copa do Mundo de 2014. Também disse que anunciará um novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em janeiro do ano que vem e que em 2015 o Brasil precisará de outro PAC.
Lula também afirmou no discurso que "este País tem de fazer mais". Para Lula, "este País pode se tornar uma das economias mais importantes do mundo, mas isso não depende só do presidente da República, depende de todos os brasileiros".
Ele afirmou ainda que aprendeu que o Brasil não é só construído por trabalhadores, mas também por empresários que tem o capital e empregam os trabalhadores. O presidente ainda disse que o Brasil "não precisava ter passado pela crise que passou" e que alguns setores se acovardaram por medo, que teria sido suscitado pela imprensa. Lula citou que a indústria automobilística ficou parada em novembro e dezembro (de 2008) e comemorou o crescimento generalizado da produção industrial em julho de 2009.
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BSB, 1/9- Dados oficiais revelam que os mutuários da casa própria estão descobrindo as vantagens de sacar o dinheiro do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para abater ou liquidar o saldo devedor e também para pagar parte das prestações. As retiradas com essas finalidades dispararam nos últimos quatro anos.
Em 2005, R$ 312 milhões saíram das contas do FGTS para amortizar ou liquidar o financiamento habitacional. No ano passado, o volume mais que dobrou: R$ 639 milhões. Neste ano, somente até julho, já foram retirados R$ 482 milhões, o que projeta em torno de R$ 800 milhões até o fim do ano (156% mais). O valor médio por mutuário foi de R$ 6 mil.
Embora em valores menores, o montante total utilizado para pagar parte das prestações também cresceu significativamente, 63% nos últimos três anos: pulou de R$ 59 milhões em 2005 para R$ 96 milhões. Para este ano, a estimativa é de R$ 140 milhões, 137% mais que há quatro anos.
Não é vantagem para o mutuário deixar dinheiro na conta do FGTS, pois os juros do financiamento são bem mais altos que o rendimento do dinheiro que fica no Fundo de Garantia. Enquanto o saldo do FGTS rende 3% ao ano mais correção pela TR, os empréstimos da casa própria cobram taxas que vão de 5% ao ano (para rendas menores) a 12% ao ano mais TR, além do seguro habitacional por danos ao imóvel, que é calculado com base no valor do saldo devedor existente a cada mês.
O aumento de saques para abater prestação ou saldar dívida foi maior que a da tradicional retirada para cobrir a entrada ou reduzir o valor financiado no momento da compra, que cresceu 43% entre 2005 (R$ 2,8 bilhões) e 2008 (R$ 4 bilhões). Para este ano, a estimativa é de no máximo empatar com o total usado no ano passado. Nesse tipo de saque, o valor médio variou de R$ 8.600 a R$ 9.300 por trabalhador nos últimos dois anos.
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BSB, 1/9- Chama a atenção nas estatísticas o fato de a utilização do FGTS para pagar parte da prestação ter crescido neste ano mais que as demais modalidades em relação a 2008, quando iniciou a crise econômica internacional. Significa que muitos mutuários não estavam aguentando pagar a prestação contratada inicialmente. Isso porque usar o saldo do FGTS para amortizar o saldo devedor é mais vantajoso do que para cobrir parte do valor da prestação devida. É que o mutuário desembolsará menos a título de juros ao longo do financiamento, no caso de amortização, ou se livrará de vez da dívida, caso tenha o suficiente no FGTS para quitá-la.
Há regras básicas para utilização do FGTS na casa própria. O trabalhador tem que ter pelo menos três anos de conta do FGTS, mesmo que não sejam seguidos ou recentes. No caso de utilização para amortizar o saldo devedor ou pagar prestações, o imóvel precisa ser financiado pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação) e ser a moradia própria do mutuário e sua família.
O titular da conta não pode ter outro imóvel no município onde reside ou tem a ocupação principal, nem nas cidades vizinhas ou limítrofes. Também não pode ser promissor comprador, ou seja, ter adquirido os direitos de um imóvel ainda em construção, na planta. Outra exigência é que o mutuário não pode ter outro financiamento do SFH em qualquer lugar do País.
Para solicitar o saque do Fundo de Garantia, as prestações do financiamento precisam estar em dia. Outro detalhe é que o mutuário precisa ter atendido essas condições também na época em que comprou o imóvel, ou seja, para moradia própria.
O mecanismo uso do FGTS não é autorizado em caso de imóvel comercial ou mesmo residencial financiado fora do SFH.
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BSB 28/8- , Os candidatos a financiamento imobiliário já encontram no mercado alternativas que permitem o comprometimento de 35% da renda líquida com a prestação mensal. Trata-se de um alongamento da margem da mensalidade, cuja prática de mercado varia entre 25% e 30%.
O Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado (Creci-SP) verificou diversas opções de crédito para compra da casa própria existentes no mercado. O levantamento apontou que Itaú e Unibanco têm alternativas que permitem prestação equivalente a 35% da renda líquida do cliente.
José Viana Neto, presidente do Creci-SP, acredita que a possibilidade de aumento na margem da renda que pode ser comprometida com o financiamento é, antes de tudo, uma forma de concorrer num mercado que vive bom momento.
Viana também acredita na hipótese de que o alargamento do porcentual de comprometimento da renda também esteja relacionado ao fato de que, com o aumento de captação de recursos pela caderneta de poupança (veja quadro), os bancos precisam emprestar mais.
Pelas regras em vigor, os bancos são obrigados a aplicar pelo menos 65% do total dos recursos da caderneta em financiamento imobiliário. O montante deste porcentual do volume total de depósitos que não for destinado ao financiamento de imóveis deve ser recolhido ao Banco Central e por pelo menos 180 dias será remunerado apenas pela Taxa Referencial (TR). “Assim os bancos ganham menos porque não terão os juros”, diz.
Viana afirma que outro fator que levou ao aumento foi a maior confiança do mercado pela baixa inadimplência. Segundo ele, o Índice de Reserva de Domínio, que mede o nível de retomada de imóveis por falta de pagamento está abaixo de 1%. “Com isso há mais disposição para conceder crédito”, afirma.
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BSB, 24/8- A baixa renda cada vez mais vem ganhando espaço no setor imobiliário. Mesmo antes do programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida, esse segmento da população já conseguia comprar a casa própria. Com o incentivo, tudo ficou ainda mais fácil.
As considerações são do publicitário e sócio-diretor da Agência Data Popular, Renato Meirelles. Para ele, o programa "é um avanço". Apesar disso, ele atenta a certos temores, inerentes à baixa renda, que, se sanados, poderiam facilitar ainda mais o acesso à casa própria: o velho medo de ficar inadimplente.
De acordo com o especialista no mercado de baixa renda, vencer esse medo poderia estimular ainda mais o mercado imobiliário. "Não conseguir pagar o imóvel e não ter o financiamento aprovado são os principais medos da baixa renda que devem ser combatidos", afirma Meirelles.
"A classe A duvida das construtoras, enquanto a baixa renda tem medo de que duvidem dela", assim Meirelles define o principal entrave, além dos econômicos, para a baixa renda comprar a casa própria. Segundo ele, cerca de 65% desse segmento da população tem medo de ficar inadimplente ao adquirir imóvel, ao passo que esse percentual cai para 25% nas classes mais altas.
O publicitário analisa que, enquanto a baixa renda teme, basicamente, ficar endividada, as classes mais abonadas pensam duas vezes em comprar a casa própria, por medo de não receber o bem.
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BSB, 20/8- Seja para morar ou para investir, a compra de imóveis por meio de consórcios tem crescido nos últimos anos. Segundo os dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (Abac), nos primeiros seis meses do ano, o número de pessoas que adquiriram uma casa, apartamento ou sala comercial via estes grupos chegou a 32 mil. No mesmo período do ano passado, foram 29 mil os contemplados em sorteio ou com uso do lance. É o que mostra reportagem de Felipe Frish na edição de segunda-feira do jornal O GLOBO.
Segundo a reportagem, cada vez mais gente adere ao sistema onde vários compradores se unem para adquirir um bem, cada um pagando uma parcela todos os meses. Pelas mesmas estatísticas, o número de cotas de planos imobiliários vendidas (cada cota representa um consorciado, mas é possível ter mais de uma) nos primeiros seis meses do ano chegou a 100 mil. No mesmo período de 2008, o acumulado era de 97 mil, fazendo o número de pessoas em consórcios imobiliários no Brasil chegar a 525 mil, contra os 492 mil de junho de 2008.
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BSB, 19/9- Mesmo com valores até 20% mais caros, dependendo do estado de conservação dos móveis e da própria unidade, a locação de imóveis mobiliados na cidade de São Paulo apresentou alta de 10% no primeiro semestre de 2009, em relação ao mesmo período do ano passado.
Os dados são da Lello Imóveis, empresa especializada em administração imobiliária. Segundo a gerente de locação e vendas da empresa, Roseli Hernandes, o aluguel de casas e apartamentos mobiliados atende a um público específico, como universitários que vêm de outras cidades, pessoas que se separam dos cônjuges e preferem não gastar dinheiro com a mobília, além de executivos que chegam de outros estados para trabalhar em São Paulo.
Ainda de acordo com Lello, a demanda para este tipo de imóvel ocorre principalmente em bairros como Perdizes, Pacaembu, Vila Mariana e Moema, locais de grande concentração de empresas ou universidades.
Levantamento realizado pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação) revela que, dependendo da região escolhida, o valor do aluguel na cidade de São Paulo mais do que dobra, podendo ficar até 166,83% mais caro.
O aluguel de uma unidade de 90 metros quadrados, por exemplo, sai por R$ 746,10 na região Leste B (Brás, Penha, Vila Matilde) e por R$ 1.990,80 na região Sul A (Vila Mariana, Moema, Jardins).
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BSB, 18/8- O governo brasileiro possui dinheiro suficiente para construir mais de um milhão de moradias, segundo afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na última quinta-feira (13), ao participar do evento de lançamento do programa Moradia Digna, do governo do estado de Goiás.
"Temos dinheiro, as prefeituras já estão fazendo o cadastramento, se o cadastramento passar de um milhão de casas, vamos fazer mais de um milhão de casas nesse país", disse em referência ao programa Minha Casa, Minha Vida.
De acordo com a Agência Brasil, Lula também aproveitou a ocasião para falar sobre a forma de governar e como deve ser um governante. Para ele, é preciso usar o coração para ver as necessidades do povo.
"Se uma criança com fome não toca a alma de um governante, se o desemprego não toca a alma de um governante, se a violência sexual contra as meninas desse país não toca a alma de um governante, ele não serve para ser governante desse país, nem de lugar nenhum", afirmou.
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BSB, 12/8- O volume de financiamentos imobiliários com recursos da poupança para compra de casa própria cresceu 29% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado, informou a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) nesta segunda-feira, 10. Os empréstimos para compra de imóveis somaram R$ 8 bilhões no período. No semestre, o número de unidades financiadas caiu 2,57%, para 125,136 mil.
Os financiamentos para construção caíram 24% na comparação com o primeiro semestre de 2008, quando a economia ainda não havia sido afetada pela crise econômica mundial, e somaram R$ 5,6 bilhões.
No total, os empréstimos para o setor com recursos da poupança somaram R$ 13,605 bilhões, um crescimento de 5% em relação a 2008.
Em junho, foram financiados R$ 2,976 bilhões com recursos da poupança, com queda de 6,78% em relação a junho do ano passado e alta de 24,7% ante maio. Conforme a Abecip, foi o melhor resultado mensal de 2009. Em junho, foram financiadas 25.840 unidades, 20,6% a menos que no mesmo mês do ano passado e aumento de 24,1% ante maio.
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BSB, 8/8- Lançado em março para aumentar o acesso à moradia, o programa Minha Casa, Minha Vida tem falhas que podem comprometer a efetiva redução do déficit habitacional no país. É o que diz relatório do Tribunal de Contas da União (TCU). O órgão questiona as metas do projeto, que privilegia a população com renda mensal de três a 10 salários mínimos apesar de 90% do déficit estar entre os brasileiros que ganham até três salários por mês. O TCU determinou ao Ministério das Cidades que reveja as bases para que a construção de moradias subsidiadas beneficie prioritariamente a faixa de renda com maior demanda por habitação.
A meta do Minha Casa, Minha Vida é uma redução de 14% no déficit brasileiro. A União investirá R$ 34 bilhões na construção de um milhão de novas casas ou apartamentos. A ideia do programa é ampliar o acesso à moradia e aquecer a economia, gerando emprego e renda. O relatório do TCU mostra que as pessoas com renda de três a 10 salários correspondem a apenas 8% do déficit nacional. Ainda assim, 60% das novas casas ou apartamentos serão destinados à população nessa faixa salarial.
As 400 mil habitações restantes atenderão às famílias que ganham, no máximo, três salários. Ao todo, 7,1 milhões de pessoas com essa renda estão em busca de moradia. Ou seja: o programa Minha Casa, Minha Vida reduzirá em apenas 5,5% o déficit habitacional entre as pessoas mais necessitadas, enquanto o índice entre a população com renda maior cairá 75% com a execução do projeto. Diante desses dados, os auditores do TCU decidiram recomendar ao Ministério das Cidades que reavalie a adequação da meta de construção de moradias por faixa de renda, bem como sua execução, uma vez que estão sendo priorizadas famílias cuja renda mensal é superior a três salários mínimos, enquanto que 90% do déficit brasileiro concentra-se na faixa de renda de até três salários.
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BSB, 5/8- Proprietários que desejam alugar o seu imóvel anseiam por uma negociação lucrativa e rápida. Para aumentar as chances de locação, o proprietário pode implementar algumas melhorias que agregam valor ao patrimônio e deixam o ambiente mais atrativo, potencializando seu valor.
Valorizar a residência antes de alugá-la não significa promover uma reforma geral no imóvel. Conforme o gerente geral de locações da Auxiliadora Predial, Alexandre Arruda, às vezes, simples ajustes tornam o local mais interessante aos olhos daqueles que procuram por uma moradia. “O proprietário deve ter bom senso e concentrar as suas despesas em áreas pouco onerosas, mas que possam trazer um retorno significativo”, aconselha.
Para subir o preço da oferta e acelerar a locação, a dica é investir em pequenos detalhes, que muitas vezes são suficientes para comprometer a avaliação. A organização e a limpeza do espaço, o conserto de pisos e azulejos quebrados, vazamentos de água, uma pintura com cores neutras e, em alguns casos, uma boa mobília na cozinha são algumas maneiras de valorizar o patrimônio.
Segundo Arruda, medidas como estas podem fazer com que o valor pedido pela locação se eleve em 20%. Além disso, um imóvel bem conservado e com uma apresentação agradável possui uma velocidade de locação superior aos demais. “O proprietário deve encarar a reforma como um investimento, sendo que as melhorias realizadas têm como propósito o retorno financeiro”, diz Arruda.
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BSB, 3/8- A despesa com o seguro da casa própria nos financiamentos imobiliários da Caixa Econômica Federal ficará até 40% menor a partir desta segunda-feira. A maior redução vai contemplar as pessoas com mais idade (51 a 55 anos). Ou seja, economia de R$ 46,52 em cada parcela. A condição facilita que as famílias comprem um imóvel mais caro. Segundo a Caixa Seguros, o cálculo leva em consideração a idade e o prazo de financiamento.
Para um trabalhador de 40 anos, por exemplo, que pretende comprar um imóvel avaliado em R$ 100 mil, sendo R$ 80 mil financiados em 240 meses, a economia chega a R$ 2 mil (durante os 20 anos). O seguro também é reajustado anualmente pela TR (Taxa Referencial), conforme a prestação e o saldo devedor. A Caixa Seguros já assinou, de janeiro a junho, 220 mil contratos no País.
Os valores menores só valem para os contratos novos.Outro dado importante é que a soma da idade com o prazo de financiamento não pode ultrapassar 80 anos. A única exceção é para o Estatuto do Idoso, que obriga que 3% da carteira da seguradora aceite o financiamento para pessoas com idade acima de 80 anos.
Na segunda-feira, interessados podem verificar a redução no simulador habitacional, no site www.caixa.gov.br. Em junho, O DIA mostrou que o seguro da Caixa era o mais alto do mercado.
Diretor da Estrutura Consultoria de Financiamentos e Correspondente Imobiliário da Caixa, Fabio Mello comemora a iniciativa. “Com o novo cálculo do seguro, um número maior de famílias terá a chance de comprar um imóvel melhor. Além disso, há demanda de pessoas com mais idade que não entravam no financiamento porque o valor do seguro pesava muito na prestação”, destaca.
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BSB, 31/7- O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu nesta quarta-feira (29) que todas as instituições financeiras autorizadas a funcionarem pelo Banco Central e todos os agentes financeiros do sistema de financiamento da habitação poderão concorrer à subvenção econômica do Tesouro Nacional na operacionalização do programa habitacional do governo federal "Minha Casa, Minha Vida", na faixa destinada para os municípios com até 50 mil habitantes e para as famílias com renda mensal de até três salários mínimos.
Segundo o chefe da Assessoria Econômica do Tesouro, Jeferson Bittencourt, a subvenção, que é no valor total de R$ 1 bilhão, será concedida por meio de oferta pública, que ainda será regulamentada por uma portaria dos ministérios da Fazenda e das Cidades nas próximas semanas. Ele explicou que sairão vitoriosas as instituições que cobrarem da União a menor taxa para repassar os recursos ao tomador do financiamento. No entanto, nenhuma instituição poderá ter mais que 15% do total ofertado por município.
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BSB, 27/7- Com a queda do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), que reajusta o valor do aluguel, dos financiamentos imobiliários e dos consórcios, chegou a hora dos consumidores negociarem os contratos, na avaliação de especialistas.
Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), depois de registrar deflação de 0,07% em maio, o IGP-M ficou em 0,10% em junho. Na segunda prévia de julho, o índice teve queda de 0,27%, ficando abaixo do observado no mesmo período do mês anterior, quando houve leve alta de 0,07 %. No ano, o índice acumula queda de 1,51%.
O diretor da Associação Brasileira dos Mutuários de Habitação (ABMH), Lúcio de Queiroz Delfino, lembra que quem tem contratos mensais corrigidos por esse índice tem direito de pagar mais barato no período em que houve deflação. Mas, segundo ele, em geral os contratos são anuais e por isso nem sempre o consumidor vai poder pagar menos. Por exemplo, afirma Delfino, nos doze meses fechados em junho, houve aumento do IGP-M de 1,52%.
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BSB, 27/7- Para o vice-presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, apesar de os reajustes serem feitos ao final do contrato, nada impede que o consumidor negocie antes. Entretanto, ele não acredita que o índice permaneça negativo ao longo do ano. Segundo pesquisa do Banco Central, o IGP-M deve fechar o ano em 0,44%.
Oliveira lembra que em anos anteriores o IGP-M subia acima dos reajustes de salários, o que causava problemas para quem pagava aluguel ou financiamentos corrigidos pelo índice. Neste ano, a expectativa é de reajustes menores.
Mesmo com previsão de que os consumidores pagarão menos pelo aluguel, o vice-presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), Flávio Prando, considera que o imóvel está sendo vitos como uma forma de investimento e esse é um dos fatores que tem levado à recuperação do setor.
Segundo Prando, no ínicio do ano houve redução de lançamentos de empreendimentos imobiliários por causa dos efeitos da crise financeira internacional no país, mas com recuperação a partir de maio. A expectativa é fechar o ano com lançamento de 28 mil unidades em São Paulo, contra 35 mil registradas no ano passado. De acordo Prando, a projeção para este ano ainda pode ser revisada para cima a depender do resultado dos próximos dois meses. O estado representa cerca de 40% da comercialização de imóveis no país.
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BSB, 23/7- A Caixa Econômica Federal alcançou a marca de R$ 101 bilhões no saldo da caderneta de poupança em 16 de julho de 2009. O montante representa um crescimento de 19,67% em relação ao mesmo período do ano passado, quando chegou a R$ 84,4 bilhões.
O desempenho da instituição em captação líquida no ano de 2009 (R$ 5,2 bilhões) é destaque frente ao crescimento do mercado (R$ 5,5 bilhões). No saldo, os recursos totais do mercado chegam a R$ 286,5 bilhões. Dos R$ 5,2 bilhões de captação líquida, 60,41% são provenientes de clientes com renda até dois salários mínimos.
Segundo a presidente do banco, Maria Fernanda Ramos Coelho, o que torna a poupança atrativa, além da tradição e segurança é a remuneração dos saldos (TR + 6% a.a.), que não sofre tributação. “A atratividade da aplicação está principalmente na facilidade de acesso e nos benefícios que oferece. O produto é isento de tarifa de manutenção e não possui valor mínimo para sua abertura. São aceitos depósitos em qualquer dia do mês e não há incidência de IRPF”, destaca.
Para abrir uma conta poupança basta apresentar os documentos de identidade, CPF e comprovante de endereço em qualquer agência da CAIXA e, em poucos dias, o cliente já recebe o cartão magnético da conta em sua residência.
A poupança, além de ser uma aplicação acessível a qualquer pessoa e porto seguro para quem diversifica seus investimentos, representa importante fonte de recursos para habitação no país.
Somente com recursos da sua carteira de poupança, a CAIXA já emprestou nesse ano R$ 10,46 bilhões, dentro da modalidade Carta de Crédito SBPE. O montante foi o suficiente para atender mais de 239 mil famílias
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BSB, 21/7- Os empréstimos imobiliários de alto risco ("subprime") realizados nos Estados Unidos em larga escala --que deram início à crise econômica global e ainda atormentam os bancos-- estão ressurgindo na renegociação de hipotecas, segundo reportagem no New York Times desta segunda-feira (20/7).
Segundo a reportagem, que traz como exemplo Jack Soussana, que intermediou hipotecas durante boom imobiliário e agora intermedia a renegociação, os honorários dos agenciadores podem custar até US$ 3.500.
Soussana admitiu que, enquanto as vendas estavam aquecidas, muitos de seus clientes se arriscaram e agora estão inadimplentes.
Segundo o jornal, no final do ano passado, a equipe de Soussana --do mesmo escritório em que costumava intermediar empréstimos imobiliários-- começou a prestar serviços a uma empresa cuja especialidade é renegociar os termos de hipotecas. A promessa é negociar com os credores de forma a reduzir as prestações das hipotecas hoje em débito. "Nós mudamos o roteiro e o produto que estávamos vendendo", disse Soussana.
O novo roteiro, ele diz, baseia-se na ideia de que os mutuários fizeram um mau negócio, "mas agora poderemos ajudá-los a escapar das piores consequências, porque conhecemos bem as instituições de empréstimos".
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BSB, 21/7- Em 2003, com os juros reduzidos (1% ao ano), a economia recebeu o impulso que precisava para sair da recessão. Um ano de juros baixos foi o suficiente para estimular o mercado imobiliário americano, além de elevar o consumo e a circulação de crédito de modo geral. Em 2005, o "boom" no mercado imobiliário já estava avançado.
Com juros baixos, as companhias hipotecárias passaram a explorar o segmento de clientes "subprime" --que contém um risco maior que o de clientes com classificação melhor de crédito, mas compensado por taxas de retorno mais altas.
Os papéis de dívidas hipotecárias atraíram gestores de fundos e bancos. Essas instituições compraram esses títulos hipotecários "subprime" e permitiram que uma nova quantia em dinheiro fosse emprestada, antes mesmo do primeiro empréstimo ser pago. Um outro gestor, interessado no alto retorno envolvido com esse tipo de papel, comprou o título adquirido pelo primeiro, e assim por diante, gerou uma cadeia de venda de títulos.
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BSB, 21/7- Em 2006, o mercado imobiliário já dava sinais de saturação, com preços e estoques altos de casas, ao lado de uma taxa de juros que vinha subindo desde junho de 2004, chegando a 5,25%. Com os juros mais altos, as correções nos contratos de hipotecas dificultaram os pagamentos de prestações, e a consequência foi o aumento da inadimplência.
Como no início dos empréstimos o índice de inadimplência era baixo, os empréstimos hipotecários "subprime" pareciam um ótimo negócio, pois traziam alta rentabilidade com um risco que parecia menor do que realmente tinha.
Com isso, as instituições financeiras, que compraram os títulos hipotecários "subprime" e os revenderam sob a forma de derivativos, também começaram a ter problemas. Se a ponta (o tomador) não consegue pagar sua dívida inicial, ele dá início a um ciclo de não-recebimento por parte dos compradores dos títulos.
O resultado: todo o mercado passa a ter medo de emprestar e comprar os "subprime", o que termina por gerar uma crise de liquidez (retração de crédito).
Derivativos são papéis que tem, seu valor derivado de outros ativos, com a finalidade de assumir, limitar ou transferir riscos. São instrumentos financeiros considerados de risco, uma vez que a avaliação de seus valores e das consequências de seu uso generalizado é muito complexa em um mercado financeiro cada vez mais globalizado.
Em 2007, o setor financeiro sofreu o primeiro golpe, quando o aumento da inadimplência nas hipotecas "subprime" aumentou o risco embutido nos derivativos lastreados nesses papéis de dívida.
O banco francês BNP Paribas Investment Partners --divisão do banco francês BNP Paribas-- congelou, em agosto daquele ano, resgates em três fundos, alegando dificuldades de avaliar os valores dos investimentos ligados a essas hipotecas de risco.
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BSB, 20/7- Em maio, a maior parte dos moradores da cidade de São Paulo comprou um imóvel usado à vista, segundo indicou a pesquisa divulgada na quinta-feira (16) pelo Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis).
No quinto mês do ano, o pagamento à vista correspondeu a 51,04% das vendas de imóveis, ante uma participação de 47,92% dos financiamentos com bancos.
Somente a CEF (Caixa Econômica Federal) atingiu, no período, 36,46% das vendas, sendo a principal instituição de financiamento. Os demais bancos ficaram com participação de 11,46%.
Além da aquisição à vista e do financiamento bancário, os paulistanos fizeram a compra por meio do consórcio, tendo esse tipo de negociação correspondido a 1,04% das vendas de maio.
As negociações diretamente com o proprietário, por sua vez, não foram uma opção para os compradores, já que, em maio, essa forma de aquisição teve participação nula nas vendas.
Ainda de acordo com os dados, coletados em 447 imobiliárias pelo Creci-SP, no quinto mês do ano, os imóveis mais vendidos foram aqueles que custavam até R$ 160 mil, que responderam por 54,21% dos negócios realizados.
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BSB, 15/7- A Câmara dos Deputados tem até o dia 13 de agosto para votar a MP (Medida Provisória) 460/09 que, entre outros pontos, reduz tributos para as construtoras de imóveis do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Caso contrário, a medida perderá sua eficácia.
Aprovada no último dia 3 de junho pela Câmara, a MP tranca novamente a pauta das sessões ordinárias da Casa, conforme publicado pela Agência Câmara. Isso porque, ao ser analisada pelo Senado Federal, foram feitas mudanças que agora devem ser aprovadas pelos deputados.
Dentre as novidades está a permissão de cobrança de preços diferentes para pagamentos à vista ou no cartão de crédito, emenda apresentada pela senadora Ideli Salvatti (PT-SC), juntamente com o senador Aldemir Santana (DEM-DF).
Além disso, a proposta aprovada pelo Senado determina a fixação de normas para o pagamento de dívidas com a União por exportadores, utilizando-se de créditos tributários do chamado Crédito-prêmio do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).
No que diz respeito ao projeto de habitação do governo federal, Minha Casa, Minha Vida, a medida prevê regime especial de tributação para as construtoras participantes do programa. O benefício é válido para as construções de até R$ 60 mil, sendo que para cada incorporação submetida ao regime, a incorporadora deverá pagar o equivalente a 6% da receita mensal recebida.
O percentual correspondente ao pagamento unificado dos tributos, que incluem o IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica), PIS/Pasep, Cofins e CSLL (Contribuição sobre o Lucro Líquido), será igual a 1% da receita mensal obtida, sendo que o pagamento dos impostos será considerado definitivo, não gerando, em qualquer hipótese, direito à restituição ou à compensação com o que for apurado pela construtora.
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BSB, 14/7- A Caixa Econômica Federal voltará a oferecer, depois de seis anos, financiamentos habitacionais com parcelas mais baixas no início do contrato com o objetivo de aumentar o acesso ao programa do governo federal que promete a construção de 1 milhão de casas.
De acordo com as estimativas do governo, esse sistema de pagamentos, conhecido como Tabela Price, permitirá que 7,6 milhões de pessoas com renda de até dois salários mínimos busquem financiamentos no valor de R$ 40 mil para a compra de imóveis, por exemplo.
Se o método de cálculo das prestações fosse o SAC (Sistema de Amortização Constante, o único usado hoje pela Caixa), essas pessoas não poderiam pegar o empréstimo por não terem renda suficiente para as parcelas iniciais do contrato. As estimativas do governo foram feitas com base na renda das famílias declarada ao IBGE.
A Caixa decidiu voltar a oferecer esse tipo de empréstimo depois da sanção da lei que criou o programa Minha Casa, Minha Vida. Na lei, o governo obriga os bancos a oferecerem aos mutuários pelo menos dois sistemas de pagamento.
Um deles tem de ser obrigatoriamente o SAC, que começa com uma parcela mais elevada, mas tem a vantagem de ir caindo ao longo do contrato.
O outro sistema não foi predeterminado e os bancos poderão optar. A Tabela Price já é usada pelos bancos privados, mas acaba não tendo impacto relevante no mercado porque a Caixa, que responde por 70% do crédito habitacional no país, não usa esse sistema.
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BSB, 14/7- Na lei sancionada pelo presidente Lula, há a autorização explícita para a cobrança de juros sobre juros, sistema que serve de base para os cálculos da Tabela Price. É com base nessa permissão que a Caixa pretende se basear para evitar o risco jurídico que forçou o banco a parar de operar com esse tipo de contrato em 2003.
Até agora, a Justiça recorrentemente dá ganho de causa a mutuários que questionam os pagamentos feitos com base na Tabela Price porque considera que esse tipo de cálculo dos juros é proibido no país.
A discussão jurídica tem a ver com aumentos excessivos no valor das prestações. É que pela Tabela Price o mutuário leva mais tempo para devolver o dinheiro ao banco e, portanto, se houver aumento na taxa de juros, ele incidirá sobre um saldo devedor mais elevado. Isso fará com que a prestação aumente, com o consequente risco maior para o tomador.
Já no caso do SAC, há menos influência da TR, a taxa de juros que corrige uma parte dos financiamentos, porque o mutuário devolve o dinheiro emprestado pelo banco num tempo mais curto. Com isso, a prestação, que começa mais elevada, cai com o tempo.
Apesar de pagar menos no começo do contrato, o mutuário que financiar imóvel pela Tabela Price acabará pagando mais juros ao banco ao final do empréstimo. Isso acontece porque a amortização (parte da parcela que corresponde à devolução do dinheiro ao banco) é mais lenta nesse sistema.
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BSB, 13/7- O Conselho Gestor do FNHIS (Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social) decidiu como serão distribuídos os recursos no valor de R$ 1,050 bilhão, entre julho deste ano e o mesmo mês de 2010.
De acordo com a Agência Brasil, 87% serão destinados a obras de urbanização, sendo que, desse total, 40% serão para novos projetos e 7% a projetos priorizados pelos conselhos locais, que passam a ter mais influência sobre o uso dos recursos.
Também ficou decidido que 6% serão destinados à elaboração de planos locais de habitação e 2%, à assistência técnica. Os 5% restantes têm como destino a produção de habitação social dos movimentos sociais, que devem estar ligados a cooperativas para usar a verba.
No orçamento do ano anterior, 45% foram destinados à habitação de interesse social, 40% para urbanização, 10% para produção ligada aos movimentos sociais, 3% para elaboração de planos e 2% para assistência técnica.
A principal novidade está na destinação de verbas para os projetos priorizados pelos conselhos locais, que inexistia até o ano passado.
Os recursos deverão ser aplicados por meio dos Conselhos Gestores dos estados, Distrito Federal e municípios, com garantia de participação popular
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BSB, 13/7- O governo vetou a inclusão do financiamento de lotes para famílias com renda de até seis salários mínimos no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.
A lei com as regras do programa foi sancionada pelo presidente em exercício, José Alencar, com três vetos.
Além de excluir o financiamento com subsídio da União para produção e aquisição de lotes urbanizados sem vinculação a um projeto de construção de imóveis, o governo tirou do texto final a obrigatoriedade de realização de sorteio eletrônico público para distribuição das residências destinadas à famílias com renda mensal de até três salários mínimos.
Também ficou fora da lei a possibilidade de aplicar aos imóveis de classes média e alta situados no Distrito Federal as regras facilitadas de regularização fundiária previstas no programa.
Essas modificações haviam sido incluídas no texto original durante as discussões no Congresso Nacional. Para justificar o veto, o governo afirmou que a aquisição de lotes isoladamente não garante um dos principais objetivos do programa: a geração de emprego e renda com o aumento da demanda no setor da construção civil.
Também argumentou dificuldade em controlar a exigência que havia sido feita no texto para que a família que comprasse o lote iniciasse a construção dentro de seis meses.
O veto foi criticado por entidades do setor. O Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) divulgou nota afirmando que, com essa decisão, o programa torna-se "pouco eficaz para atender famílias com renda de até três mínimos". Para o vice-presidente de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente da entidade, Caio Portugal, o maior gargalo do Minha Casa, Minha Vida é "a escassez de terra urbanizada e a inexistência de linhas de financiamento adequadas para produção e aquisição de novos lotes".
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BSB, 13/7- A decisão de vetar a distribuição das casas por meio de sorteios eletrônicos públicos também gerou polêmica. Para a oposição, esse era um instrumento que garantiria "impessoalidade na seleção" dos beneficiados e evitaria o uso eleitoreiro do programa. O governo disse que o sorteio eletrônico dificulta a "operacionalização do programa".
Em nota oficial, o líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal, tratou como "inadmissível e incompreensível" o argumento do governo.
Outro veto impede que famílias das classes média e alta do Distrito Federal sejam beneficiadas pelo processo simplificado e administrativo de regularização de terras previsto no novo programa.
Para o governo, as novas regras que facilitam a regularização fundiária devem valer para áreas ocupadas por população de baixa renda, o que está "em sintonia com o princípio da igualdade" previsto na Constituição e se justifica pela renda dos beneficiados.
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BSB, 9/7- A redução da taxa Selic a um patamar abaixo de um dígito, traz novas perspectivas para empresas dos setores imobiliário e varejista no longo prazo. Com juros menores e as medidas de estímulo do governo à aquisição da casa própria, através do programa "Minha Casa, Minha Vida", ampliam-se as expectativas de avanço da venda de bens duráveis, como geladeiras, fogões, micro-ondas e móveis, entre outros produtos, para as novas unidades habitacionais que serão construídas.
Após a última redução da Selic, que recuou a 9,25% ao ano - o menor patamar desde sua criação, em 1986 -, várias instituições financeiras voltaram a assumir postura proativa na concessão de crédito imobiliário, anunciando redução nos juros cobrados nesses financiamentos. Alguns bancos divulgaram também o aumento dos prazos de pagamento. A própria Caixa Econômica Federal, líder nesse mercado e principal agente de execução do programa "Minha Casa, Minha Vida", baixou os juros.
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BSB, 8/7- Os depósitos na caderneta de poupança superaram os saques em R$ 2,45 bilhões no primeiro semestre de 2009, segundo dados do Banco Central. Apesar de o número ser positivo, trata-se do pior resultado em três anos.
O valor representa também uma queda de 45% em relação à captação (diferença entre saques e depósitos) registrada no primeiro semestre de 2008, quando a entrada de novos recursos na poupança somou R$ 4,43 bilhões.
No mesmo período de 2007, foram R$ 8,77 bilhões. Em 2006, o resultado ficou negativo.
Em 2009, os saques superaram os depósitos em três meses (janeiro, março e abril). Nos outros três, houve mais dinheiro entrando do que saindo.
Desde maio, quando o resultado ficou positivo em R$ 1,88 bilhão, a poupança registra recuperação. Em junho, a captação da poupança ficou positiva em R$ 2,09 bilhões. Somados, os resultados dos dois meses superam em 50% o registrado no mesmo período de 2008 e em 5% o verificado no primeiro semestre de 2007.
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BSB, 8/7- O financiamento à casa própria pela Caixa Econômica Federal segue num ritmo forte este ano, apesar da crise global. As operações de crédito imobiliário da Caixa cresceram 75% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 17,5 bilhões.
Também houve alta no número de contratações, que chegou a 351 mil, com expansão "um pouco maior" que a do volume financeiro, segundo o vice-presidente de governo da Caixa, Jorge Hereda.
Do valor total financiado, R$ 9,2 bilhões vieram da poupança, R$ 7,7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o restante de outras fontes. Conforme Hereda, as contratações com recursos da poupança, que atendem principalmente a classe média, cresceram 220% no semestre.
O programa "Minha Casa, Minha Vida" respondeu por valor próximo a R$ 1,5 bilhão das contratações, sendo metade para financiamento à produção e metade para pessoas físicas. Até 1º de julho, 580 empreendimentos nos moldes do programa estavam em análise pela Caixa, e 175 tinham a documentação completa. Estavam em avaliação 100 mil imóveis.
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BSB, 8/7- De acordo com o vice-presidente da Caixa, mais de 10 mil unidades já foram contratadas. A expectativa é que a contratação do total de 1 milhão de unidades previsto no programa seja fechada até o fim de 2010.
Para a expansão do crédito habitacional contribuíram também os feirões, segundo Hereda. Os negócios fechados e agendados nesses eventos ainda vão se reverter em novos contratos, pois as cartas de crédito obtidas no feirão têm validade de seis meses.
A presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, afirmou ontem que a redução de juros para o crédito em geral está em estudo permanente pelo banco. "Na última segunda-feira, anunciamos redução de juros para alguns produtos. As taxas para micro e pequenas empresas chegaram a cair de 6% para 2,44% ao ano para operações com fundo garantidor."
Segundo Maria Fernanda, o total previsto para crédito à micro e pequena empresa em 2009 é de R$ 22 bilhões. O crédito total estimado pelo banco para este ano é de R$ 90 bilhões.
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BSB, 6/7O valor máximo do imóvel que poderá ser adquirido com o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) do mutuário será elevado dos atuais R$ 350 mil para R$ 600 mil. A informação foi dada ontem pela assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda. Ela confirmou também que o valor do pacote da habitação é de R$ 70 bilhões, volume suficiente para construir 1,2 milhão de novas moradias. Esses recursos não sairão integralmente dos cofres públicos. Boa parte refere-se a financiamentos, que serão pagos pelos adquirentes dos imóveis.
Ainda não está totalmente certo, mas o pacote poderá conter outra vantagem: o saldo do FGTS poderá ser usado mensalmente para pagar prestações da casa própria. Atualmente, os recursos só podem ser utilizados de dois em dois anos, para reduzir o valor das prestações ou abater no saldo devedor.
Há mais uma "bondade" em estudo para facilitar a compra da casa própria pelas famílias de renda mais elevada. Nos imóveis financiados pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), a parcela financiada aumentará dos atuais 80% para 90%. Ou seja, o valor da entrada a ser paga à vista ficará menor. Os imóveis que se enquadram no SBPE são aqueles de valor mais elevado.
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BSB, 6/7- Embora o foco do pacote habitacional do governo sejam as famílias com renda de até 10 salários mínimos (R$ 4.650), há agrados para todas as faixas de renda. A ordem dada aos técnicos foi turbinar todos os instrumentos de financiamento habitacional existentes hoje.
A classe média terá mais chances de comprar a casa própria sem ter de pagar entrada. Os imóveis construídos com recursos do FGTS, que hoje são financiados em 80%, passarão a ser financiados na sua totalidade.
Enquadram-se nessa categoria as moradias avaliadas em até R$ 130 mil (se estiverem nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro ou Distrito Federal), R$ 100 mil (nos municípios de até 500 mil habitantes) ou R$ 80 mil (nas demais regiões). Podem comprar imóveis financiados pelo FGTS as famílias com renda de até R$ 3,9 mil mensais (ou R$ 4,9 mil, se morarem em São Paulo, Rio de Janeiro ou Distrito Federal).
Hoje, há linhas do FGTS que financiam 100% do valor do imóvel. No entanto, o prazo de pagamento é relativamente curto: 20 anos. Nos contratos de 30 anos, a parcela financiada é 80%. É essa parcela que os técnicos querem elevar para 100%.
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BSB, 6/7- O programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida já contratou 97 empreendimentos, que serão responsáveis pela construção de 10.168 unidades habitacionais em diversas regiões do país. Até 29 de junho, o total de propostas apresentadas por empreendedores foi de 581. Caso sejam aprovadas, elas devem resultar na construção de 100.865 unidades.
Os dados foram apresentados hoje pela secretária de Habitação, Inês Magalhães, durante a reunião do Conselho Gestor do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (Fnhis). Segundo ela, das unidades previstas nos 581 empreendimentos apresentados até agora, 42.292 serão destinadas aos beneficiados com renda de zero a três salários mínimos. As habitações estão distribuídas entre 164 empreendimentos.
"Já para a fatia entre três e seis mínimos são 33.040 unidades divididas entre 260 empreendimentos, e para a fatia entre seis e dez mínimos, são 25.533 unidades previstas, divididas em 157 empreendimentos", informou Inês Magalhães.
Dos empreendimentos contratados, 47 serão realizados na região Sudeste, com a construção de 4.189 unidades habitacionais; 26 na Região Sul, com 1.963 moradias; 13 na Região Nordeste, com 2.122 unidades; nove empreendimentos na Região Centro-Oeste, gerando 1.862 habitações; e dois na Região Norte, com 32 unidades previstas.
A Caixa informou, por meio de sua assessoria, que não há como fazer uma previsão sobre o prazo de entrega das habitações dos empreendimentos contratados.
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BSB, 3/7 - Os cerca de 6,5 milhões de brasileiros que moram de aluguel no país vão ganhar mais uma opção na hora de locar um imóvel. A Caixa Econômica Federal finalizou o projeto do Cartão Aluguel, que virá para substituir o fiador, cheque-caução ou seguro-fiança.
O locatário que optar por ele, receberá um cartão de crédito para pagar o aluguel todos os meses. Se atrasar, o banco acerta, mas depois cobra, com juros. O proprietário nem fica sabendo do problema.
- O produto está montado. Agora, esperamos a área de tecnologia de informação fazer algumas alterações no sistema para começar - afirma o vice-presidente de Governo da Caixa, Jorge Hereda.
Por conta desses ajustes, a data de lançamento não está totalmente fechada. A Caixa está substituindo a tecnologia dos cartões de crédito, que passarão a funcionar com chip eletrônico. Assim que finalizar a mudança, lançará o Cartão Aluguel.
Muitos inquilinos encontram dificuldade na hora de assinar o contrato por não terem um fiador. Uma outra opção, o seguro-fiança, também é inviável financeiramente para alguns, já que chega a custar uma vez e meia o valor do aluguel.
O locatário terá que desembolsar uma taxa de anuidade. Ele fará o acerto direto com o banco, que enviará uma fatura mensalmente, assim como ocorre com o cartão de crédito.
As taxas de juros, no caso de atraso, devem ser semelhantes às cobradas pelos cartões de crédito, de cerca de 10% ao mês. A instituição financeira vai analisar a capacidade de pagamento do locatário, antes de conceder o crédito.
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BSB, 1/7- Por conta da falta de imóveis disponíveis, está cada vez mais difícil encontrar um apartamento ou uma casa para alugar em São Paulo. Em várias regiões na cidade, mais que dobrou o número de pessoas que procuram um imóvel em algumas imobiliárias. Nos casos de imóveis com preços mais populares, o tempo de espera pode chegar a quatro meses.
"A falta de imóveis residenciais para locação é algo que vem crescendo nos últimos anos. E isso é um problema que ocorre em todo o país, mas em São Paulo há fatores que agravam a situação, como a falta de terrenos para novas construções", afirma o vice-presidente de locação do Secovi-SP, José Roberto Federighi. Os imóveis mais procurados na capital são de um e de dois dormitórios, com aluguel entre R$ 1.000 e R$ 1.600, segundo Federighi.
A alta demanda faz com que os preços dos alugueis também aumentem constantemente. De acordo com pesquisa realizada pelo Secovi-SP, o preço do aluguel subiu cerca de 11,1% na capital paulista, entre junho de 2008 e maio desse ano --aumento bem maior do que a variação no período do índice base para reajuste dos contratos de aluguel, o IGP-M, que foi de 3,6%. Só em 2009, o acréscimo no valor médio do aluguel já chega a 2,93%.
Na Lello Imóveis, por exemplo, mais que dobrou o número de pessoas que procuram locar uma moradia. A fila de espera aumentou 113% em um ano --saltando de 860, em 2008, para 2.000, em 2009. O tempo médio de espera é de até quatro meses.
Na Pacheco Imóveis, a procura aumentou cerca de 40% em comparação ao ano passado. A espera, em média, é de dois a três meses por uma oferta de aluguel. Dependendo do bairro, chega a quatro meses.
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BSB, 30/6- A secretária Nacional de Habitação, Inês Magalhães, apresentou na última sexta-feira (26), em São Paulo, os novos números do déficit habitacional no Brasil. Em evento que reuniu especialistas da área, foram divulgados resultados do déficit habitacional do país apurados pelo Ministério das Cidades (MCidades) em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP), tendo como base Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE) de 2007.
O déficit foi calculado em 6,273 milhões de domicílios, considerando as mudanças na metodologia. "Com essas alterações metodológicas, conseguimos chegar a uma estimativa mais próxima à realidade", explica a secretária Inês.
A principal novidade da pesquisa é a mudança metodológica que permite aferir mais precisamente o quantitativo do déficit habitacional. Nas pesquisas anteriores o problema da coabitação ou de famílias conviventes - um dos elementos que compõem o déficit - era apontado por especialistas como um dado que precisava ser aperfeiçoado. Para se ter uma ideia mais precisa do déficit, era necessário descobrir o número de famílias que convivem por opção e, portanto, retirá-las do cálculo do déficit habitacional.
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BSB, 30/6- A partir de entendimento entre o MCidades, a Fundação João Pinheiro e o IBGE, foram incluídas duas perguntas no questionário da PNAD 2007 que permitiram separar o grupo de famílias que compartilham uma mesma moradia por necessidade econômica - e que fazem parte do novo cálculo - do grupo que cohabita exclusivamente por vontade própria, não computadas no déficit.
A secretária Inês Magalhães alerta para o risco de se comparar o novo resultado com os números de 2006. "Na versão atual do déficit habitacional foram feitas alterações metodológicas pelo IBGE que resultaram em uma redução mais acentuada do indicador", afirma. Mas mesmo pela metodologia antiga, o déficit apresentou redução em termos absolutos, passando de 7,935 milhões de unidades, em 2006, para 7,288 milhões, em 2007.
Como déficit habitacional, que demanda reposição ou incremento do estoque de moradias, são classificados os domicílios improvisados e os rústicos, as habitações precárias, parte da coabitação familiar, o ônus excessivo com aluguel (comprometimento maior que 30% da renda familiar com aluguel entre as famílias que ganham até três salários mínimos) e, introduzido na versão atual, o adensamento excessivo nos domicílios alugados.
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BSB, 28/6- Na contramão ao movimento da construção nacional que segue com fôlego maior rumo aos negócios com imóveis de padrão econômico, em Brasília, no Distrito Federal, a venda de unidades voltadas às classes A e B seguiu em ritmo acelerado neste primeiro semestre e observou forte alta. Na maior imobiliária da região, a Lopes Royal, foi apresentado R$ 1 bilhão em lançamentos no período, e a empresa, apesar da turbulência econômica, deve bater os R$ 800 milhões em vendas consolidadas, valor 180% superior ao dos primeiros meses de 2008.
As construtoras confirmam o aquecimento do setor, como a Paulo Octávio Investimentos Imobiliários. A empresa afirma estar com novos empreendimentos com valor geral de vendas (VGV) estimado em pouco mais de R$ 1,2 bilhão no total e estima para 2009 um crescimento de 30% - o dobro do que observou no ano passado. Já a MTD Engenharia, que também atua para o público de maior poder aquisitivo, no eixo Brasília-Rio de Janeiro, pretende buscar novas parcerias para ampliar mercado.
Para Marco Antônio Demartini, diretor da Lopes Royal, braço do Grupo Lopes, de São Paulo, o alto poder aquisitivo da população na região ajuda a impulsionar os negócios. "65% do público consumidor são compostos de funcionários públicos que têm boa renda e estabilidade profissional", destacou, acrescentando que lá a demanda é maior que a oferta porque as áreas para construção são limitadas, na região.
O executivo comentou que existem estimativas de profissionais do setor que apontam a que o mercado imobiliário de Brasília passou o do Rio de Janeiro, com mais de R$ 1,3 bilhão em lançamentos, o que prova que lá o setor não foi atingido de forma cruel pela turbulência financeira.
Demartini incluiu outro fator para esse forte incremento: o fato de novas áreas para projetos residenciais não serem disponibilizadas frequentemente, por conta do tombamento da região. "Demorou mais de uma década a aprovação de uma nova região", explicou.
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BSB, 28/6- O executivo Marcelo Carvalho, diretor da Paulo Octávio Investimentos Imobiliários, diz concordar que a falta de áreas para construção agrega um valor adicional ao setor imobiliário do Distrito Federal, diferentemente do que ocorre em outras regiões.
O executivo também vê o fator estabilidade versus renda como um atributo a mais para aquecer os negócios. "Temos algumas oportunidades no setor noroeste, em Águas Claras, além de áreas remanescentes no setor sudoeste", falou, calculando que as unidades nas diversas áreas atendem a rendas médias de R$ 8 mil a R$ 15 mil. Carvalho também contou que há um desenvolvimento de projeto na região de Guará.
Entre os empreendimentos da Paulo Octávio, Águas Claras conta com um conjunto de 120 apartamentos que foi 100% vendido e cuja metade já foi entregue. Na mesma área, um projeto de quase 1,9 mil apartamentos, avaliado em VGV de R$ 1 bilhão, está em fase de andamento.
Já na área noroeste estão em construção três prédios que ficarão prontos dentro de três anos, avaliados em R$ 120 milhões. Já no que está em desenvolvimento no Guará, são mais de 60 as unidades, que perfazem R$ 40 milhões. Há ainda um projeto de 300 escritórios que ficam prontos dentro de 24 meses. O Grupo Paulo Octávio ainda mantém negócios em hotelaria, concessionárias de veículos e comunicação.
Outra que trabalha na incorporação e construção de residenciais voltados às classes A e B, além de prédios comerciais, é a MTD Engenharia, que não tem negócios no segmento econômico.
"Trabalhamos com boas expectativas para 2009/2010, tanto em relação ao setor de incorporações, quanto em relação à prestação de serviços para o mercado privado em geral", comentou Sílvio Romero Graça Carvalho, um dos sócios da MTD Engenharia.
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BSB, 25/6- A classe C, que representa 52% da população, tem tido mais facilidade com programas de financiamento e utilização de recursos do FGTS na compra de imóveis. Segundo o consultor Renato Meirelles, do Instituto Data Popular - que realizou uma pesquisa sobre o setor e a população carente -, a maior movimentação do mercado está na base da pirâmide e não na faixa de maior renda.
"A proporção de pessoas com imóvel próprio é menor nas classes C, D e E, mas, em contrapartida, vê-se que esse público da base é muito mais jovem do que os da classe A e B. Sendo assim, o número potencial de famílias é maior e a demanda pelo perfil de imóvel para esse público guiará o mercado imobiliário nos próximos anos", disse Meirelles.
Portanto, as construtoras e imobiliárias devem estar preparadas para atender às exigências específicas. O consumidor de baixa renda, segundo o especialista, tem mais medo de não receber o imóvel e de não conseguir pagar as prestações. A ligação com o bairro também é outro fator que deve ser levado em conta, pois, geralmente, esse público evita se afastar de parentes e amigos quando vai comprar ou alugar uma casa.
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BSB, 24/6- O Centro de Pesquisa e Análise da Informação do Secovi Rio antecipou estudo que auxilia profissionais da área e pessoas físicas interessadas na compra e venda do imóvel. Segundo o coordenador da pesquisa, Maurício Eiras, sabendo a média do valor do metro quadrado por bairro, é possível analisar com maior precisão se um imóvel tem benfeitorias ou localização que agreguem valor.
'Se num bairro, o preço do metro quadrado é de R$ 4 mil e um determinado imóvel custa R$ 4.500 por m², podemos concluir que esta unidade tem algo que contribui para valorizá-lo, seja localização, acabamento mais luxuoso, vista, segurança, etc', explica Eiras. Uma das comparações são os imóveis de dois quartos. Na análise do especialista, o bairro de Ipanema é o que tem o metro quadrado mais caro, R$ 6.555 e o de Bangu o mais barato, com R$ 1.286. Já em relação ao tamanho médio do imóvel, o Leblon é o que apresenta a média mais alta, com 94 m², enquanto que Bangu apresenta o menor, com 57 m².
Nos imóveis de quatro quartos da tabela, o bairro do Leblon é o que possui o m² mais caro, R$ 6.639 e Bangu tem o mais em conta, R$ 1.326. Já em relação ao tamanho médio do imóvel, Copacabana é o que apresenta a média mais alta, com 231 m², enquanto que o bairro de Bangu apresenta o menor, com 102 m².
O diretor da administradora Quatro Marias, Frederico Wähmann, afirma que com a nova ferramenta fica mais fácil negociar. 'A pesquisa revela com exatidão os valores médios praticados nas regiões que atuamos para orientar ainda melhor os clientes', diz Wähmann, que já pôde utilizar o estudo. O Secovi Rio adianta que vai disponibilizar as pesquisas a partir de julho em sua página na Internet. Enquanto isso, interessados podem obter informações por meio de e-mail (cepai@secovirio.com.br).
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BSB, 23/6- Quem comprar um imóvel pelo programa 'Minha Casa, Minha Vida' com renda acima de três e até 10 salários mínimos (R$ 1.395 a R$ 4.650) pagará pelo seguro habitacional, que será substituído pelo Fundo Garantidor. O governo ainda não definiu se cobra uma taxa fixa ou progressiva, levando em conta a renda e a idade do mutuário. O fundo — criado para bancar as prestações de mutuários que ficarem desempregados durante o contrato — deverá ficar responsável também por coberturas de Morte e Invalidez e Danos Físicos ao Imóvel — despesas cobertas pelo seguro habitacional.
A nova taxa está prevista na Medida Provisória 449/09, que cria o programa e já foi aprovada pelo Senado. Para entrar em vigor, as regras precisam da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Um dos estudos prevê que o encargo com o fundo chegue a 10% do valor da prestação. Isso significa que, se a prestação for de R$ 200, o mutuário terá que pagar mais R$ 20. Mas, enquanto o presidente não sanciona a MP, os interessados na compra da moradia estarão isentos da cobrança.
De acordo com a tabela do programa, um mutuário acima de 61 anos deixaria de pagar 35,09% da prestação com seguro para desembolsar apenas 6,64%. Vale lembrar que os mutuários que aderiram ao 'Minha Casa, Minha Vida', também não estão arcando com o 0,5% do Fundo Garantidor, que permite ficar até 36 meses sem pagar o financiamento em caso de desemprego. Ontem, o Congresso aprovou R$ 6 bilhões para o programa — parcela prevista para este ano. Do total, R$ 750 milhões vão para o Fundo Garantidor.
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BSB, 21/6 - O programa "Minha casa, minha vida", do governo federal, vai permitir a compra de terreno, desde que o interessado contrate um financiamento para iniciar a construção da casa em até seis meses. A possibilidade de aquisição de lote foi incluída na Medida Provisória 459/2009, transformada no Projeto de Lei de Conversão 11/2009. O texto - que trata de todas as regras do programa - foi aprovado na noite de ontem pelo plenário do Senado. A matéria já havia passado pela Câmara dos Deputados. Agora, para o projeto ser posto em prática, serão necessárias apenas a sanção de Lula e a regulamentação do Ministério das Cidades.
A secretária nacional da Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, confirmou que a exigência do financiamento para a construção será feita para garantir que a obra seja iniciada no prazo máximo de seis meses, evitando a utilização do benefício para compra de terrenos como forma de investimento.
Quem optar pela autoconstrução terá acesso aos prazos e taxas de juros do "Minha casa, minha vida", ou seja, juros de 4,5% a 8,16% ao ano mais Taxa Referencial (TR), de acordo com a renda, e parcelas divididas em até 30 anos.
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BSB, 19/6- A CEF ( Caixa Econômica Federal) espera superar as projeções iniciais para 2009 e emprestar mais de R$ 29 bilhões em contratos de crédito no setor imobiliário até o fim deste ano.
Para isso, a entidade conta com a contribuição da procura das construtoras pelo programa do governo federal, Minha Casa, Minha Vida, que já recebeu em torno de 400 projetos, totalizando 73 mil unidades habitacionais.
"Há uma mobilização muito grande das construtoras para apresentarem projetos. Nós já temos empréstimos contratados para seis mil unidades", disse, conforme publicado pela Agência Brasil, a presidenta do banco, Maria Fernanda Ramos Coelho.
Nos cinco primeiros meses do ano, a instituição já emprestou R$ 13 bilhões em mais de 300 mil contratos de habitação.
Segundo dados divulgados pelo banco no último dia 5, este valor representa mais que o dobro do liberado no mesmo período do ano passado, de aproximadamente R$ 6,5 bilhões.
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BSB, 15/9- O consórcio de imóveis bateu o recorde de clientes em março deste ano, chegando a uma carteira de contratos vigentes de 518 mil pessoas. O crescimento é de 7,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
No terceiro mês deste ano foram comercializadas 22.320 novas cotas, somando 47,4 mil no trimestre, 3,2% a mais do que no primeiro trimestre de 2008.
Com a queda dos juros do crédito habitacional anunciada recentemente pelos bancos, a vantagem do consórcio sobre o financiamento para a compra da casa própria está diminuindo. 'A diferença vem caindo. Porém, em termos monetários o consórcio ainda é mais barato do que os financiamentos', afirma Miguel de Oliveira, economista da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).
Segundo o economista, a diferença entre o financiamento pela Caixa Econômica Federal, por exemplo, e a compra pelo consórcio é de apenas R$ 3.559,85 para um crédito de R$ 100 mil, com prazo de 120 meses para pagar.
Outra grande vantagem que o consórcio possuía sobre o financiamento habitacional era a possibilidade de cobrir 100% do valor do imóvel. Já no crédito, até bem pouco tempo atrás, só era possível financiar, no máximo, 80% do valor do bem. 'Hoje já é possível financiar o valor total do imóvel', explica Oliveira.
O presidente regional da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), Luiz Fernando Savian, explica que as duas modalidades não são concorrentes diretas.
O professor de finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA) Ricardo Humberto Rocha, também destaca as diferenças entre as duas opções para a compra de um imóvel. 'O consórcio é um produto que estimula a poupança, mas cobra taxa de administração. É mais para quem tem dificuldade de poupar. Mas para quem tem urgência, o financiamento seria o mais apropriado, pois, na outra modalidade, há a possibilidade de demorar para sair a carta de crédito no sorteio', comenta.
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BSB, 13/6- É cada vez mais comum a utilização de termos como 'ecologicamente correto', 'prédio verde', na divulgação de lançamentos do mercado imobiliário. Mas nem toda construção pode ser rotulada como 'verde' se não obedecer critérios internacionais e se não tiver certificação para este fim. Estes empreendimentos usam apenas um 'verniz verde', o chamado greenwashing, que está longe de ser realmente considerada uma obra sustentável.
O engenheiro Fernando de Barros, responsável técnico da Master Ambiental, que presta consultoria para empresas e órgãos públicos na área de licenciamento ambiental, explica que a construção civil 'é a atividade humana que mais causa impacto ambiental'. Estudos mostram que 75% de todos os recursos naturais são destinados à construção civil, 50% da energia elétrica é consumida na construção e na operação dos edifícios, 34% do consumo de água é atribuído às construções e 30% dos gases de efeito estufa são produzidos pela indústria da construção civil e seus insumos.
Os critérios internacionais que definem se uma obra é sustentável indicam, por exemplo: um prédio verde deve consumir no mínimo 30% menos água e 30% menos energia elétrica do que um prédio comum.
Um prédio verde não pode deixar que, durante a obra, o solo chegue até a via pública e consequentemente aos bueiros e depois para os rios. Esta obra só pode utilizar madeira de reflorestamento ou de desmatamento legalizado. Todos os materiais utilizados devem causar o menor impacto ambiental possível. A tinta, por exemplo, não pode conter grande quantidade de VOC (compostos orgânicos voláteis), como látex e acrílica.
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BSB,13/6- Um prédio verde deve reservar vagas de garagem para os automóveis flex em detrimento dos carros que usam combustível fóssil como diesel e gasolina. Também deve ter local apropriado para guardar as bicicletas de seus clientes e funcionários que usem este meio de transporte, inclusive com vestiário para que possam se higienizar.
Todos os funcionários da obra, inclusive os prestadores de serviços e fornecedores de materiais de construção, devem ser legalizados. A iluminação que tenha origem em um prédio verde não pode sair de seus limites prejudicando ou ofuscando os vizinhos bem como a fauna de seu entorno.
Uma obra pode ser enquadrada como sustentável na medida em que obter pontos atendendo aos rigorosos critérios de certificação LEED norte-americano, ou HQE, francês. A obra deve atender a vários pré-requisitos sobre a poluição gerada durante a construção e no pós-ocupação.
Uma obra sustentável certificada custa cerca de 3% a mais que uma obra normal, porém ela tem a grande vantagem que o custo de sua operação é menor. 'A taxa de condomínio é mais barata, em especial pelo menor consumo de água e energia elétrica, entre outros itens', destaca Barros.
Atualmente, os Estados Unidos concentram o maior número de prédios sustentáveis. Em alguns estados, as obras públicas só podem ser realizadas se forem certificadas pelo LEED.
O primeiro prédio verde de Londrina será o Ecomercado Palhano, com projeto do arquiteto Guilherme Torres e empreendimento do imobiliarista Raul Fulgêncio. A Master Ambiental participa deste projeto com o objetivo de garantir a obtenção da certificação internacional do Ecomercado Palhano como prédio sustentável.
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BSB, 11/6- A Caixa Econômica Federal informou na semana passada que reduziu os juros nos empréstimos habitacionais.
Segundo a instituição, as taxas para os financiamentos com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) estarão entre 8,2% e 11,5% ao ano, acrescidos de TR e passariam a valer na última segunda-feira. Segundo o banco, as novas regras podem reduzir o valor das prestações em até 10,58%. Para os empréstimos enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) imóveis com valor de até R$ 500 mil a redução chega a 1 ponto percentual. Para unidades habitacionais avaliadas em até R$ 150 mil, as taxas serão de 8,9% ao ano na opção de pagamento via boleto bancário; de 8,4% para o mutuário que escolher o débito em conta e de 8,2% para aqueles que tiverem cesta de produtos (conta corrente, cheque especial e cartão de crédito).
No fim de maio, a Caixa bateu novo recorde em financiamento habitacional. O banco liberou nos cinco primeiros meses do ano o montante de R$ 13,2 bilhões, em 275.464 contratos. O volume é 106% superior, se comparado ao mesmo período do ano anterior, quando o banco emprestou R$ 6,5 bilhões e o número de pessoas beneficiadas subiu em 113% (130.872 contratos).
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BSB, 10/6- A Caixa Econômica Federal recebeu até a última segunda-feira 385 propostas de empreendimentos imobiliários para o programa Minha Casa Minha. Desses projetos, 94 estão com documentação completa para análise e 40 já foram contratados.
No caso de pessoas físicas, até o dia 31 de maio, foram financiadas 3.347 unidades, o que corresponde a R$ 152 milhões.
Quanto aos municípios que aderiram ao programa, a presidente da Caixa, Maria Fernanda Coelho, informou que, pelos números mais recente, são 339. "Mas esse número muda todo dia por causa dos processos de adesão", destacou.
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BSB, 8/6- Anunciado em março pelo governo federal, o Programa Minha Casa, Minha Vida está provocando uma forte valorização nos preços dos imóveis novos para a população com renda mensal de até 10 salários mínimos (R$ 4.650). Esse movimento se deve ao aumento da procura por empreendimentos que ainda serão construídos, ou seja com habite-se registrado a partir de 26 de março, e que, portanto, contam com um subsídio público mais expressivo para aquisição do imóvel.
Em Valparaíso de Goiás, uma casa de dois quartos — com 48 a 52 metros quadrados construídos — custava, antes do anúncio do programa do governo, R$ 50 mil. Agora, o valor subiu 10%, ou seja, o imóvel passou a ser vendido por R$ 55 mil. Segundo uma corretora de imóvel, o consumidor acaba não sentindo esse aumento porque existe o subsídio do governo, que, neste caso, pode chegar a R$ 16 mil. Na prática, a ajuda do governo está bancando parte da elevação. “Mas para subir os preços tivemos que promover uma melhoria”, afirma a funcionária de uma imobiliária.
No caso dos imóveis usados, os interessados poderiam até pagar menos, mas estão optando por desembolsar mais para não perder os incentivos do governo. O delegado do Conselho Regional de Corretores (Creci) de Valparaíso, Nixon Gutemberg, concorda que a elevação dos preços está vinculada ao Programa Minha Casa, Minha Vida. Isso porque muita gente está procurando imóveis novos, porém não existem empreendimentos suficientes. “É a lei da oferta e da procura”, conta Gutemberg.
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BSB, 5/6- A Caixa Econômica Federal lançou nesta terça-feira, em Brasília, um novo instrumento de classificação da sustentabilidade de projetos habitacionais. Trata-se do "Selo Casa Azul", que qualificará projetos de empreendimentos dentro de critérios socioambientais, que priorizam a economia de recursos naturais e as práticas sociais. O Selo é o principal instrumento do Programa de Construção Sustentável do banco.
A ação fez parte das comemorações do Dia Internacional do Meio Ambiente, que contemplou também a assinatura de parceira com o Grupo Neoenergia, para a doação de aquecedores solares, lâmpadas e a substituição de geladeiras.
Para a concessão do selo, a Caixa analisará critérios agrupados em seis categorias: inserção urbana, projeto e conforto, eficiência energética, conservação de recursos materiais, uso racional da água e práticas sociais. "Nosso objetivo é incentivar a construção de moradias que no processo de edificação tenham respeitado o meio ambiente e ao mesmo tempo propiciem boas condições de conforto e salubridade para seus usuários", destaca a presidenta do banco.
O 'Selo Casa Azul' será dividido nas classes ouro, prata e bronze, definidas pelo número de critérios atendidos. Para receber o ouro, o empreendimento deverá atender a, no mínimo, 24 das 46 condições. Receberão prata aqueles que atenderem a 19 critérios, e bronze os que apresentarem o cumprimento de, pelo menos, 14 critérios obrigatórios. "A partir de novembro deste ano, nós divulgaremos o "Guia do Proponente" e, em janeiro de 2010, vamos receber os projetos candidatos ao selo", antecipa Maria Fernanda Ramos Coelho.
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BSB, 4/6- O Banco do Brasil (BB) anunciou a redução na taxa de juros para financiamento de imóveis residenciais e comerciais localizados em área urbana, já a partir desta quarta-feira. A medida abrange todas as modalidades de financiamento imobiliário no BB.
A menor taxa efetiva praticada pelo Banco do Brasil no crédito imobiliário passa de 8,9% ao ano, mais a taxa referencial (TR), para 8,4% ao ano, mais a TR, nas operações realizadas no âmbito dos convênios que a Instituição formaliza com empresas e órgãos da administração pública.
O valor financiado também fica maior. O comprador pode financiar até 90% do valor de venda ou avaliação do imóvel, o que for menor, ante os 80% que o BB praticava até agora. O limite de comprometimento máximo da renda líquida não deve ultrapassar os 30%.
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BSB, 2/6- Especialistas do mercado imobiliário apostam que este ano será o ‘mais marcante no âmbito do crédito para a compra de imóveis no Brasil.
E na região isso ficou evidente, principalmente se for levado em conta o volume de recursos disponibilizados pela Caixa Econômica Federal. De acordo com o banco, no primeiro trimestre deste ano, o volume de investimento no Grande ABC foi de R$ 108,7 milhões em financiamentos de unidades novas e usadas.
Segundo o Secovi-SP (Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo), o salto de crescimento no Estado será possível uma vez que, além da abundância de recursos para habitação, quase R$ 80 bilhões das principais fontes de financiamento, caderneta de poupança e FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), há dois fatores que estimulam o volume de financiamentos.
O primeiro é programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. Por conta disso, as vendas cresceram em todo o País, não só para produtos destinados às famílias de baixa renda, mas também para produtos de maior valor de venda, segundo o sindicato. A reação do mercado imobiliário se fez sentir em todos os Estados e, em alguns deles, as vendas do primeiro trimestre de 2009 dão sinais de fechamento no mesmo patamar ou até melhor que igual período de 2008.
O segundo está vinculado à caderneta de poupança. "O presidente Lula vem insistindo em declarações de que a poupança não é investimento e não servirá de refúgio para investidores profissionais. Existem ideias sendo veiculadas a partir do fato de que a Selic (taxa básica) nunca esteve tão baixa - está em 10,25% -, o que poderá levar investidores que aplicam em fundos de renda fixa a migrarem para caderneta de poupança", explicou Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.
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BSB, 1/6- “O tijolo que produzimos é utilizado desde a antiguidade, porém estava desacreditado, pois os fabricantes não se preocupavam com a qualidade e usavam equipamentos inadequados”, diz Roberto Cláudio Pereira, diretor da Tijol-Eco, empresa que criou há quatro anos, para fabricar tijolos de solo-cimento.
Pereira conta que, para chegar à qualidade necessária à aprovação do mercado, a Tijol-Eco – sediada em São Pedro, no interior paulista, a xxx km da capital – fabrica também os equipamentos utilizados na produção.
O empresário comenta que, por conta dos menores custos de produção, os tijolos de solo-cimento resultam em “uma parede até 50% mais barata”, e explica: “O tijolo de solo-cimento possui menor quantidade de ferro, não usa massa para assentamento e nem precisa ser rebocado, como os similares convencionais”.
Segundo afirma, ao optar pela produção desse tipo de tijolo o empresário não pensou somente nas boas chances mercadológicas do preço competitivo: “Além de mais barato, o tijolo de solo-cimento reduz os riscos ao meio ambiente, uma vez que dispensa a queima em fornos de carvão e não requer reboco. Em nossos processos, não utilizamos lenha e nem liberamos gases na atmosfera. Ao invés disso, nosso tijolo é prensado, molhado e curado”, comenta.
Outro apelo ecológico da Tijol-Eco tem a ver com o uso da água: “A água utilizada na curagem dos tijolos é reutilizada por um sistema de filtragem em cisternas, e ainda fazemos a captação de águas da chuva”, enfatiza o empresário, que também atua como consultor na criação de indústrias semelhantes, com a transferência de tecnologia e equipamentos.
“Precisamos tratar melhor o planeta. Com nosso produto, acreditamos poder reduzir os índices de poluição da indústria da construção civil”, finaliza. Para outras informações: 19 3481 5226.
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BSB, 29/5- A crise econômica trouxe uma boa notícia para quem sonha com a casa própria: opções de imóveis econômicos, de até R$ 200 mil. Apesar do número de lançamentos terem caído quase pela metade quando comparado ao mesmo período de 2008 , esses tipos de unidades responderam pela maioria dos lançamentos nos três primeiros meses desse ano, atingindo 54%, ciclo que já vinha sendo observado desde 2006, mas que, agora, deve crescer mais que os outros segmentos até o fim do ano, impulsionado pelo pacote habitacional lançado pelo governo federal em março. Segundo previsão do Sindicato de Habitação de São Paulo, o Secovi, o crescimento deve atingir 40%.
Os lançamentos somaram 2.278 unidades do tipo nos quatro primeiros meses do ano, 37% na Zona Leste da Capital, em bairros como São Miguel Paulista (451 unidades), Jardim Aricanduva (240), Itaquera (174), Tatuapé (173) e Penha (119). Em outras regiões, se destacam a Freguesia do Ó (219) e Limão (182). Nos anos anteriores, eram mais distribuídos em regiões como a Norte.
?A tendência é que se concentrem em áreas com terrenos mais baratos, em direção à periferia. A Zona Sul também tem espaço para esses empreendimentos, em bairros como e Campo Limpo, mas a expansão é coibida pela zona de proteção de mananciais, na região da Represa Guarapiranga, assim como na Zona Norte, em bairros como a Freguesia do Ó, é restringida pela Serra da Cantareira?, diz Luiz Paulo Pompéia, diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp).
?O segmento está aquecido, pois pega carona no programa governamental ?Minha Casa Minha Vida?, que atinge pessoas com renda de até dez salários mínimos, ou R$ 4.650 de renda familiar. Como a prestação do imóvel correspondendo a 20% do salário, são prestações mensais de R$ 800. Há demanda nesse segmento, que foi mal atendido pelo mercado nos últimos dez anos?, explica Pompéia.
Apesar desse crescimento, quem quer comprar uma casa não vai mais encontrar o número de opções que 2008 proporcionou.
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BSB, 25/5- Além de outras adesões ao “Minha Casa, Minha Vida”, a Living, a MRV e a Mudar entraram no programa, propondo construir 1.190 unidades habitacionais com custo, para o comprador, de até R$ 130 mil.
Os contratos de adesão das construtoras ao programa habitacional para moradias populares foram assinados durante a edição carioca (15 a 17, maio, 2009) do Feirão da Caixa. No Rio de Janeiro, o evento – que até junho acontecerá em, ao menos, dez cidades brasileiras – proporcionou o início de 7.298 negócios para fechamento em curto prazo, movimentando R$ 733,4 milhões, segundo informou a Caixa Econômica Federal ao Jornal Extra.
Independente de aderir ao “Minha Casa, Minha Vida”, as construtoras que participaram do Feirão no Riocentro têm o que comemorar. O Extra menciona o exemplo da Concal, “que fechou 16 reservas para unidades disponíveis nos empreendimentos: Quinta do Conde, em São Cristóvão; e Avant Gard Residencial, na Freguesia, com resultado aproximado de R$ 3 milhões”, ou preço médio de R$ 187.500/unidade.
Durante o Feirão, a Concal recebeu 560 cadastros de potenciais compradores para seus próximos lançamentos, na Tijuca e em Angra dos Reis.
A MDL Realty também colheu bons resultados durante o Feirão RJ, alcançando o número de 700 cadastros. Segundo a matéria publicada pelo Extra, “a expectativa da incorporadora é fechar 70 contratos esta semana (18 a 23, maio, 2009), chegando a um valor geral de vendas superior a R$ 9 milhões. Para isso, manteve a promoção da entrega das unidades com armários de cozinha, dez eletrodomésticos e mensais fixas durante a obra”.
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BSB, 25/5-- Durante os três dias (15/17, maio) de realização na capital mineira, o Feirão de Imóveis da Caixa Econômica Federal (Caixa) movimentou volume de financiamentos igual a R$ 330 milhões. Imóveis de até R$ 100 mil reais foram totalmente absorvidos, zerando, para as construtoras presentes, o estoque voltado a tal perfil de mutuário.
A demanda gerou lista de interessados capaz de repercutir por dois meses, segundo noticiou o Jornal Estado de Minas, e elevar para perto de 410 milhões a movimentação financeira da quinta edição do Feirão em Belo Horizonte.
As informações foram prestadas ao periódico pelo gerente regional da Caixa em Belo Horizonte, Marcelo Luís Barão Salgado. O executivo disse que, durante os três dias, 55.239 pessoas visitaram o Feirão. Participaram 42 construtoras e 32 imobiliárias, e foram fechados “1.012 contratos, representando movimento de R$ 70,3 milhões”, ressaltou o executivo.
Salgado informou que os negócios encaminhados a partir do Feirão devem alcançar “R$ 408,2 milhões, com a venda de 5.398 imóveis”. Em relação aos resultados da edição 2008 em Belo Horizonte, Salgado apontou um crescimento de cerca de 23,6%. O executivo comentou que o programa: “Minha Casa, Minha Vida” foi um dos motivos a colaborar para o crescimento do volume de negócios, em relação ao ano anterior.
Além da capital, ocorreram edições do Feirão em outras cidades mineiras, como Uberlândia, que recebeu público de 23.102 pessoas, com resultado de 1.240 negócios encaminhados, e movimentação “que deve alcançar R$ 135,9 milhões”.
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BSB, 23/5- A abertura da feira imobiliária da Caixa Econômica Federal, ontem pela manhã, surpreendeu pela grande procura. Apesar da chuva, antes mesmo da abertura do evento, às 10 horas, uma grande fila se formava em frente ao espaço montado no estacionamento do Shopping Iguatemi, de pessoas em busca de informação sobre como concretizar o sonho da casa própria.
Esta é a segunda feira imobiliária realizada este ano. Na primeira, em janeiro, foram negociados cerca de mil imóveis, segundo informou o gerente de negócios da Caixa, Guido Palmeira. A expectativa para o feirão iniciado ontem, é de triplicar esse número, chegando em torno dos três mil imóveis vendidos. Até o próximo domingo, quando será encerrado o evento, são esperadas cerca de 35 mil pessoas no local.
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BSB, 23/5- A Caixa Econômica Federal liberou até a última segunda-feira (18) R$ 11,7 bilhões para o financiamento de 248.689 imóveis em todo o país. Esses números correspondem a aumentos de 112% em volume de recursos e de 125% no número de moradias, em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho.
A informação foi divulgada no endereço eletrônico da instituição (www.caixa.gov.br). Segundo o site, Maria Fernanda considerou o resultado “motivador”, porque o mercado da construção civil “é grande impulsionador da economia”, ao gerar emprego e renda.
A direção da Caixa acredita que poderá aumentar ainda mais as vendas com a quinta edição, este ano, do Feirão Caixa da Casa Própria, iniciado no fim de semana passado, com a realização simultânea de feiras no Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba, Belo Horizonte e Urbelândia, nas quais movimentou R$ 1,4 bilhão em negócios fechados no local ou encaminhados às agências da Caixa.
As atenções da instituição se voltam agora para o Feirão Caixa da Casa Própria em São Paulo e em Brasília, neste fim de semana. As duas feiras oferecem mais de 112 mil opções de moradias novas, usadas ou na planta, e o banco estima movimentação de recursos em torno de R$ 2 bilhões até o próximo domingo (24).
O Feirão prosseguirá, no mês que vem, nas cidades de Recife e Porto Alegre (de 5 a 7) e Fortaleza (de 19 a 21). Além dos dez grandes feirões, a Caixa programou a realização de outras 62 feiras menores, em 59 cidades, até 28 de junho.
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BSB, 21/5- Quem quer aproveitar o Feirão Caixa para comprar a casa própria e não tem nenhuma reserva financeira pode financiar até 100% do imóvel. Há duas linhas disponíveis na Caixa Econômica Federal que permitem esse tipo de financiamento.
São elas: a linha do programa do Governo Federal Minha Casa, Minha Vida e a Carta de Crédito FGTS. Em ambos os casos, é possível financiar imóveis cujo valor irá variar de acordo com a região em que está o imóvel, podendo chegar a R$ 130 mil, se estiver localizado nas regiões metropolitanas do Rio e São Paulo, ou no Distrito Federal. Nas demais regiões, o valor máximo do imóvel para este tipo de financiamento é de R$ 80 mil a R$ 100 mil. Em ambas as linhas, o interessado não pode ter outro imóvel.
O prazo máximo de financiamento também varia. Quem quer financiar 100% da casa própria terá até 20 anos para pagar. Quem tiver alguma reserva e financiar 90% do imóvel pode pagar por até 25 anos. Já quem financiar 80% tem até 30 anos para pagar. Os juros vão de 5% a 8,16%, mais TR.
Estes financiamentos estão disponíveis para quem tem renda de um salário mínimo até R$ 4.900,00 (Carta de Crédito FGTS) ou até dez salários mínimos (R$ 4.650,00), no caso do Minha Casa, Minha Vida.
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BSB, 21/5- Para as famílias que têm renda de até seis salários mínimos (R$ 2.790,00), a linha de financiamento Minha Casa, Minha Vida, oferece um desconto que varia de R$ 2.000,00 a R$ 23.000,00.
Quem tem renda de até três salários mínimos (R$ 1.395,00) e deseja ter acesso ao programa do governo deve realizar um cadastro na Prefeitura para conseguir uma casa ou apartamento popular. Na cidade de São Paulo, o site para fazer o cadastramento é o www.cohab.sp.gov.br/demanda. Neste caso, o valor mínimo da prestação será de R$ 50 e de no máximo R$ 139,50 (10% do salário). O prazo para pagar o financiamento é de até 10 anos e o valor máximo dos imóveis é de até R$ 52 mil (em SP).
Quem tiver renda acima de três salários mínimos poderá ter uma prestação com valor de até 20% da renda e prazo de até 30 anos para pagar. Neste caso, terá de procurar um imóvel que permita financiamento com a Caixa Econômica Federal e verificar com o banco se poderá se enquadrar no plano. O imóvel poderá custar até R$ 130 mil (em SP, RJ e Distrito Federal). Clique aqui para obter mais informações sobre o Minha Casa, Minha Vida.
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BSB, 20/5- A edição 2009 do Feirão da Casa Própria, promovido no último fim de semana em Curitiba pela Caixa Econômica Federal, bateu recorde e mais do que dobrou o volume de recursos contratados nos financiamentos imobiliários em relação ao evento do ano passado.
Entre a última sexta-feira e domingo, a feira recebeu aproximadamente 35 mil visitantes, que fecharam 2.420 negócios, totalizando R$ 184 milhões em contratos imobiliários. O volume representa um crescimento de 130% em relação à edição anterior, quando 1.349 negócios movimentaram cerca de R$ 80 milhões.
Os números surpreenderam até mesmo os organizadores do evento, cuja expectativa inicial era contratar R$ 120 milhões. Dos total de negócios, 244 foram efetivados no próprio feirão, 751 foram encaminhados para contratação nas agências da Caixa e outras 522 operações foram fechadas diretamente com as construtoras. Além disso, ocorreram 903 operações diretas.
De acordo com a Caixa Econômica, o valor médio do imóvel negociado no evento foi de R$ 78 mil, sendo que 80% das unidades ficaram na faixa entre R$ 50 mil e R$ 130 mil. Eles foram contratados principalmente com recursos do FGTS e por famílias com renda mensal de até R$ 4,9 mil mensais. O feirão reuniu mais de 11 mil imóveis – 4 mil novos e 7 mil usados – de Curitiba e região metropolitana.
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BSB, 19/5- A Caixa Econômica Federal registrou 1.089 contratações efetivas de empréstimos habitacionais integrantes do programa Minha Casa, Minha Vida ao segmento de Pessoas Físicas (PF) até o início da última semana. Essas operações representam um volume financiado de R$ 48,2 milhões, com subsídio equivalente a R$ 8,2 milhões. A Caixa informa também que mantém 270 projetos sob análise que serão capazes de oferecer 46,8 mil novas moradias. A construção destas residências deverá representar R$ 3,2 bilhões em financiamento. Esses números integram um balanço parcial, com resultados acumulados até o dia dez de maio.
O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady, é mais otimista e afirma que já há projetos sendo avaliados pela Caixa prontos para viabilizar a construção de 55 mil novas e que em quatro meses a oferta do Minha Casa, Minha Vida irá alcançar a marca de pelo menos 300 mil unidades.
A Caixa informou também que foram realizados 159 mil atendimentos telefônicos de pessoas interessadas em obter financiamento por meio do Minha Casa, Minha Vida desde o lançamento do programa. Neste período, a instituição financeira cadastrou 198 mil potenciais clientes, incluindo atendimento nas agências. Um levantamento regional da demanda mostrou que a procura pelo cadastramento foi maior em São Paulo (26,85%), Distrito Federal (24,89%), Sergipe (11,34%), Minas Gerais (5,82%) e Rio de Janeiro (5,80%).
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BSB, 19/5- A operacionalização do Minha Casa, Minha Vida depende da assinatura de termo de adesão ao programa entre estados e municípios e a Caixa. No atendimento à faixa de público de zero a três salários mínimos, essa parceria é imprescindível, pois serão as prefeituras que vão conduzir a seleção dos beneficiados. De acordo com o balanço da Caixa, até o início da última semana, somente 16 estados formalizaram a adesão ao programa. Nas capitais, houve 12 formalizações. No conjunto de municípios, 340 assinaram a parceria.
O balanço mostra que do total de contratações efetivas com pessoas físicas, 211 operações atingiram o público com renda de até três salários mínimos; 684 contratos envolveram a faixa com renda entre três e seis salários mínimos mensais e as 194 operações restantes foram firmadas com famílias que recebem entre seis e dez salários mínimos. Em relação aos empreendimentos já contratados com as construtoras, a posição mais recente da Caixa indica dez projetos, responsáveis por 1.730 unidades habitacionais, em um valor total de projeto de R$ 90,7 bilhões.
O presidente da entidade avalia que "o projeto está indo muito bem". Segundo ele, o Minha Casa, Minha Vida está começando e que não há motivos para exigir um grande volume de programas de novas construções neste período inicial. Além de garantir que projetos responsáveis pela construção de 55 mil novas unidades habitacionais já foram encaminhados à Caixa, o dirigente vai além: "Tenho notícias de mais 150 mil unidades em preparação para os próximos 90 ou 120 dias", afirmou. Segundo o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, o Nossa Caixa, Nossa Vida deverá ter atingido pelo menos atingindo 600 mil unidades a disposição no início de 2010.
O programa Minha Casa, Minha Vida começou em 13 de abril. O pacote de habitação tem R$ 60 bilhões para serem aplicados em três anos. A meta é alcançar a construção de 1 milhão de moradias.
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BSB, 16/5- O programa Minha Casa Minha Vida deve ser, segundo o superintendente regional da Caixa, Válter Nunes, o grande impulsionador do 5º Feirão da Casa Própria da Caixa Econômica Federal. Com um mês de existência, o programa habitacional já tem 198,1 mil famílias cadastradas no Brasil, sendo 26,8% delas no Estado de São Paulo. Ao todo, 340 municípios de 16 Estados. Até hoje, foram fechados 1.089 contratos de venda de imóveis por meio do programa em todo o País, total que inclui imóveis novos e usados, planejados antes do lançamento do programa. Os empreendimentos lançados já com foco no programa são, nos 16 estados participantes, apenas 10. Cinco deles são em São Paulo e contemplam o público com renda familiar entre três e seis salários mínimos. Os dois únicos lançamentos já contratados destinados ao público de famílias com renda mensal até três salários mínimos estão no Estado do Mato Grosso.
O Sindicato representativo das empresas do ramo de habitação, o Secovi, no entanto, vê dificuldades burocráticas para a criação de empreendimentos destinados a esse público. Segundo o diretor do Secovi-SP João César Miranda, os empecilhos são maiores nas áreas de menor renda, geralmente em subúrbios, do que nas áreas centrais mais valorizadas.
Apesar de o Minha Casa, Minha Vida ter completado apenas seu primeiro mês, as contratações de financiamentos realizadas pela Caixa no primeiro quadrimestre de 2009 ultrapassaram o dobro das realizadas nos primeiros quatro meses do ano passado: nesse ano foram 67,6 mil financiamentos fechados no Estado de São Paulo, movimentando 2,9 bilhões, contra 24,8 mil contratos entre janeiro e abril de 2008, que movimentaram 1,3 milhão.
No total do Brasil, foram 96,5 mil financiamentos nos quatro primeiros meses de 2008 e 206,5 mil nesse ano. Em valor negociado, o aumento foi de 104%, passando de R$ 4,7 bilhões para R$ 9,7 bilhões.
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BSB, 16/5- Quem pretende comprar uma das 3 mil unidades retomadas pela Caixa Econômica Federal poderá fazer um “tour virtual” para conhecer onde fica a futura moradia. Essa é uma das novidades da quinta edição do ‘Feirão da Casa Própria’, no Riocentro. Esses imóveis chegam a custar 30% menos do que os preços de mercado, porque a maioria está ocupada. Outra vantagem é que essas unidades também são financiadas pela instituição. Dos imóveis desocupados, o mais barato custa R$ 45 mil. Evento vai até amanhã.
A Caixa desenvolveu um programa — com base no Google Earth, que permite viajar virtualmente para qualquer lugar do planeta. Nesse espaço, o interessado na compra do imóvel tem quatro minutos para conhecer o empreendimento que escolheu na Revista de Imóveis da Caixa. Segundo a instituição, as pessoas usam a ferramenta para checar informações sobre o imóvel, por exemplo, se está mesmo perto da praia, como indicado.
A Caixa atendeu a 1.423 pessoas interessadas nas unidades retomadas e 83 já deram sinal para a compra, no total de R$ 4 milhões. O assistente de instalação Alexsander da Silva, 23 anos, era um dos que aguardavam para ser atendido ontem no setor de imóveis retomados. Ele planeja comprar um apartamento na Taquara de até R$ 60 mil. “Fiz uma simulação, e a minha prestação será de R$ 350. Moro com minha mulher e filha na casa dos meus pais. Quero aproveitar a oportunidade para ter a casa própria”, explicou.
O balanço dos dois dias do evento registrou a visita de mais de 45 mil pessoas, que procuram um dos 292 estandes em busca de informações e ofertas compatíveis com sua capacidade financeira.
No próximo fim de semana, a Caixa vai realizar a primeira feira do estado, em Niterói. Serão oferecidos 17 mil imóveis em Niterói, São Gonçalo, Magé, Itaboraí e Região dos Lagos. O evento será nos dias 23 e 24, no shopping Bay Market.
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BSB, 15/4- Um levantamento da administradora Lello, aponta que o número de imóveis com mais de um herdeiro disponibilizados no mercado de locação cresceu 21% nos últimos cinco anos. Com mais pessoas para receber a parcela do rendimento dos alugueis, a divisão proporcional dos valores pode gerar dúvidas e questionamentos por parte dos herdeiros, que passam a cobrar constantemente a prestação de contas da pessoa nomeada como responsável pela administração dos bens. "Os herdeiros podem acabar em conflito por causa de pequenas desconfianças", afirma Roseli Hernandes, gerente geral da administradora imobiliária.
Para atender a demanda crescente do mercado, a Lello desenvolveu um sistema diferenciado para a administração de imóveis herdados, com acompanhamento jurídico e prestação de contas completa aos clientes, em que cada herdeiro pode monitorar quanto que vai receber. "Amigos, amigos, negócios à parte", brinca Roseli. "A Lello faz a prestação de contas e repassa os valores proporcionais para cada beneficiado. Tudo é feito de forma bastante transparente", diz.
Segundo Roseli, aumentou bastante o número de herdeiros que têm renda proveniente de imóveis. "Há famílias em São Paulo que tem mais de 200 imóveis. Imagina como é fazer a administração dos alugueis de todos eles. Mas ninguém leva vantagem, sob a nossa gestão", explica.
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BSB, 14/5- Prestações baixas, financiamento de até 100%, brindes e até sorteio de um Gol 1.6 são os principais atrativos da quinta edição do ‘Feirão da Casa Própria’, da Caixa Econômica Federal, que começa hoje, no Riocentro. A Secretaria Municipal de Habitação (SMH) vai oferecer 673 unidades prontas nos bairros de Cosmos e Santa Cruz — todas do Programa de Arrendamento Residencial, com prestações de R$ 280. No total, serão 66.160 imóveis novos, usados e na planta, além das 3 mil unidades retomadas pela Caixa de mutuários inadimplentes. Segundo a instituição, 30% dos imóveis estão desocupados e têm preço médio de R$ 90 mil. Para facilitar, a Caixa também vai distribuir cartilha com as ofertas dessas unidades.
A SMH receberá inscrições de interessados em adquirir uma das 1.436 unidades na planta do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, nos bairros de Campo Grande, Realengo e Lins. Interessados devem levar identidade, CPF e comprovantes de renda e residência. O atendimento vai das 10h às 21h, até sábado, das 10h às 18h, no domingo. Informações: www.feiraohabitacaocaixa.com.br ou 0800-726-0101.
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BSB, 12/5- Após criar o carro mais barato do mundo, a empresa indiana Tata Group quer lançar a casa mais barata do mundo. O projeto já foi apelidado de Nano Casa, e será feito na Índia pela Tata Housing, que assim como a Tata Motors, pertence ao grupo. O imóvel deverá custar a partir de 390 mil rúpias, ou cerca de R$ 16 mil. Mas claro, por esse preço, não se pode esperar algo muito grande. O apartamento terá apenas 26 metros quadrados, e consiste em sala, cozinha e quarto conjugados.
Para quem quiser mais espaço, também haverá uma outra opção, de 43 metros quadrados, e com o quarto separado da sala. Esse apartamento deverá custar 670 mil rúpias, ou cerca de R$ 28 mil. A construção será feita na periferia de Mumbai, cidade onde os imóveis são extremamente caros, e competem com os preços cobrados por apartamentos em Nova York.
Para a empresa, o projeto possibilitará que vários indianos possam comprar a casa própria e será uma oportunidade para aqueles que estão na base da pirâmide. Em Mumbai, o empreendimento terá 1.000 residências, além de hospital, escola e playground. O grupo também pretende construir imóveis desse tipo em Nova Déli e Bangalore.
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BSB, 11/5- A Caixa Econômica Federal já trabalha com a possibilidade de ultrapassar o orçamento deste ano na concessão de financiamentos habitacionais, que é de R$ 27 bilhões, informou ontem a superintendente nacional de Habitação do banco, Bernadete Coury. Segundo ela, a expectativa se baseia no ritmo forte de novas contratações de empréstimos imobiliários verificado nos quatro primeiros meses do ano.
De janeiro a abril, informa a Caixa, já foram emprestados R$ 10 bilhões, valor recorde, que supera em 104% o que foi emprestado em igual período do ano passado.
Os R$ 27 bilhões em recursos se compõem de dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), das cadernetas de poupança e da própria Caixa Econômica.
Além disso, a Caixa espera uma ampliação dos negócios na área imobiliária com a realização dos Feirões da Casa Própria em dez cidades brasileiras, de 14 de maio a 21 de junho.
Ela informou que, em 2008, o saldo dos feirões foi a contratação de empréstimos no valor de R$ 4 bilhões, que representaram 39 mil contratos. Para este ano, nos cinco primeiros feirões (Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba e Uberlândia (MG), estarão disponíveis 109 mil imóveis.
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BSB, 11/5- A Caixa Econômica informou que assinou até o momento dez contratos para empreendimentos no setor de construção civil voltados para famílias com renda de até dez salários mínimos (R$ 4,6 mil) por mês, dentro das regras do programa habitacional ´Minha Casa Minha Vida´. A inscrição de candidatos à aquisição de casas pelo programa começou no dia 13 de abril.
A superintendente informou que os dez projetos de empreendimentos já assinados no âmbito do programa estão assim divididos: sete são voltados para o atendimento de famílias com renda de três a seis salários mínimos; dois são destinados a famílias com renda de até três salários; e um visa atender famílias com renda de seis a dez salários. Os empreendimentos serão executados nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.
Juntos, os dez projetos representam 1.730 unidades habitacionais e somam R$ 90,7 milhões em investimentos.
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BSB, 10/5- O programa governamental “Minha Casa, Minha Vida” abre campo para que o setor imobiliário opere no segmento que concentra a maior demanda por moradias: as classes C, D e E.
“Ao subsidiar essas famílias, o governo criou um mercado que, até então, era atendido de forma insuficiente. Na verdade, temos dois grandes nichos: o primeiro, integrado por famílias com renda mensal de até três salários mínimos, as quais contam com amplos subsídios (nessa faixa, o comprador vai pagar R$ 15 mil por uma habitação que vale R$ 50 mil); o segundo, de três a dez salários mínimos, em que os subsídios continuam existindo, aliados a melhores condições de financiamentos. O grande desafio das empresas é atender ao primeiro nicho, com criatividade e pró-atividade”, afirma o presidente do Secovi-SP, João Crestana.
E qual o tamanho desse mercado? O vice-presidente de Comercialização e Marketing, Elbio Fernandez Mera (foto), estima que o segmento de habitações de interesse social permitirá que a indústria imobiliária dobre sua capacidade de faturamento nos próximos anos.
“Até 2016, o mercado econômico (unidades com valor inferior a R$ 150 mil) vai superar tremendamente o mercado tradicional. Com financiamento, os compradores de menor renda vão substituir a construção autogerida pela aquisição de unidades produzidas pelas empresas. Vão trocar a prestação do material de construção pela prestação da casa própria. Além disso, é preciso considerar que, na pirâmide social, 30% da população de classe C têm menos de 20 anos de idade, porcentual que sobe para 41% nas classes D e E. Conhecer a base dessa pirâmide é investir no mercado do presente e do futuro”, garante.
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BSB, 5/5- Depois das dificuldades diante da crise financeira global, o mercado de imóveis usados começa a dar sinais de recuperação. Nem a concorrência do programa 'Minha Casa, Minha Vida', do governo federal, que oferece vantagens em moradias novas e em construção, para famílias com renda até 10 mínimos (R$ 4.650), parece estar atrapalhando.
Dados da Caixa Econômica Federal mostram que, no primeiro trimestre de 2009, foram financiadas 26.842 unidades usadas contra 20.885 no mesmo período do ano passado. São quase 6 mil imóveis a mais, apesar das turbulências.
Segundo Marlei Feliciano, diretor-presidente da Ética Imobiliária, do Grupo Brasil Brokers, o mercado continua aquecido porque a Caixa não restringiu o crédito imobiliário e ainda reduziu as taxas de juros. 'Voltamos aos números de antes da crise. Em março, por exemplo, vendemos mais de 500 imóveis. O nosso tíquete médio é de R$ 185 mil. Do total das vendas, 55% são financiadas', garante Marlei.
Ele informa que o crescimento da Ética no primeiro trimestre foi de 20% se comparado aos três primeiros meses de 2008. De acordo com o executivo, o metro quadrado da unidade avulsa é, em média, 50% mais em conta do que a dos imóveis na planta. 'Além disso, as unidades estão prontas e com benfeitorias, como armários, blindex, aquecedores e janelas', diz Marlei. Outra vantagem para adquirir esses imóveis é que os bancos oferecem as mesmas condições das unidades novas para as usadas.
Na Caixa, o empréstimo pode chegar a 100% do valor do imóvel, mas o pagamento tem que ser feito em até 20 anos. Esse financiamento utiliza recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Marlei também aponta como positiva a ampliação do teto do valor do imóvel, de R$ 350 mil para R$ 500 mil, para aquisição com dinheiro da conta vinculada dos trabalhadores.
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BSB, 3/5- Pesquisa da Ademi-Rio concluiu que, entre os 11,6 mil imóveis lançados em 2008 na cidade do Rio de Janeiro, apenas 262 são de um quarto. Para reforçar a importância do segmento, a entidade reportou-se ao Censo 2008, lembrando que, “em uma década, o número de brasileiros que moram sozinhos quase dobrou, chegando a 6 milhões de pessoas”.
Ao comentar os resultados da pesquisa, texto da matéria do Jornal O Globo (27/04/2009) menciona que “em São Paulo a situação é parecida: foram 34,5 mil lançamentos na capital, mas só 1.540 quartos-e-salas, ou seja, só 4,4%, segundo o Sindicato da Habitação (Secovi-SP)”.
A matéria reforça que a oferta carioca de apartamentos de um quarto é cada vez menor: “hoje, no Rio, de cada cem lançamentos, somente 2,2 são de um quarto”.
Conforme a Ademi/RJ, a Zona Sul e o Centro são as regiões com maior demanda por imóveis com um dormitório. No primeiro caso, a legislação é o empecilho para a oferta, enquanto no centro a questão é a revitalização.
“Nos bairros cariocas onde há maior demanda por imóveis de um quarto, há obstáculos. Na Zona Sul, por causa da legislação, as unidades têm de ter área útil de, ao menos, 60 metros quadrados. E, nessas medidas, cabe perfeitamente um dois-quartos. Seria um imóvel caro para ter um quarto só. No Centro, há a possibilidade de se construir, mas o setor ainda espera a revitalização do bairro”, afirmou ao Jornal O Globo o vice-presidente da Ademi-Rio, Rodrigo Caldas.
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BSB, 1/5- O novo presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, anunciou ontem que a instituição vai aderir ao programa de financiamento habitacional ''''Minha Casa, Minha Vida'''' com aporte inicial de R$ 500 milhões. Segundo ele, os recursos serão da carteira do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e podem, eventualmente, ser reforçados, caso haja necessidade.
Bendine informou que o dinheiro será aplicado em imóveis novos para famílias com renda entre três e dez salários mínimos R$ 1.395 a R$ 4.650. Segundo ele, a instituição estará apta a operar no programa em 60 dias.
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BSB, 1/5- A Caixa Econômica Federal bateu mais um recorde nos financiamentos habitacionais no primeiro trimestre deste ano, quando contratou R$ 7 bilhões para novas moradias – valor 110% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, de acordo com balanço de atividades divulgado hoje (30) pela instituição.
O destaque da linha foram as contratações com recursos da caderneta de poupança, que atingiram R$ 3,9 bilhões no trimestre, com acréscimo de 217,6% em relação a igual período de 2008. Os financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) somaram R$ 2,6 bilhões, ou 50,7% a mais.
No total, foram R$ 6,5 bilhões em financiamentos, R$ 296 milhões em subsídios do FGTS, R$ 541 mil em repasses do Orçamento Geral da União, R$ 56 milhões em arrendamentos e R$ 144 milhões em consórcios.
Os recordes das contratações no setor habitacional estão relacionados a investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No total, foram R$ 44 bilhões em 4.705 projetos contratados: 3.418 operações em moradias, no valor de R$ 12,5 bilhões; 1.243 contratos em saneamento, no total de R$ 17,2 bilhões; e 44 projetos de infraestrutura que somaram R$ 14,6 bilhões.
De acordo com a direção da Caixa, também houve boa evolução na concessão de crédito, no início do ano, apesar da crise financeira. As contratações e repasses no primeiro trimestre somaram R$ 29,9 bilhões, com expansão de 60,6% na comparação trimestral.
O saldo total das operações de crédito da Caixa atingiu R$ 89,2 bilhões, dos quais R$ 33,4 bilhões realizados no crédito comercial. O segmento de pessoa física (famílias) foi responsável por R$ 15,8 bilhões (36,2% maior que no primeiro trimestre de 2008) e as contratações para pessoa jurídica (empresas) registrou R$ 17,6 bilhões (crescimento de 16,4% na mesma base de comparação).
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BSB, 1/5- A Caixa Econômica Federal, o governo e a prefeitura de São Paulo assinaram ontem, (30/4), a adesão ao programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Serão liberados R$ 350 milhões por meio de empréstimo da Caixa à Companhia de Desenvolvimento Urbano e Habitacional do Estado.
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM-SP), ressaltou a importância do programa, mas ponderou que são necessárias outras medidas para resolver os problemas habitacionais da capital. "A iniciativa é muito importante para a cidade de São Paulo, porém as soluções habitacionais pedem ainda outras ações, tendo em vista a complexidade da cidade e ausência de áreas livres."
Os recursos são destinados à construção de casas para a realocação de 13.508 pessoas que hoje vivem dentro da Reserva Ambiental de Guarapiranga.
O programa está dividido em seis sub-projetos que devem ser implementados nas cidades de São Paulo, Cubatão, Santos, Guarulhos e São Vicente.
O vice-presidente de Governo da Caixa, Jorge Hereda, disse que todos os estados e capitais já manifestaram intenção de aderir ao programa.
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BSB, 1/5- O governo do Estado de São Paulo lançou ontem o Programa Vila Dignidade que prevê a construção de pequenas vilas voltadas aos maiores de 60 anos com renda de até 2 mínimos.
"Trata-se de uma iniciativa piloto. Se der certo, a gente vai multiplicar porque em São Paulo tem perto de 4,2 milhões de pessoas acima de 60 e uma parte delas tem problemas de isolamento e renda", disse o governador José Serra.
A Secretaria Estadual de Habitação investirá inicialmente R$ 10 milhões na construção das primeiras 120 unidades. Os municípios contemplados nessa primeira fase serão Avaré, São José do Rio Preto, Cubatão, Santos, Caraguatatuba, Ribeirão Preto e Itapeva.
O programa é uma ação conjunta das secretarias da Habitação, de Assistência e Desenvolvimento Social, de Economia e Planejamento, da Cultura, da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo, do Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo, em parceria com as prefeituras paulistas.
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BSB, 30/4- A Caixa Econômica Federal planeja homologar novos sistemas de análise de risco de crédito de pessoas físicas para dar maior agilidade ao processo de aprovação de crédito habitacional. Em apresentação durante o Seminário "Tendências do Mercado Imobiliário", realizado pelo Secovi-SP em 28 de abril, André Marinho de Souza Filho, gerente nacional do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) da Caixa Econômica Federal, afirmou que o banco estuda a incorporação de novas ferramentas de análise de crédito, elaboradoras e apresentadas à Caixa por construtoras e imobiliárias especializadas, aos processos internos da instituição.
"Estamos conhecendo esses sistemas e planejamos experimentá-los por um tempo para depois homologá-los, permitindo que a análise de risco da carteira de clientes das construtoras, quando chegue à Caixa, já tenha passado por toda essa análise, mais completa", explica Marinho. Esses novos sistemas incluíram métodos mais sofisticados de análise de risco, como inclusão de aspectos comportamentais e informações sobre hábitos de pagamento de compromissos contratados, em adição às consagradas consultas ao Serasa ou SPC (Serviço de Proteção ao Crédito).
Quanto tempo essa medida, se de fato efetivada, poderá otimizar a aprovação de crédito, Marinho ainda não sabe. "Ainda estamos estudando os sistemas", diz, "mas ela deve facilitar, ainda mais, o alcance da meta de 15 dias estabelecida pelo Plano para aprovação", diz.
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BSB 29/4- A presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho, informou que até a última quinta-feira, 221 projetos de obras já tinham sido apresentados ao banco para o programa Minha Casa, Minha Vida. De acordo com Maria Fernanda, número de projetos garante a construção de 43 mil casas. Maria Fernanda prevê que entre oito e doze meses as primeiras casas começarão a ser entregues.
As propostas são um parceria entre construtoras, estados e municípios. Segundo a presidente da Caixa, a idéia do programa é "criar uma situação de política permanente para resolver o problema do déficit habitacional."
Foram assinados 200 termos de adesão de estados e municípios ao programa. A presidente da instituição também informou que este mês já foram feitas 14 milhões de simulações de financiamento para o programa no site da Caixa.
De acordo com ela, as pessoas podem evitar filas, buscando informações pelo número 0800-7260101, nas agências da caixa e no portal www.caixa.gov.br.
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28/4- O crédito imobiliário é umas das linhas que mais crescem entre as pessoas físicas. Em termos anuais, a expansão é de 40,2%, quase o dobro dos 20,9% de avanço registrado nas modalidades para o consumo entre março deste ano e o mesmo mês do ano anterior, de acordo com dados do Banco Central.
Por outro lado, a redução no ritmo de novos lançamentos por parte das incorporadoras resultou em uma queda de quase 40% nas concessões mensais para essas companhias nos últimos meses do ano. Em janeiro e fevereiro, essa desaceleração da atividade das empresas de construção civil se acentuou e a demanda, que atingiu R$ 2,2 bilhões em agosto do ano passado, foi a pouco mais de R$ 700 milhões em fevereiro, recuo de 68%.
As características da construção civil explicam esse comportamento. A decisão de compra de um imóvel demora entre seis e oito meses. Mesmo a crise que se apresentava não fez com que a maior parte dos consumidores desistisse da compra já programada.
Por conta disso, a demanda dos mutuários teve desempenho positivo mesmo no auge das turbulências, mas pode influenciar negativamente nos próximos meses. Entre novembro e dezembro, o volume de concessões mensais dentro do sistema financeiro da habitação se manteve acima de R$ 1,2 bilhão para aquisição de unidades novas e usadas, praticamente no mesmo patamar dos meses anteriores ao aperto de crédito.
O ritmo se manteve, mas boa parte dessa estabilidade se deve ao apetite da Caixa Econômica Federal. Segundo dados do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP), a participação dos bancos privados, que chegou a oscilar entre 10% e 15% do total das vendas na capital paulista, caiu para 5% em janeiro e recuou para 2,8% em fevereiro. Enquanto isso, a Caixa continuou respondendo por quase 30% do mercado- as vendas à vista atingiram mais de 60%.
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BSB, 25/4- Reunir executivos do mercado imobiliário para discutir o investimento nos segmentos de baixa e média renda é a proposta da conferência que a IBC (International Business Communications) promove em São Paulo, nos dias 28 e 29 de abril.
Participam do encontro representantes do Sinduscon-RJ, Itaplan, Cyrela Brazil, Cohab/SP, Caixa Econômica Federal, Rodobens, Gismarket e Bairro Novo Empreendimentos Imobiliários, entre outros.
Na abertura do evento, o diretor geral da Cyrela São Paulo, Ubiratan Freitas, debate as perspectivas e tendências para os próximos anos, o que se pode esperar do segmento de baixa e média renda, como as empresas tem trabalhado este nicho de mercado e o seu desempenho nas diferentes regiões do país.
Logo depois, o presidente do Sinduscon-RJ, Roberto Kauffmann, analisa as características que definem o segmento: classificação sócio-econômica, valor do imóvel para este público, hábitos e costumes relevantes para a área de marketing e produtos que podem ser desenvolvidos para o segmento.
A manhã do primeiro dia da conferência termina com a apresentação do diretor presidente da Cohab/SP, Ricardo Pereira Leite, que aborda o controle de custos e a gestão de estoques de imóveis.
Entre os outros temas que também serão debatidos no encontro estão a atuação dos bancos no financiamento dos imóveis, com uma palestra da Superintendência Nacional da Habitação da Caixa Econômica Federal, o planejamento de uma construtora para entrar no segmento, metodologias de construção, estratégias de aquisição de terrenos, estudos de viabilidade técnica e avaliação de riscos em empreendimentos.
Local: Hotel Pergamon - Rua Frei Caneca, 80 - São Paulo/SP
Informações e inscrições: (11) 3017-6808 ou ibc@ibcbrasil.com.br
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BSB, 24/4- Com o lançamento do programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida, o simulador de financiamento da Caixa Econômica Federal bateu recorde entre os dias 14 e 15 de abril, com mais de 1 milhão de acessos em cada dia.
Em março e início de abril, a média diária era de 295 mil simulações. No dia 14 deste mês, o número de simulações disparou para 1.140.061, e no dia 15 ocorreram 1.144.733 simulações.
O simulador para pessoas jurídicas também bateu recorde. No último dia 15, foram registradas 1.031 simulações, sendo que, antes do lançamento do programa, a média diária era de 372 simulações.
Com esses resultados, o simulador da Caixa fechou março com 8.908.616 acessos, acumulando até agora mais de 61 milhões de simulações desde seu lançamento, em julho de 2008.
Entre as famílias que podem participar do programa do governo, apenas aquelas com renda entre três e dez salários mínimos podem fazer a simulação, já que elas podem procurar diretamente a Caixa ou as construtoras.
Para quem estiver nessa faixa de renda, as regras de financiamento não mudam. A Caixa, inclusive, orienta os interessados em aderir ao programa a procurar os lançamentos de imóveis diretamente nas construtoras.
Nesse caso, os candidatos não podem ter financiamento ativo pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação) nem ser proprietários, cessionários ou promitentes compradores ou titulares de direito de aquisição de outro imóvel residencial urbano ou rural, situado no atual local de domicílio.
Famílias com renda inferior a três salários mínimos podem se cadastrar nas prefeituras das cidades onde moram. Elas não devem ter casa própria ou financiamento de imóvel ativo nem ser beneficiárias de programa habitacional social do governo.
Com todos os critérios atendidos e cadastro feito, o candidato terá de apresentar documentação pessoal ao agente financeiro e a assinatura do contrato será feita na entrega do imóvel.
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BSB, 24/4- O crédito habitacional cresceu 0,6% em março deste ano, quando comparado ao valor registrado no mesmo período de 2008. Enquanto em março do ano passado, essa modalidade representava 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB), no mesmo mês de 2009, o percentual chegou a 2,3%.
Na comparação com o mês anterior (fevereiro), o crescimento do volume do crédito habitacional foi de 2,5% e, em 12 meses, a alta foi de 40,2%. O volume em março chegou a R$ 64,137 bilhões. Esses dados referem-se às operações com recursos direcionados, que são aquelas feitas com taxas ou recursos pré-estabelecidos em normas governamentais, destinadas basicamente aos setores rural, habitacional e de infraestrutura.
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BSB, 21/4- A prefeitura do Rio de Janeiro firmou termo de adesão do município ao programa Minha Casa, Minha Vida, lançado pelo governo federal com o objetivo de construir 1 milhão de moradias. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, a meta é construir 100 mil moradias no município durante os próximos quatro anos. As obras serão subsidiadas, terão menores prazos no licenciamento, isenção de impostos, análise de crédito e seguro para famílias com renda de até três salários mínimos - faixa que concentra 90,9% do déficit habitacional no país.
Na última quarta-feira (15), a prefeitura de Queimados, na Baixada Fluminense, assinou o termo de adesão ao programa. No município, serão financiadas casas populares com prestações a partir de R$ 50 para quem recebe até três salários mínimos (R$ 1.395,00).
O programa Minha Casa, Minha Vida dará prioridade às cidades com mais de 100 mil habitantes. O valor do imóvel, segundo informações da Caixa Econômica Federal, parceira do governo federal no empreendimento, vai variar de acordo com o porte do município.
O investimento total estimado para o programa é de R$ 60 bilhões, sendo R$ 34 bilhões em subsídios, o que deverá gerar cerca de 800 mil empregos este ano.
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BSB, 21/4- A ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, assinou hoje o primeiro contrato do país firmado nos moldes do plano habitacional Minha Casa, Minha Vida com a ASA Incorporadora, braço da AGRA Incorporadora para o segmento econômico. A validação ocorreu com a presença do presidente da AGRA, Luiz Roberto Horst, do diretor da ASA André Sampaio e do superintendente da Caixa Econômica Federal, Marcelo Bomfim, na Federação das Indústrias de Minas Gerais, em Belo Horizonte.
Nos próximos 60 dias, a incorporadora deve validar R$ 120 milhões em contratos com a Caixa. Serão 2 mil unidades distribuídas pelos estados de Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Rio Grande do Sul. Cada unidade habitacional vai custar entre R$ 55 mil e R$ 80 mil. Para tornar o processo mais ágil e dar fôlego ao programa, a Caixa já começa a assinar os empreendimentos imobiliários. Neste cenário, a ASA Incorporadora sai na frente e a presença da ministra ratifica a importância desse primeiro contrato. Parceira da Caixa há mais de 20 anos, a ASA já tem os produtos formatados para esse público em regiões com histórico de carência habitacional. Desde sua criação, na década de 80, a companhia entregou 10 mil unidades seguindo os moldes do governo.
De acordo com nota da MVL, foi justamente essa expertise que chamou a atenção de Paulo Simão, da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Ao lado da CBIC e do Sindicato da Construção Civil, a ASA contribuiu para dar os primeiros passos do que se transformou no pacote governamental Minha Casa, Minha Vida. Um dos fatores que mais chamou atenção dos executivos das empresas em relação ao novo pacote é a agilidade na análise do contrato - que estipula um prazo máximo de 45 dias pela Caixa e pela prefeitura. Aproveitando este cenário favorável, a incorporadora prevê formatar, nos mesmos moldes, mais R$ 500 milhões de contratos nos próximos dois anos.
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BSB, 19/4- Quem tem acima de 50 anos terá que financiar a moradia em um prazo inferior a 30 anos. Isso porque as regras da Caixa Econômica Federal, responsável pela operação do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, só permite acesso ao financiamento aquele cuja a soma da idade com o prazo de quitação do empréstimo não ultrapasse 80 anos. Para um mutuário de 65 anos, o prazo máximo de contrato será de 15 anos. Portanto, se a renda familiar for de até R$ 1.395, não haverá alteração porque o prazo de pagamento é de 10 anos.
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BSB,19/4- Trabalhadores com renda entre três e 10 salários mínimos (R$ 1.395 a R$ 4.650) que não quiserem esperar a construção de unidades do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ já podem procurar empreendimentos que receberam habite-se a partir do dia 26 de março. Nesse caso, os imóveis têm que custar até R$ 130 mil. O pagamento pode ser em até 30 anos e comprometimento de renda não pode ultrapassar 30%. Os juros variam de 5% a 8,16% ao ano mais TR (Taxa Referencial). Segundo a superintendente regional da Caixa Econômica Federal, Nelma Tavares, a instituição vai priorizar os projetos focados no programa.
“Temos mais de 20 mil unidades em análise que se enquadram no pacote. Sem falar nas que estão prontas e podem ser financiadas de imediato”, explica Nelma. Ela lembra que as famílias com renda acima de três salários (R$ 1.395) podem procurar os estandes das construtoras ou a Caixa para soliciar seu financiamento.
Desde que o programa entrou em vigor no dia 13 que o simulador da Caixa registrou mais de 1 milhão de simulações em apenas um dia. São 430 mil acessos diariamente.
De acordo com a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, os empresários da construção civil estão apostando no programa e já procuram terrenos, principalmente na área central. Para o diretor da Basimóvel, Alexandre Fonseca, o segmento de unidades até R$ 130 mil vai crescer por conta dos incentivos do governo e porque há uma demanda reprimida: “O desafio das grandes construtoras, acostumadas com produtos de luxo, será levantar unidades populares”.
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BSB, 17/4- A inscrição para a casa própria no programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ poderá ser feita por meio de cadastro único no Rio. A proposta foi discutida ontem, na Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), entre empresários e os secretários de Habitação Leonardo Picciani (estado) e Jorge Bittar (município). A ideia é unir inscrições de prefeituras, fundos de pensão, movimentos sociais e militares. O funcionalismo estadual também será beneficiado com notificações nos contracheques sobre lançamentos de imóveis do programa.
O cadastro único vai guiar as construtoras sobre os perfis dos candidatos e os bairros mais procurados para receber os empreendimentos. Pelo programa, a inscrição beneficiaria famílias com renda de até três mínimos (R$ 1.395). Agora, o objetivo é ampliar para até 10 salários mínimos (R$ 4.650).
Dos 103.635 cadastrados no sistema da Casa Própria da Secretaria Estadual da Habitação, 32.328 são servidores. O presidente do Sinduscon-Rio (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado), Roberto Kauffmann, disse que a divulgação dos lançamentos para população seria feita pela Prefeitura do Rio e pelo estado.
O governo federal definiu que as unidades no Rio para famílias com renda até R$ 1.395 terão os valores de R$ 51 mil (apartamentos) e R$ 47 mil (casas). Empreendimentos desse porte terão administrador e assistente social para mediar a convivência entre os moradores e evitar a favelização do condomínio.
O PAR (Programa de Arrendamento Residencial) deverá ser absorvido pelo pacote, que garante propriedade imediata. No PAR, o preço da unidade é de no máximo R$ 48 mil, mas os compradores só se tornam donos depois de 15 anos.
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BSB, 16/4- Aqueles que se inscreverem no programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, na Secretaria Municipal de Habitação, poderão já ter o crédito pré-aprovado. O cadastro vai analisar a capacidade de pagamento, quanto deverá ser financiado, o valor da parcela e o subsídio concedido. Segundo o secretário Jorge Bittar, o cadastro será qualificado para liberação imediata do empréstimo. Serão criados serviço de telemarketing para atualização do banco de dados e 15 novos postos de atendimento na cidade.
A Prefeitura do Rio vai enviar para votação projeto de lei que flexibiliza a legislação das construções de moradias populares do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, do governo federal. Se for aprovado, imóveis no Centro e nas zonas Norte e Oeste poderão ser construídos sem apartamento para zelador, sem vagas para carros e com número de pavimentos maior que o previsto na lei em vigor.
Também deverão ser votados projetos de perdão da dívida do IPTU e isenções de ITBI e ISS.
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BSB, 15/4- Quartos minúsculos para aluguel - alguns medem menos de 2 m² - têm se popularizado no Japão. Antes usados apenas para um pernoite, eles se tornaram, por causa da crise, abrigo temporário para uma classe de pessoas pobres que cresce nas grandes cidades japonesas.
Este mercado, dirigido em sua maioria a estudantes ou trabalhadores temporários solteiros, aumentou e vem atraindo investimentos de empresas no ramo. Quitinetes de até 15 m² foram divididas em diversos quartos, que são alugados por curto período de tempo. Banheiro e cozinha são de uso coletivo. A diária varia de US$ 9 a US$ 30, dependendo do tamanho do quarto e dos serviços oferecidos.
Se o aluguel for mensal, o hóspede desembolsa no mínimo US$ 270. Os pequenos quartos são a alternativa mais barata para sair das ruas.
"Com a chegada da crise, no final do ano passado, registramos uma ocupação de até 95% dos nossos apartamentos", comemora Koji Kawamata, 25 anos, gerente geral da Tsukasa Urban Development, que oferece quartos com um computador e acesso a internet para procura de emprego, batizados pela empresa de "net rooms".
A Tsukasa tem hoje cerca de 2,8 mil quartos disponíveis para aluguel em Tóquio, a maioria com cerca de 3 m².
Diferente dos famosos hotéis cápsulas e dos internet cafés, que também permitem um pernoite e são baratos, os microquartos garantem ao usuário um pouco mais de conforto - apesar do espaço ser suficiente apenas para um adulto se deitar.
Segundo as empresas que alugam quartos temporários, a maioria dos clientes é do sexo masculino e está na faixa etária dos 30 aos 60 anos. Do final de 2008 para cá, muitos desempregados que recebem o seguro desemprego passaram a usar o serviço.
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BSB, 15/4 - A classe média tem a oportunidade de adquirir imóvel com juros abaixo dos tradicionais 12% ao ano, além da atualização pela TR (Taxa Referencial de Juros). Os bancos estão oferecendo condições entre 8,66% e 11% ao ano para imóveis de preço mais alto, acima de R$ 120 mil, pelo Sistema Financeiro de Habitação. Mesmo quem já tem casa ou apartamento pode adquirir outro imóvel com essas taxas.
A elevação de R$ 350 mil para R$ 500 mil do valor do imóvel financiado pelo Sistema Financeiro de Habitação, que utiliza recursos captados pela caderneta de poupança, acabou beneficiando quem planeja comprar um imóvel acima de R$ 350 mil, porque as taxas em torno de 9% e 11% também foram estendidas para a habitação de até R$ 500 mil. Para quem for comprar o primeiro imóvel, onde mora ou trabalha, ainda será possível usar o saldo da sua conta do FGTS.
O trabalhador de classe média inscrito no FGTS há mais de três anos (mesmo que não sejam seguidos) ainda tem direito a uma linha de crédito especial da Caixa Econômica Federal, com taxas de juros de 8,66% ao ano, para comprar imóvel de até R$ 500 mil. O percentual financiado pode chegar a 80% do preço do apartamento ou casa. Mas essa é uma linha com orçamento do FGTS — por isso, sujeita a disponibilidade de recursos nas agências.
Além disso, o imóvel tem que ser para moradia própria e o comprador não pode ter outro na cidade onde reside nem financiamento do SFH em qualquer município. Elaine do Bomfim, pedagoga, decidiu trocar seu apartamento, em Olaria, por um maior, em Del Castilho.
Não são apenas as taxas de juros divulgadas pelos bancos que são cobradas dos mutuários sobre o valor emprestado. Ao fazer pesquisa, o cliente deve verificar o Custo Efetivo Total (CET), que é de fato quanto ele paga de encargos. Na prestação, vem com as parcelas do seguro de vida do mutuário e de danos no imóvel, e a taxa mensal de administração.
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BSB, 15/4- Em mais uma boa notícia para o mercado, o governo federal resolveu incluir no programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ os imóveis que estão prontos e que receberam o habite-se — documento que atesta que o prédio foi construído seguindo as exigências estabelecidas pela prefeitura para a aprovação de projetos — a partir do fim março. Antes, a ideia era beneficiar somente as unidades na planta, principal geradoras de emprego e renda. Segundo o ministro das Cidades, Marcio Fortes, essa é uma forma de estimular todo o mercado imobiliário.
A maioria das grandes construtoras já se prepara para participar do programa. A diferença é que a Caixa vai aprovar os projetos mais rapidamente e enquadrar as famílias na taxa de juros mais baixa: Por isso, é que os interessados, com renda superior a R$ 1.395, podem procurar direto os estandes de empresas que se encaixam no perfil do programa.
Os servidores federais também podem participar do ‘Minha Casa, Minha Vida’. É preciso comparar a faixa de renda para ver se é mais vantajoso aderir ao pacote ou optar pelo financiamento exclusivo para a categoria. Banco do Brasil e Caixa são responsáveis por essas linhas. A Caixa tem juros a partir de 8,4% ao ano mais TR (Taxa Referencial). O desconto das prestações pode ser direto no contracheque.
No programa do governo, também há descontos para famílias com renda até seis salários mínimos (R$ 2.790). O bônus máximo é de R$ 23 mil (para renda de até R$ 1.395) e o mínimo de R$ 2 mil (renda de até R$ 2.790). Se o imóvel custar R$ 50 mil, com o desconto de R$ 23 mil, o empréstimo será de apenas R$ 27 mil.
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BSB, 13/4- Os interessados na compra de uma moradia pelo Programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, do governo federal para gerar empregos e contornar os efeitos da crise econômica mundial, já podem fazer seus financiamentos a partir de hoje em todo o País. Aqueles que preferirem se antecipar, podem consultar as condições de financiamento do programa — que traz condições especiais para quem tem rendimentos de 3 a 10 salários mínimos — no site da Caixa Econômica Federal. (www.caixa.gov.br).
Acessando o site, basta entrar no link ‘habitação’ para que o mutuário tenha informações sobre o programa. Clicando na opção ‘simulador’ é possível saber o valor das mensalidades. Dependendo da faixa de renda é possível conseguir crédito para um imóvel de até R$ 130 mil. O primeiro passo é acessar o site da Caixa Econômica Federal: www.caixa.gov.br.
O interessado em comprar um imóvel novo deve entrar no link habitação, onde terá dicas para escolher o imóvel, como usar o saldo do FGTS no financiamento. Poderá ainda entrar na cartilha que explica, entre outros itens, quem pode ser beneficiado com o programa, quais os valores e o tempo máximo do financiamento.
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BSB, 13/4- o Simulador é o local em que o interessado pode colocar o valor do imóvel pretendido e dados pessoais, como a renda mensal e data de nascimento. Após preencher essas informações, o interessado deve clicar em ‘avançar’. Outra tela aparecerá e o usuário deve entrar na primeira opção ‘Carta de Crédito FGTS, Minha Casa Minha Vida’. O programa calculará o número de prestações e o valor da entrada, entre outros itens. Para verificar o valor das parcelas, basta clicar em CET.Planilha.
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BSB, 13/4- No caso de um imóvel de R$ 30 mil,
o interessado em comprar um imóvel desse valor e que tenha renda de R$1.500, tem o subsídio do governo de R$21.420. Ou seja, terá que pagar R$8.580 em 300 meses. A parcela inicial será de R$64,35.
No caso de um imóvel de R$50 mil,
uma família com renda mensal bruta de R$ 1.600 teria o subsídio do governo federal no valor de
R$ 19.915 na compra de um imóvel no valor de R$ 50 mil. O restante do valor da unidade (R$ 30.085) seria financiado em 300 prestações mensais. Na primeira prestação, o mutuário teria que pagar R$ 225.63. Na última, o valor seria de R$ 100,70. Na opção calculada, o mutuário de 32 anos não ofereceu entrada. Para essa compra, a cota máxima de financiamento é de 90% do valor de avaliação do imóvel.
Para a compra de um imóvel no valor de R$99 mil,
com uma renda mensal de R$ 2.700, o interessado poderá comprar um imóvel deste valor em 300 meses, com as prestações iniciais em R$ 797.
Já na compra de um imóvel com valor de R$115 mil,
com renda de R$ 4.000 mensais é possível comprar um imóvel residencial de R$ 115mil em 360 meses. Sem entrada, a parcela inicial será de R$ 1.123,10. A última prestação terá o valor de R$ 343,27.
E, finalmente, na aquisição de uma casa de R$130 mil,
uma pessoa com renda de R$ 4.600 pagaria um imóvel no valor máximo do financiamento do programa em 360 meses. Sem entrada, a primeira parcela será de R$1.266,77.
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BSB, 12/4- A Prefeitura do Rio está preparando um pacote para estimular a construção e a compra de imóveis populares na cidade. Entre as medidas, estão a isenção ou o desconto de 50% em tributos como o Imposto sobre Serviços (ISS) durante a obra e o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para os moradores por um tempo determinado, mas ainda não estabelecido. O programa deve ser anunciado no próximo dia 17.
Segundo o secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias, os critérios de escolha dos empreendimentos que receberão as vantagens fiscais serão definidos pela Secretaria de Habitação, conforme o perfil do empreendimento, o valor e as prestações do imóvel.
Outra medida do pacote tem o objetivo de agilizar a liberação de construções de novos imóveis que se enquadrem no programa "Minha casa, minha vida", do governo federal, cujo valor máximo tem que ser de R$ 130 mil. A prefeitura terá até 20 dias para dar seu parecer.
Os recursos do "Minha casa, minha vida" são para quem apresentar primeiro seus projetos - disse Sérgio Dias. A meta do município é construir cem mil unidades.
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BSB, 11/4- O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, acredita que até a próxima segunda-feira (13/4) os entraves ao acesso à linha de crédito para capital de giro da Caixa Econômica Federal sejam revogados. Na mesma data, deverá ser implantado todo o sistema de regulamentação para concessão de crédito dentro do programa Minha Casa, Minha Vida.
"Houve um avanço nas negociações e as novas regras da linha devem sair na próxima semana, descomplicando a questão das garantias", afirmou Simão, ao falar da questão do crédito para capital de giro. A informação foi dada pelo presidente da CBIC ao sair da reunião do Grupo Anticrise (GAC), no Ministério da Fazenda. A linha especial de capital de giro da Caixa foi anunciada em novembro do ano passado e conta com um saldo de R$ 3 bilhões. No entanto, apenas R$ 50 milhões foram liberados até março.
Durante a reunião com a equipe econômica do governo, a CBIC fez uma projeção de contratar cerca de 650 mil unidades habitacionais dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, até junho de 2010, com uma possibilidade de geração de mais de 600 mil empregos diretos. "O objetivo do setor não é construir apenas 1 milhão de casas, é reduzir drasticamente o déficit habitacional", destacou Simão em entrevista à imprensa.
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BSB, 10/4- Se o problema for crédito, o setor imobiliário deve começar a comemorar desde agora. Não vão faltar linhas de financiamento em 2009, mesmo com a crise econômica mundial. É o que preveem especialistas no setor. Jaime Pessoas Chinganças, superintendente de crédito imobiliário do banco HSBC, e João Crestana, presidente do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), debateram o assunto durante o Nordeste Invest 2009.
A avaliação é de que 2009 começou com uma parada no ritmo das construtoras de lançar novas unidades, mas elas seguem levantando os empreendimentos lançados nos anos de 2007 e 2008. O que está com fôlego neste ano é o crédito para unidades prontas. "Em fevereiro o financiamento para unidades prontas cresceu 36%. As construtoras realmente precisam parar, mas o mercado de unidades prontas continua forte e, nesses dois meses, até mais aquecido do que em 2008", analisa Jaime.
O banco está aumentando o número de pessoal diretamente ligado ao financiamento imobiliário, segundo o superintendente. E isso seria uma postura atual em toda a rede bancária que atua com o crédito imobiliário. Jaime explica que é uma estratégia bancária de lucrar a longo prazo, de forma sólida. Antes, a grande margem de lucro dos bancos vinha do cheque especial, o que acabou nos últimos anos por uma mudança no pensamento das próprias pessoas de querer pagar menos juros. "Eu posso dizer que, com essa visão, todos os bancos querem investir no mercado imobiliário porque garante esse retorno. Os juros tendem a cair, o dinheiro tende a ficar mais barato", conclui.
O lançamento do plano de habitação do Governo Federal "Minha Casa, Minha Vida" também anima o setor. "Acho que nosso mercadinho de classe média para cima vai continuar e acho que vamos ter um novo mercado, que é o grande mercado brasileiro, o da classe de renda menos favorecida. Acredito que 2009 deva ter um crescimento igual ao de 2006", avalia João Crestana.
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BSB, 9/4 - A Prefeitura do Rio encaminhou a Brasília uma lista com 271 terrenos que poderão ser usados para a construção de 100 mil moradias populares dentro do programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal. A maioria das propriedades é privada, mas existem bens do INSS, da antiga Rede Ferroviária Federal, das Forças Armadas e da Secretaria de Patrimônio da União.
A escolha levou em consideração pontos urbanizados — beneficiados com redes de saneamento, transporte, coleta de lixo e segurança — sem restrição a locais próximos a favelas. Entre essas áreas, estão os bairros do Centro e os eixos viários da Avenida Brasil e do futuro corredor T5 (que fará a ligação da Barra da Tijuca à Penha com ônibus expressos).
No próximo dia 17, a prefeitura vai anunciar série de medidas de incentivo à construção e aquisição de casas populares. Entre as ações, está decreto que vai facilitar a implantação de projetos imobiliários com valor de até R$ 130 mil.
Entre as medidas que a Prefeitura do Rio vai anunciar, está o perdão da dívida de IPTU para imóveis de interesse social, como os localizados na região do Cais do Porto e em galpões abandonados na Avenida Brasil.
De acordo com o secretário de Urbanismo, Sérgio Dias, outra novidade é a isenção de ISS (Imposto Sobre Serviços) para empresas investirem em construção para quem recebe até seis salários mínimos (R$ 2.790) e de ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) para o futuro morador. Esses tributos serão reduzidos em 50%, se a margem a ser considerada for quem ganha de seis a 10 mínimos (R$ 4.650). O ITBI representa hoje 2% do valor do imóvel.
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BSB, 9/4 - No dia em que o presidente do Banco do Brasil, Antonio Francisco de Lima Neto, foi afastado do cargo devido à cobrança de altos juros, o banco divulgou que fará parte do programa habitacional ‘Minha Casa, Minha Vida’, do governo federal, que tem meta de construir de 1 milhão de moradias até 2010. A troca no comando do BB traz a nova estratégia de ação da instituição financeira, com foco também na baixa renda.O BB vai liberar recursos para construtoras interessadas nos projetos habitacionais para as camadas mais pobres da população, sem abandonar a classe média.
O banco passará a conceder financiamento para famílias com renda de 3 a 10 salários mínimos (R$ 1.395 a R$ 4.650), faixa salarial abaixo da qual costumava operar (acima dos R$ 2.500). Nesse caso, serão usados R$ 500 milhões do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Os juros no programa também serão menores: variam de 5% a 8,16% ao ano mais TR (Taxa Referencial). Atualmente, são de 8,9%. O prazo de pagamento é de até 30 anos. Os mutuários poderão financiar 100% do valor do imóvel, limitado a R$ 130 mil.
O BB também divulgou que ampliou de 20 para 25 anos o prazo de financiamento fora do pacote habitacional. Outra mudança foi no valor do imóvel a ser financiado, que subiu de 80% para 90%. Mas a instituição ressalta que a renda do mutuário é que vai definir a aplicação das novas condições. A taxa de juros é de 8,9% ao ano mais TR.
Os trabalhadores poderão comprar também unidades de até R$ 500 mil e usar o FGTS. O financiamento do Banco do Brasil também foi modificado, subindo de R$ 245 mil para R$ 400 mil. Para isso, os contratos precisam ser assinados pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação).
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BSB, 8/4- O pacote habitacional anunciado pelo governo aumentou as chances de quem quer sair do aluguel. Famílias que ganham até dez salários mínimos por mês vão ser beneficiadas com subsídios e uma linha de crédito a juros baixos. O programa 'Minha Casa, Minha Vida', anunciado na quarta-feira (1) pelo governo federal, pretende construir até um milhão de moradias nos próximos anos. A parcela mínima para quem recebe até três salários mínimos será de R$ 50,00.
Do total de um milhão de moradias, 400 mil serão destinadas para quem tem renda até três salários mínimos. Outras 200 mil para quem recebe entre três e quatro salários mínimos. Cem mil para quem tem renda entre quatro e cinco salários mínimos. Outras 100 mil para quem recebe entre cinco e seis salários mínimos. As 200 mil restantes são para população que recebe entre seis e dez salários mínimos.
Para a faixa da população com menor renda (entre zero e três salários mínimos), a prestação das moradias não pode exceder 10% da renda do proprietário. O financiamento, neste caso, é de dez anos. O mutuário não poderá pagar uma parcela inferior a R$ 50,00.
Para quem recebe entre três e cinco salários mínimos, os financiamentos serão reajustados com taxas de juros de 5% ao ano. Para aqueles que têm renda entre cinco e seis salários mínimos, os juros serão de 6% ao ano.
O valor máximo do imóvel nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal para habitações dessa faixa de renda será de R$ 130 mil. Em municípios acima de 500 mil habitantes, demais capitais e seus municípios limítrofes (vizinhos) o financiamento não pode ultrapassar R$ 100 mil. Nos demais municípios brasileiros, o valor máximo do imóvel deve ser de R$ 80 mil.
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BSB, 7/4- A Caixa Econômica Federal vai criar uma estrutura interna específica para agilizar a execução das obras do programa Minha Casa Minha Vida, o qual prevê a construção de 1 milhão de moradias, informou o ministro das Cidades, Marcio Fortes de Almeida. O governo quer acelerar o trabalho de execução das obras, embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tenha estabelecido prazo para a conclusão do projeto habitacional. O ministro reforçou que o governo quer encurtar de 33 meses para 11 meses o prazo médio da entrega das chaves aos mutuários. Na prática, o governo trabalha para entregar as casas ainda no governo Lula.
Segundo o ministro, a instituição financeira pública criou um grupo de trabalho específico para tocar o projeto. E assim reforçar o quadro funcional já existente que atende às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
“A Caixa Econômica começou a desenvolver um grupo específico para tratar do assunto, dar agilidade e responder dentro dos prazos fixados” disse o ministro.
O ministro das Cidades disse que a Caixa trabalha com prazo estreito, de até 30 dias, para analisar e aprovar os projetos que serão recebidos de construtoras ou estados e municípios a partir do dia 13 deste mês.
Tal prazo foi estabelecido pela Casa Civil para os interessados encaminharem seus projetos a instituição pública. Dessa forma, a expectativa do governo é que as obras comecem a ser executadas a partir do próximo mês.
Ele não quis citar números. Porém informou que já existem vários projetos de moradias encaminhados a Caixa por estados e municípios para serem analisados pelos técnicos da instituição.
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BSB, 5/4- A Receita Federal estima que deixará de arrecadar cerca de R$ 338 milhões com a redução nos tributos cobrados das construtoras e com desconto no Imposto de Renda dos cartórios de imóveis que investirem em informatização. As duas medidas fazem parte do pacote habitacional lançado na semana passada e foram oficializadas hoje, com a publicação da Medida Provisória 460 no Diário Oficial da União.
Embora o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, não tenha se comprometido com prazos para construir 1 milhão de moradias, a MP 460 dá um horizonte para a execução do programa. A tributação mais baixa vigora até 31 de dezembro de 2013.
As construtoras, que recolhiam uma alíquota única de 7% de sua receita mensal para quitar tributos federais dentro do chamado Regime Especial de Tributação (RET), passarão a pagar 6%. Segundo a Receita, essa redução vale para todo tipo de empreendimento imobiliário.
Se o imóvel tiver valor comercial de até R$ 60 mil e fizer parte do programa Minha Casa, Minha Vida, a alíquota será de 1%. A renúncia fiscal decorrente da desoneração das construtoras é estimada em R$ 238 milhões até o final de 2013.
De acordo com cálculos da CBIC, até o final de 2010 será recolhido R$ 1,82 milhão em contribuições previdenciárias nos empreendimentos destinados à população com renda de até três salários mínimos. No mesmo período, a renúncia fiscal estimada é de R$ 960 mil para esse segmento.
A MP também prevê incentivos fiscais para cartórios que investirem em informatização, pois reduzir o tempo e o custo da burocracia é uma das prioridades do pacote habitacional. Até 2013, os investimentos na aquisição de equipamentos e programas de informática dos serviços de registro de imóveis poderão ser deduzidos do Imposto de Renda. Estima-se que esse benefício reduzirá os recolhimentos tributários em cerca de R$ 100 milhões.
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BSB,4/4- A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou ontem que o Executivo deixou claro a prioridade dos recursos previstos no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida para municípios com mais de 50 mil habitantes. Deputados federais, inclusive da base aliada, já preparam modificações no projeto com o objetivo dos recursos atenderem, também, municípios com menos de 50 mil habitantes.
"A lei é clara, ela prioriza os municípios com populações acima de 100 mil habitantes mas não é exclusivo. Ou seja, nós contemplamos municípios acima de 50 mil habitantes", afirmou.
Dilma Rousseff lembrou que já existem recursos orçamentários previstos para a construção de habitações populares em pequenos municípios. "Tem R$ 1 bilhão para municípios pequenos sob a forma de Orçamento Geral da União, que são projetos até R$ 10 milhões. Tem R$ 1 bilhão dos R$ 16 bilhões do nosso programa [Minha Casa, Minha Vida] que é para trabalhador rural e, portanto, para município pequeno", afirmou.
A ministra considera natural a movimentação dos parlamentares uma vez que o projeto chegou recentemente ao Congresso e existem "muitas coisas a serem ainda esclarecidas". Ela lembrou que foram mantidas na Caixa Econômica Federal (CEF) as linhas de créditos já existentes como para compra de imóveis usados para trabalhadores com renda familiar acima de 10 salários mínimos.
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BSB, 2/4- O Banco do Brasil criou estímulos adicionais para a linha de crédito que financia material de construção e designou R$ 400 milhões de recursos próprios, neste ano, para os clientes que queiram fazer reformas em casa. A informação é do gerente executivo da diretoria de Varejo do BB, Mário Casasanta.
Segundo ele, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na aquisição de material de construção e o pacote habitacional lançado pelo governo federal, na semana passada, foram determinantes para a decisão do BB no sentido de revigorar a linha de crédito que já financiou R$ 2,4 bilhões desde 2004.
Casasanta disse que a principal alteração, já em vigor desde ontem é o aumento do prazo de carência, que passou de dois meses para seis meses. Com isso, o cliente só precisa pagar a primeira parcela do financiamento 180 dias depois de fazer a compra. 'Assim, o cliente ganha mais fôlego para pagar o crédito obtido', disse Casasanta.
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BSB, 1/4- O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmOU que o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a ampliação de R$ 350 mil para R$ 500 mil do valor dos imóveis que poderão ser financiados com saldo do mutuário no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). "Isso vai permitir um uso maior do FGTS", afirmou o ministro.
Ele anunciou ainda a criação, pelo CMN, de uma linha de financiamento de infraestrutura para a implantação dos conjuntos habitacionais, dentro do programa "Minha Casa, Minha Vida", que pretende construir 1 milhão de moradias no País.
Além disso, o CMN aprovou nesta quinta a elevação de R$ 245 mil para R$ 450 mil o valor máximo dos financiamentos imobiliários que podem ser feitos dentro das regras do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Essa medida complementa a elevação do teto máximo de imóvel de R$ 350 mil para R$ 500 mil que pode ser adquirido com saldo da conta vinculada no FGTS.
Segundo documento divulgado nesta quinta sobre os votos aprovados pelo CMN, o conselho também autorizou que todas as instituições financeiras passem a operar no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) e estabeleceu critério para a remuneração do vendedor do imóvel pelo mesmo índice de remuneração da poupança.
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BSB, 30/3- O plano habitacional Minha Casa, Minha Vida estabelece em R$ 130 mil o valor máximo do imóvel a ser comprado por famílias com renda entre três e seis salários mínimos. Esse valor se refere a moradias em regiões metropolitanas em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Em municípios com mais de 500 mil habitantes e demais capitais e seus municípios limítrofes, o valor cai para R$ 100 mil. Nos demais municípios, o limite é de R$ 80 mil.
O plano prevê um aporte de R$ 34 bilhões para a construção de 1 milhão de casas. O maior volume, 400 mil, será destinado para famílias com renda de até três salários mínimos.
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BSB, 29/3- O programa habitacional a ser lançado neste mês pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevê prestações mensais de R$ 15 a R$ 20 mensais para famílias com renda de até três salários mínimos (R$ 1.395) por mês, segundo informações do Estado de S. Paulo. O governo deve subsidiar quase integralmente a compra de casa própria para mutuários de baixa renda.
O plano ainda prevê que o comprador da residência só comece a pagar as prestações quando estiver morando no imóvel.
Ainda de acordo com o jornal, os subsídios de quase 100% atingirão apenas os mais carentes, apesar de o programa ser destinado a famílias que ganham até dez salários mínimos (R$ 4.650)
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BSB, 29/3- O ministro das Cidades, Marcio Fortes, rebateu as críticas de alguns setores da sociedade de que as casas do plano habitacional do governo, anunciado na ultima quarta-feira, seriam construídas em locais de pouca infra-estrutura. Fortes disse que o plano prevê R$ 5 bilhões para a construção de ligações entre a infra-estrutura das cidades e os novos conjuntos habitacionais.
"Meu lar tem de ter toda a infra-estrutura. Tem de ter água, esgoto, luz, posto de saúde próximo, escola, a infra-estrutura de pavimentação, todo o link (ligações) tem de ser feito. Não é só dentro do conjunto que vai haver essa infra-estrutura. O link com a infra-estrutura das cidades também vai ser possibilitado", disse em visita a uma feira de construção, em São Paulo.
Na quinta-feira, em nota, o presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, Marcos Túlio de Melo, levantou dúvidas sobre o projeto do governo.
"Casa popular não pode ser sinônimo de desrespeito ao cidadão, nem um local onde as famílias se amontoam. É preciso dar qualidade de vida à população e isso vai além de casas, alcança o transporte público, a rede de saúde, o acesso ao comércio direto como padarias e farmácias. Quanto mais distantes da infra-estrutura de centros urbanos, mais longe de uma qualidade de vida melhor".
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BSB, 26/3- O presidente Lula finalmente lançou ontem o programa para a construção de um milhão de casas. Com subsídios pesados da União e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) que, somados, chegam a R$ 28 bilhões, o pacote habitacional tem a pretensão de reduzir, em 14%, o déficit habitacional do país de 7,2 milhões de moradias até 2011. Sem recursos em caixa para arcar com todo o custo, o governo precisou buscar dinheiro no FGTS. Para subsidiar os compradores, o aporte do Tesouro é maior — R$ 20,5 bilhões contra R$ 7,5 bilhões do FGTS. Mas, no financiamento, todo o dinheiro virá do patrimônio dos trabalhadores. O orçamento do fundo deste ano para a habitação mais que dobrou, passando para R$ 19 bilhões. Até 2011, serão R$ 57 bilhões.
O pacote habitacional foi desenhado para ser implementado até 2011 mas, preocupado com possíveis atrasos por conta da regularização fundiária, licença ambiental e de alocação de terrenos disponíveis para a construção das casas, o presidente Lula disse que não se comprometia com nenhuma data.
O lançamento foi feito pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ela explicou que o eixo todo do pacote partiu da necessidade de compatibilizar a prestação com a capacidade de pagamento das famílias. Dilma destacou o aporte de recursos subsidiados pelo Tesouro e o FGTS, mas deixou de lado os financiamentos, a cargo exclusivo do Fundo de Garantia, para as famílias com renda entre três e dez salários mínimos. Nos dados distribuídos pelo Palácio do Planalto só constam os subsídios de R$ 28 bilhões, sendo R$ 20,5 bilhões a cargo da União. A esses recursos o governo somou outros R$ 6 bilhões, sendo R$ 5 bilhões de financiamento à infraestrutura e mais R$ 1 bilhão de financiamento à cadeira produtiva, a cargo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No total, segundo Dilma, R$ 34 bilhões.
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BSB, 25/3- O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, informou que o Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) aprovou a destinação de R$ 4 bilhões do fundo para o plano de habitação do governo federal em 2009. No total, o conselho aprovou R$ 12 bilhões para o plano. A idéia é que os R$ 8 bilhões remanescentes sejam liberados em 2010.
Os recursos serão utilizados para financiar a compra de imóveis por famílias com renda superior a três salários mínimos. Para as famílias com renda mensal de zero a três salários mínimos, a compra será totalmente subsidiada com recursos do Tesouro Nacional.
Lupi descartou a possibilidade de que esses repasses abalem a saúde financeira do FGTS. "O FGTS tem saúde financeira forte e continuará com essa saúde financeira forte", disse.
Os R$ 4 bilhões aprovados para o plano representam um aumento de R$ 2,4 bilhões em relação ao valor que o FGTS já tinha aprovado para subsidiar habitação este ano.
Ele afirmou que, de acordo com estimativa da Fundação Getulio Vargas (FGV), o pacote habitacional deve gerar cerca de 532 mil empregos e crescimento adicional de 0,7 ponto percentual no Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas produzidas no País.
O governo federal deve exigir das construtoras que os trabalhadores da construção civil responsáveis por erguer as casas populares sejam necessariamente registrados em carteira e não possam ser subcontratados por empresas terceirizadas.
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BSB, 23/3- O presidente Luiz Inácio Lula Silva confirmou que o pacote de habitação para construir um milhão de casas para famílias com renda até dez salários mínimos (R$ 4.650) será anunciado na próxima quarta-feira, dia 25. As medidas foram discutidas entre a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e representantes dos trabalhadores. O governo definiu, segundo os sindicalistas, o valor da prestação das moradias para famílias com renda até três salários mínimos (R$ 1.395) em R$ 50. Ainda de acordo com eles, a prestação para as famílias com renda entre três e seis salários mínimos (R$ 2.790) será R$ 100. Para aquelas que recebem entre seis e dez salários mínimos, R$ 150.
O valor inicial ficou bem acima dos R$ 20 que Dilma Rousseff chegou a anunciar. Os sindicalistas aproveitaram a oportunidade para sugerir que as empresas beneficiadas com dinheiro público para a execução das obras apresentem contrapartidas sociais. A principal delas é que as contratações sejam feitas de forma direta e com carteira assinada. “Nos manifestamos contrários à mão de obra terceirizada. Não há necessidade de as empresas subcontratarem outras empresas porque essa é uma estratégia adotada para não haver vínculo com os trabalhadores, visando exclusivamente à redução de custos”, disse o secretário-geral da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Canindé Pegado.
Ele acrescentou que a Dilma planeja um “teto máximo médio” para o custo da obra, de R$ 60 mil, para as famílias com renda superior a cinco salários mínimos (R$ 2.325). Já está acertado que o trabalhador passará a pagar a casa apenas depois de se mudar para ela, para evitar o duplo pagamento, de aluguel e prestação.
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BSB, 23/3- A ministra comunicou ainda que será "zero" o custo do seguro de vida para o financiamento de quem ganha até cinco salários. De cinco a dez, o valor cobrado será de 1,5% a 6% ou 6,5%, dependendo do salário. Para quem ficar desempregado, o Fundo Garantidor, bancado pelo Tesouro, cobrirá integralmente as prestações de quem ganha até três salários mínimos. O trabalhador que ganhar acima desse valor e perder o emprego poderá ficar 24 meses pagando apenas 5% da prestação – os 95% restantes serão transferidos para o final do contrato.
Outra proposta apresentada pelos representantes das entidades sindicais foi o vínculo da propriedade à família. A intenção é que o imóvel não sirva a propósitos especulativos. Foi apresentada sugestão de que essa residência seja um bem da família para que isso não seja transacionado. Os sindicalistas também pediram que o tempo de construção caia de 33 meses para 11 meses. “Além de diminuir o tempo, isso diminuiria os custos dela”, disse Canindé.
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BSB, 23/3- Os representantes dos trabalhadores também disseram que a ministra admitiu dificuldades para atingir a meta inicial do governo de construir um milhão de moradias até 2010. “A ministra disse que pode não sair até 2010 (a construção de todas as moradias previstas). Sabemos que sempre há problemas de licenciamento ou burocráticos. Há decisão política de fazer um milhão de casas até 2010, mas a burocracia pode atrapalhar”, contou Valdemar Pires de Oliveira, da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Ao anunciar a data da divulgação do pacote, o presidente Lula disse que a indústria da construção civil brasileira, que passou 50 anos reclamando, vai ter um milhão de casas para construir.
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BSB, 23/3- A Caixa Econômica Federal, conhecida como o banco da habitação, atinge nova marca no financiamento à casa própria. Somente nos 10 primeiros dias de março, a instituição assinou mais de 28 mil contratos, o que corresponde a mais de R$ 1 bilhão. Somando os três primeiros meses de 2009, o valor passa de R$ 5 bilhões. O anúncio foi feito nesta semana pela presidente da instituição, Maria Fernanda Ramos Coelho, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no Senado Federal.
Os números representam uma média diária de 2,8 mil contratos, cerca de 14 mil por semana. Neste período, os financiamentos representam a construção de um município do porte de Diamantina, em Minas Gerais, que tem hoje 44 mil habitantes. No ano, o investimento equivale a erguer uma cidade como Feira de Santana, na Bahia, e Belford Roxo, no Rio de Janeiro.
Em seu discurso na CAE, a presidente destacou também a importância da discussão sobre o seguro habitacional. “Tivemos redução significativa neste valor. Acreditamos que esse serviço é uma garantia ao cidadão e proporciona tranquilidade para a família”, defende a executiva.
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BSB, 23/3- O governo estuda mudar a forma de correção dos financiamentos imobiliários feitos com recursos originários da poupança. A ideia em estudo na equipe econômica é substituir o formato de TR mais 12% ao ano, no máximo, que vale hoje no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), para um modelo em que o financiamento tenha taxa de juros como um porcentual da Selic (taxa básica de juros), adicionado de um spread (margem de lucro) a ser cobrado dos mutuários pelos bancos.
A possível mudança vem na esteira dos estudos para se reduzir a rentabilidade da poupança, que voltou à cena do debate econômico em função da trajetória acelerada de queda na Selic. O governo teme que em breve, quando os juros básicos caírem para o patamar de um dígito e os fundos de renda fixa perderem rentabilidade, a remuneração fixa da caderneta - TR mais 0,5% ao mês - provoque uma migração de recursos de fundos de investimento para a poupança, prejudicando a rolagem da dívida pública.
Como uma mudança na poupança vai reduzir o rendimento dessa modalidade de aplicação, o custo de captação dos bancos para emprestar dinheiro à casa própria também cai. E se cai o custo de captação, é natural que se busque encontrar um meio de o juro final desses financiamentos fazer um movimento na mesma direção.
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BSB, 23/3- No debate sobre a remuneração da poupança, a proposta que tem mais simpatia na área técnica do governo é a que substitui o modelo TR mais 6% por uma taxa que seja uma proporção da Selic, possivelmente dentro de uma banda a ser definida pelo governo. Assim, os financiamentos também teriam o custo vinculado a um porcentual da Selic, mais o spread a ser recebido pelos bancos.
A ideia em estudo deixaria a TR de fora dos financiamentos imobiliários, mas o indexador não seria extinto. Continuaria por exemplo remunerando as contas do FGTS e poderia continuar sendo usado nos financiamentos imobiliários, já que a proposta em estudo é de deixar a nova fórmula como uma opção para o cliente decidir, ou seja, seria facultativa.
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BSB, 22/3- O programa habitacional Um milhão de Casas, que o governo federal pretende lançar na próxima semana, está focado na lógica da inclusão social e do enfrentamento da crise externa, que é a criação de empregos. A afirmação foi feita neste sábado (21/03), no Rio de Janeiro, pela ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff, durante seminário promovido pelo PT.
O programa garante população de zero a dez salários mínimos o acesso moradia. Só começa a pagar a prestação quando tiver a chave na mão, sublinhou Dilma. A medida visa a impedir que haja acúmulo do pagamento da prestação com o do aluguel.
Para a população de zero a três mínimos, vai haver um subsídio próximo do integral. A ministra assegurou, contudo, que não vamos dar casa de graça. A prestação mínima será de R$ 50. Dilma afirmou que para cobrir o custo de uma casa de 40 metros quadrados é papel do Estado dar a garantia desse subsídio.
Acima de três mínimos até seis salários haverá um subsídio parcial. O trabalhador não poderá comprometer mais de 20% da renda na prestação. Quem recebe menos, vai pagar uma prestação menor, explicou a ministra. De seis a dez salários, haverá uma política de estímulo.
Dilma disse que o programa vai criar muitos empregos não só na construção civil, mas em toda a cadeia de fornecedores. O governo vai colocar o foco onde ele deve estar, que é a garantia de acesso da população de baixa renda casa própria. A idéia do governo, relatou a ministra, é transformar o combate crise em oportunidade de o país sair da crise melhor do que entrou.
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BSB, 22/3- Caso seja concedida desoneração total de ICMS, PIS e Cofins na cadeia de construção civil para as empresas que resolverem investir na construção de 1 milhão de residências populares, projeto prometido pelo governo federal, o preço de cada casa poderia ser reduzido em 16%.
O cálculo é do escritório Tauil & Chequer Advogados, feito com base em imóveis de R$ 54 mil, ICMS de 18% e PIS/Cofins de 9,25%. "Trata-se de uma redução significativa porque, nessa hipótese, os tributos indiretos representariam 27,25% do custo com material de construção", diz Ivan Tauil, sócio do escritório.
A queda no preço leva em conta ainda uma margem de 9,5% para o construtor. Segundo ele, esse tipo de empreendimento tem margem de 8%. "Isso tornaria o investimento mais atrativo, já que esse tipo de obra costuma trazer baixo retorno e risco alto."
Tauil acredita que os Estados não terão grandes perdas se houver desoneração de ICMS no projeto. A arrecadação dos governos estaduais, diz ele, está fortemente centrada em preços administrados, como combustíveis, energia elétrica e telecomunicações, além de alguns setores industriais.
Ontem a Receita Federal divulgou sua projeção de renúncia fiscal para 2009. O órgão estima em R$ 138 bilhões a perda de arrecadação do governo federal em 2009 com desonerações tributárias. O montante é cerca de 20% da receita total de 2008 e é superior aos R$ 97 bilhões das desonerações do ano passado. Essa previsão de queda na arrecadação ainda não inclui, porém, possíveis cortes de impostos que virão no pacote para construção de 1 milhão de moradias populares.
Para 2009, o coordenador de Estudos da Receita, Marcelo Lettieri, aponta que serão R$ 102 bilhões em redução direta de impostos, com um adicional de R$ 18 bilhões em descontos nas contribuições previdenciárias. E somente as medidas anticrise vão diminuir a arrecadação global em outros R$ 18 bilhões.
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BSB, 21/3- Representantes de seis entidades sindicais se reuniram com ministros para conhecer detalhes do plano de habitação a ser lançado pelo governo até o final de março. Os sindicalistas aproveitaram a oportunidade para sugerir que as empresas beneficiadas com dinheiro público para a execução das obras apresentem contrapartidas sociais. A principal delas é que as contratações sejam feitas de forma direta e com carteira assinada.
Segundo o representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Valdemar Pires de Oliveira, o governo fará tudo para que não tenha uma obra com trabalhadores sem carteira assinada”.
O governo definiu, segundo os sindicalistas, o valor da prestação das moradias para famílias com renda de até três salários mínimos. “Ao que parece será de R$ 50”, disse Canindé.
Os sindicalistas informaram que, até o momento, o governo trabalha com a expectativa de que a prestação para as famílias com renda entre três e seis salários mínimos seja de R$ 100. Para aquelas que recebem entre seis e dez salários mínimos, seria de R$ 150.
Canindé acrescentou que o governo planeja um “teto máximo médio” para o custo da obra, que seria de R$ 60 mil para as famílias com renda superior a cinco salários mínimos.
Os representantes sugeriram também incluir, nas moradias, um sistema de aquecimento solar para água. “Isso inclusive baixaria o custo da energia para as famílias”, disse Antônio Neto.
Os sindicalistas afirmaram que a construção das casas não será concluída necessariamente até 2010, como tem sido divulgado pelo governo. “O horizonte é cumprir 1 milhão de casas, mas não necessariamente até 2010”, afirmou o representante da CGTB.
Outra proposta apresentada pelos representantes das entidades sindicais foi o vínculo da propriedade à família. A intenção é que o imóvel não sirva a propósitos especulativos. “Foi apresentada uma sugestão de que essa residência seja um bem da família para que isso não seja transacionado”, disse Antônio Neto.
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BSB, 17/3- O mercado paulista de locação residencial manteve a tendência de alta, segundo o o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). De acordo com levantamento, houve um aumento de 0,8% em fevereiro no volumie de imóveis alugados em relação a janeiro. Nos últimos 12 meses, a alta acumulada chega a 12,44%. A elevação do valor médio de aluguel foi superior à variação do IGP-M, de 7,86%, no mesmo período.
Unidades com 1 dormitório tiveram acréscimos em torno de 0,5%, em relação aos aluguéis de janeiro. Neste mês, a maior elevação nos valores de locação foi para moradias de 2 e 3 dormitórios: 0,9%.
Quanto à garantia da locação, o fiador continua a ser a principal modalidade adotada, com praticamente metade dos contratos de locação (49,5%), segundo dados fornecidos pelas empresas que colaboraram na realização da pesquisa. O depósito ou caução em dinheiro foi a garantia usada em cerca de 32% dos imóveis locados, seguido pelo seguro-fiança, com 18,5% das moradias alugadas.
O melhor ritmo médio de escoamento foi verificado no segmento de casas e sobrados, cujas unidades, em fevereiro de 2009, demoraram, em média, de 10 a 27 dias para serem locadas. Apartamentos demoraram um pouco mais: entre 17 e 34 dias. Por outro lado, o Índice de Velocidade de Locação (IVL) - que mede o número médio de dias que um imóvel vago demora para ser alugado - dos apartamentos variou entre 11 e 29 dias.
Os dados da pesquisa são apresentados conforme intervalo de valores por metro quadrado, por número de dormitórios e por estado de conservação. Por exemplo, um imóvel de três quartos na zona Norte, em bom estado, teria o valor do aluguel por metro quadrado entre R$ 10,82 e R$ 11,09. Assim, nessa região, para uma unidade de 90 metros quadrados o valor da locação ficaria R$ 974,00 e R$ 998,00.
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BSB, 16/3 - A contratação de financiamento imobiliário por agentes do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que opera com recursos das cadernetas de poupança, somou R$ 1,9 bilhão em janeiro, um avanço de 17,45% em relação a dezembro. A cifra atendeu a compra e aquisição de 18 mil unidades, o que representa um crescimento de 3,85% na passagem de dezembro para janeiro. Os dados foram divulgados hoje pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
Em janeiro de 2008, o SBPE havia financiado 17 mil imóveis com cerca de R$ 1,6 bilhão.
Nos últimos 12 meses, o número de unidades financiadas superou 300,3 mil (contra 299,7 mil, em dezembro) e o volume de recursos avançou de R$ 30 bilhões para R$ 30,3 bilhões.
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BSB, 15/3- Mutuários acima de 40 anos não vão pagar o seguro de vida na compra do imóvel financiado no novo pacote habitacional. O encargo, que representa 37% do valor da prestação, é obrigatório nos contratos assinados pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação). O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também reafirmou que, para os que pagam aluguel, a parcela da moradia só será cobrada a partir da entrega das chaves. A equipe técnica do governo estuda parcelas entre R$ 15 e R$ 20 no período de construção das unidades — consideradas simbólicas, para que as famílias com renda até três salários mínimos (R$ 1.395) possam pagar o aluguel e a casa nova, ao mesmo tempo.
Segundo o advogado especializado em Direito Imobiliário Sérgio Sender, a isenção do seguro elimina parte do custo da operação, mas aumenta o risco. “A prestação ficará mais barata, mas, se o titular do financiamento morrer, o herdeiro terá que bancar integralmente as parcelas. Se não assumi-las, vai correr o risco de perder o imóvel”, explica. Para Sender, mutuários de contratos antigos não terão direito ao novo modelo, por já haver um ato jurídico perfeito.
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BSB, 15-3 Pela legislação atual, o seguro se confunde com o contrato e é calculado de acordo com a faixa etária. O de vida pode variar de R$ 30 a R$ 150, para um financiamento de R$ 100 mil, segundo cálculos do Núcleo de Seguros da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC). O de dano físico ao imóvel representa um terço do seguro de vida.
Os valores são embutidos na parcela do financiamento e pagos mensalmente. Para o presidente do Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo), José Geraldo Tardin, essa não é a solução para o déficit imobiliário no País: “A abordagem não é simplória. O seguro tem que continuar como obrigatório, mas tem que ser aberto, sem a prática atual do esquema de venda casada. O governo deveria estimular a concorrência no seguro habitacional”.
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BSB, 14/3- O mercado paulista de locação residencial manteve a tendência de alta, segundo o o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). De acordo com levantamento, houve um aumento de 0,8% em fevereiro no volume de imóveis alugados em relação a janeiro. Nos últimos 12 meses, a alta acumulada chega a 12,44%. A elevação do valor médio de aluguel foi superior à variação do IGP-M, de 7,86%, no mesmo período.
Unidades com 1 dormitório tiveram acréscimos em torno de 0,5%, em relação aos aluguéis de janeiro. Neste mês, a maior elevação nos valores de locação foi para moradias de 2 e 3 dormitórios: 0,9%.
Quanto à garantia da locação, o fiador continua a ser a principal modalidade adotada, com praticamente metade dos contratos de locação (49,5%), segundo dados fornecidos pelas empresas que colaboraram na realização da pesquisa. O depósito ou caução em dinheiro foi a garantia usada em cerca de 32% dos imóveis locados, seguido pelo seguro-fiança, com 18,5% das moradias alugadas.
O melhor ritmo médio de escoamento foi verificado no segmento de casas e sobrados, cujas unidades, em fevereiro de 2009, demoraram, em média, de 10 a 27 dias para serem locadas. Apartamentos demoraram um pouco mais: entre 17 e 34 dias. Por outro lado, o Índice de Velocidade de Locação (IVL) - que mede o número médio de dias que um imóvel vago demora para ser alugado - dos apartamentos variou entre 11 e 29 dias.
Os dados da pesquisa são apresentados conforme intervalo de valores por metro quadrado, por número de dormitórios e por estado de conservação. Por exemplo, um imóvel de três quartos na zona Norte, em bom estado, teria o valor do aluguel por metro quadrado entre R$ 10,82 e R$ 11,09. Assim, nessa região, para uma unidade de 90 metros quadrados o valor da locação ficaria R$ 974,00 e R$ 998,00.
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BSB, 13/3- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou hoje (12) duas medidas do plano habitacional do governo que prevê a construção de um milhão de casas populares.
Uma delas é a isenção da cobrança do seguro de vida sobre o valor da prestação da casa própria.
De acordo com ele, atualmente, um mutuário de até 40 anos de idade paga seguro de vida de 10% do valor da prestação, percentual que pode chegar a 37%. “Vamos acabar com isso”, disse.
Para os que pagam aluguel, o valor integral da prestação do novo móvel só será cobrado após a entrega das chaves.
Antes disso, segundo o presidente, será cobrada apenas a taxa simbólica de R$ 20 a R$ 30. Lula classificou o novo pacote como “o mais ousado e corajoso programa habitacional do país”.
O presidente disse que o programa será lançado em, no máximo, 10 dias. Ele adiantou as medidas em discurso durante a entrega de 2,4 mil escrituras a moradores de um bairro da capital de Rondônia, Porto Velho.
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BSB, 10/3- Estados e municípios ficarão responsáveis pela escolha dos terrenos que serão disponibilizados para a construção de casas e pelo cadastro dos beneficiários do plano habitacional que o governo federal está elaborando para pessoas de baixa renda. Cada prestação do financiamento concedido às famílias beneficiadas, cuja renda não poderá ser superior a três salários mínimos, será de cerca R$ 20,.
Existe, também, a possibilidade de redução ou isenção de impostos na compra do material de construção para as casas, além da isenção de ICMS o material de construção para as casas populares. Ele disse que alertou a ministra Dilma para a necessidade de tomar medidas que reduzam a burocracia no processo, porque, sem isso, o programa correrá o risco de não sair do papel. Outro ponto é a redução de taxas que estão embutidas nos valores das prestações do financiamento habitacional, como o seguro de vida para quem faz o contrato
A redução de custas de cartório também está em discussão. Os recursos do programa serão geridos pelo governo e as obras, executadas pela iniciativa privada, que apresentará projetos para construção das moradias.
O plano de habitação será direcionado a pessoas de baixa renda, e a meta do governo é construir 1 milhão de casas até 2010. A expectativa é de que o conjunto de medidas seja anunciado ainda neste mês.
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BSB, 9/3- O governo federal anunciou que o novo programa de habitaçãol prevê casas sem custos para as famílias mais carentes. "Quem não puder pagar nada não pagará nada. Mas haverá um esforço para todo mundo contribuir, nem que seja simbolicamente, com a prestação'', disse a ministra Dilma Roussef.
A ministra antecipou dois detalhes do "bolsa habitação'': serão dois padrões de casa, sendo um modelo popular, para quem ganha até três salários (R$ 1.395) e um superior, para quem tem renda de até R$ 4.650. O valor máximo do imóvel será de R$ 130 mil. Dilma explicou ainda que as prestações serão de até 20% da renda. Assim, quem ganha dez salários mínimos pagará, no máximo, R$ 930 de prestação. O financiamento será de 20 anos.
O programa do governo federal não se limita aos subsídios que vão assegurar prestações simbólicas. As famílias na faixa até dez salários mínimos contarão com o Fundo Garantidor, que terá cerca de R$ 500 milhões do Tesouro e vai bancar prestações dos mutuários que ficarem desempregados.
Os mutuários com renda até três salários mínimos poderão suspender o pagamento das prestações por até 36 meses, mas terão de quitá-las ao final do contrato. Para a faixa de até cinco salários, o Fundo honrará até 24 meses; para o grupo até dez mínimos, 12 meses.
Foi a forma que o governo encontrou para encorajar os bancos a financiar profissionais autônomos, com dificuldade de comprovar renda.
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BSB, 8/3- O valor máximo do imóvel que poderá ser adquirido com o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) do mutuário será elevado dos atuais R$ 350 mil para R$ 600 mil. A informação foi dada nessa sexta-feira pela assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda. Ela confirmou também que o valor do pacote da habitação é de R$ 70 bilhões, volume suficiente para construir 1 2 milhão de novas moradias. Esses recursos não sairão integralmente dos cofres públicos. Boa parte refere-se a financiamentos, que serão pagos pelos adquirentes dos imóveis.
Ainda não está totalmente certo, mas o pacote poderá conter outra vantagem: o saldo do FGTS poderá ser usado mensalmente para pagar prestações da casa própria. Atualmente, os recursos só podem ser utilizados de dois em dois anos, para reduzir o valor das prestações ou abater no saldo devedor.
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BSB, 8/3- Há mais uma "bondade" em estudo para facilitar a compra da casa própria pelas famílias de renda mais elevada. Nos imóveis financiados pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), a parcela financiada aumentará dos atuais 80% para 90%. Ou seja, o valor da entrada a ser paga à vista ficará menor. Os imóveis que se enquadram no SBPE são aqueles de valor mais elevado.
Embora o foco do pacote habitacional do governo sejam as famílias com renda de até 10 salários mínimos (R$ 4.650), há agrados para todas as faixas de renda. A classe média terá mais chances de comprar a casa própria sem ter de pagar entrada. Os imóveis construídos com recursos do FGTS, que hoje são financiados em 80%, passarão a ser financiados na sua totalidade.
Enquadram-se nessa categoria as moradias avaliadas em até R$ 130 mil (se estiverem nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro ou Distrito Federal), R$ 100 mil (nos municípios de até 500 mil habitantes) ou R$ 80 mil (nas demais regiões). Podem comprar imóveis financiados pelo FGTS as famílias com renda de até R$ 3,9 mil mensais (ou R$ 4,9 mil, se morarem em São Paulo, Rio de Janeiro ou Distrito Federal). Hoje, há linhas do FGTS que financiam 100% do valor do imóvel. No entanto, o prazo de pagamento é relativamente curto: 20 anos. Nos contratos de 30 anos, a parcela financiada é 80%. É essa parcela que os técnicos querem elevar para 100%.
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BSB, 7/3 - Quem comprar uma casa pelas regras do plano de habitação que será lançado pelo governo nos próximos dias só começará a pagar as prestações depois que estiver morando no imóvel. Até que a chave seja entregue, será paga apenas uma taxa simbólica. As informações são do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Ele só vai começar a pagar a prestação quando entrar na casa, porque uma pessoa que trabalha e ganha dois salários mínimos e paga aluguel não pode pagar aluguel e prestação da casa ao mesmo tempo. Então, ele pagará uma taxa simbólica até receber a chave. Quando receber a chave e deixar o aluguel, vai pagar a prestação da casa”, explicou Lula ao falar com a imprensa hoje (6), após participar de cerimônia em Vitória (ES).
Segundo o presidente, o plano será anunciado após seu retorno da viagem aos Estados Unidos, no final da próxima semana. Ele negou que haja desentendimentos entre ministros sobre o plano de habitação, como foi noticiado na imprensa, e disse que a demora para fechar o projeto se deve à sua ampliação e a negociações em torno de questões como juros e subsídios.
“Hoje eu vi a imprensa dizendo que tem uma divergência no governo entre Dilma [Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil] e Guido [Guido Mantega, ministro da Fazenda]. Não há hipótese de ter divergência entre Dilma e Guido Mantega. O que acontece é que você está discutindo um programa, primeiro alguém propôs que fizéssemos 200 mil casas, eu disse 'nós vamos fazer 1 milhão de casas'. Agora estamos discutindo taxa de juros e subsídio”.
Ontem (5), a ministra da Casa Civil já havia dito que o plano de habitação terá três pilares: subsídio, fundo garantidor e redução do seguro nas prestações.
O pacote para a habitação está em discussão desde o ano passado e inicialmente seria anunciado em janeiro. As medidas serão direcionadas a pessoas de baixa renda e a meta do governo é construir 1 milhão de casas até 2010.
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BSB, 7/3 - Quem comprar uma casa pelas regras do plano de habitação que será lançado pelo governo nos próximos dias só começará a pagar as prestações depois que estiver morando no imóvel. Até que a chave seja entregue, será paga apenas uma taxa simbólica. As informações são do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Ele só vai começar a pagar a prestação quando entrar na casa, porque uma pessoa que trabalha e ganha dois salários mínimos e paga aluguel não pode pagar aluguel e prestação da casa ao mesmo tempo. Então, ele pagará uma taxa simbólica até receber a chave. Quando receber a chave e deixar o aluguel, vai pagar a prestação da casa”, explicou Lula ao falar com a imprensa hoje (6), após participar de cerimônia em Vitória (ES).
Segundo o presidente, o plano será anunciado após seu retorno da viagem aos Estados Unidos, no final da próxima semana. Ele negou que haja desentendimentos entre ministros sobre o plano de habitação, como foi noticiado na imprensa, e disse que a demora para fechar o projeto se deve à sua ampliação e a negociações em torno de questões como juros e subsídios.
“Hoje eu vi a imprensa dizendo que tem uma divergência no governo entre Dilma [Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil] e Guido [Guido Mantega, ministro da Fazenda]. Não há hipótese de ter divergência entre Dilma e Guido Mantega. O que acontece é que você está discutindo um programa, primeiro alguém propôs que fizéssemos 200 mil casas, eu disse 'nós vamos fazer 1 milhão de casas'. Agora estamos discutindo taxa de juros e subsídio”.
Ontem (5), a ministra da Casa Civil já havia dito que o plano de habitação terá três pilares: subsídio, fundo garantidor e redução do seguro nas prestações.
O pacote para a habitação está em discussão desde o ano passado e inicialmente seria anunciado em janeiro. As medidas serão direcionadas a pessoas de baixa renda e a meta do governo é construir 1 milhão de casas até 2010.
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BSB, 6/5- A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que o Plano Nacional de Habitação Popular, que será lançado este mês pelo governo, será baseado em três pilares - subsídio, fundo garantidor e redução do seguro nas prestações.
"A idéia por trás desse plano é compatibilizar a geração de emprego, por meio da construção civil, com a questão do déficit habitacional que, no Brasil, se concentra em 85% da população de zero a três salários mínimos", disse a ministra em discurso no Seminário Internacional sobre Desenvolvimento, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
Em discurso anterior ao de Dilma, o presidente Lula afirmou que o plano representará um desafio para os empresários da construção civil. "Agora, não é mais desafiar o governo para saber investimentos em infra-estrutura, é desafiar os empresários a se preparar para construir as obras que vamos contratar".O Plano Nacional de Habitação Popular tem a meta de construir 1 milhão de casas até 2010.
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BSB, 5/3- A prestação do financiamento da casa própria poderá ficar 10% mais barata, com o fim ou a redução do seguro habitacional obrigatório dos contratos pelo SFH (. Além disso, só a construção de 500 mil moradias no País este ano (a meta é de 1 milhão até o fim de 2010) vai gerar 1,5 milhão de empregos com carteira assinada — 75% do mercado atual (2,1 milhões de pessoas). No Rio, serão 150 mil vagas.
Segundo o Sinduscon-Rio, salários variam de R$ 655 a R$ 2.200 (de serventes a mestres-de-obras). A meta faz parte do pacote habitacional, que será anunciado este mês, para reduzir os impactos da crise mundial. O governo federal planeja construir 1 milhão de moradias até 2010.
As medidas visam facilitar famílias com renda de até 10 mínimos (R$ 4.650), com benefícios maiores para as que recebem até cinco pisos (R$ 2.325) — faixa do déficit habitacional de 7,2 milhões de moradias.
Outra novidade, o seguro-desemprego da casa própria, vai permitir que o mutuário, mesmo tendo sido demitido, fique até 36 meses (3 anos) sem pagar o imóvel e sem correr o risco de perdê-lo. Isso será possível graças à criação de um fundo garantidor, que terá R$ 800 milhões do Tesouro Nacional, para bancar as prestações em caso de desemprego. Mais tarde, o mutuário terá que acertar as contas desse benefício. A cobrança poderá ser feita no fim do contrato ou diluída nas parcelas.
Segundo o conselheiro da Ademi, Rodolpho Vasconcelos, a medida é positiva e já houve modelo parecido por meio do FCVS (Fundo de Compensação das Variações Salariais) — criado para cobrir o saldo devedor no fim do contrato.
Para o presidente do Sinduscon-Rio, Roberto Kauffmann, o governo deveria copiar modelos de sucesso usados no México e na Espanha. “Esses países criaram também um banco de empregos para ajudar os desempregados e cursos de capacitação de mão-de-obra”, conta Kauffmann.
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BSB, 4/3- O pacote do governo federal para a construção civil deve sair dentro de 15 dias. A previsão foi dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que inaugurou hoje a Estação de Tratamento de Esgoto Capivari I, em Campinas, São Paulo.
O programa prevê a construção de um milhão de casas populares até 2010. Para atingir essa meta, Lula repetiu o apelo para que governadores e prefeitos disponibilizem terrenos públicos.
Ele acrescentou que caberá à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, avaliar os projetos habitacionais das prefeituras e dos estados. "Se tiver prefeito com terreno para fazer as casas mais baratas, pode ficar certo que terá prioridade", disse Lula.
A ministra tem consultado governadores para saber a situação habitacional nos Estados. Amanhã (3), estão previstas reuniões com Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, e Roberto Requião, do Paraná, ambos do PMDB.
No dia 19 de fevereiro, Dilma reuniu-se com os governadores do Nordeste, entre eles, o da Bahia, Jacques Wagner; de Sergipe, Marcelo Déda; e do Piauí, Wellington Dias, todos do PT.
Em Campinas, Lula criticou as 4.200 demissões da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) que, de acordo com o presidente, foram feitas de "forma precipitada", sem negociação com os trabalhadores.
"Preferiram mandar embora na véspera do carnaval achando que isso iria diminuir o impacto", afirmou o presidente Lula.
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BSB, 3/3- O Banco do Brasil vai esperar o anúncio do pacote de habitação pelo governo federal para então definir sua estratégia em relação ao financiamento de imóveis para a população de baixa renda. "Vamos esperar o teor do plano e os incentivos que serão dados. Só depois iremos entrar nessa operação", afirmou o presidente da instituição, Antonio Lima Neto.
O BB começou a operar crédito imobiliário no segundo semestre do ano passado e, ao anunciar essa operação, defendeu que o objetivo era financiar moradia voltada para um público de média a alta renda. De acordo com Lima Neto, isso foi feito porque na época que o banco decidiu entrar nesse negócio contava apenas com recursos próprios para o crédito imobiliário.
A possibilidade de operar com a baixa renda dependia, segundo o executivo, do acesso a recursos da caderneta de poupança, que possibilitam taxas finais de juros menores, o que foi conseguido no ano passado, quando o Conselho Monetário Nacional (CMN) permitiu que 10% da captação da poupança fosse destinada a esse fim. Antes, 100% eram direcionados ao crédito rural.
O executivo afirmou ainda que financiar moradia para a baixa renda não está fora do direcionamento estratégico do banco, já que 18 milhões de correntistas do BB têm renda de até três salários mínimos.
A carteira de crédito imobiliário do BB é de R$ 100 milhões. A meta é que ela chegue a R$ 1 bilhão ao final deste ano. A instituição tem disponível em 2009, além dos recursos próprios e dos 10% da poupança, R$ 1 bilhão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
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BSB, 2/3- Comercializado sob a publicidade possuir o maior apartamento de São Paulo, o edifício ACL Morumbi chama atenção não só pelo tamanho, mas também pelo preço. Com 1,2 mil metros quadrados por unidade, o imóvel está avaliado em, aproximadamente, R$ 14 milhões, segundo a Brasil São Paulo Sotheby's, responsável pela comercialização do empreendimento. De acordo com o diretor da empresa Celso Pinto, o proprietário de uma nova unidade chega a gastar até R$ 3 milhões na decoração do local, o que faz, numa conta simplificada, a obra alcançar o valor estimado de R$ 17 milhões.
O executivo explica que o ACL é entregue ao proprietário sem pisos e gessos. O prédio localizado em uma rua sem saída, próxima à avenida Morumbi, e com vigilância 24 horas, cobra em torno de R$ 8 mil por apartamento a título de condomínio. As cifras não afugentam interessados, nem mesmo em tempos de crise.
Segundo ele, fazem parte deste grupo de possíveis donos de uma unidade no ACL Morumbi grandes empresários, banqueiros, executivos estrangeiros e famílias tradicionais paulistanas. Dos apartamentos vendidos no empreendimento, todos estão em nome de empresários. "Alguns pedem anonimato, inclusive incluindo uma cláusula de confidencialidade no contrato de compra".
O ACL Morumbi integra um conjunto de imóveis de altíssimo padrão, que compreende cerca de seis a oito empreendimentos na capital paulista. Segundo Pinto, para entrar neste rol, o edifício precisa ter classificação alta nos quesitos localização, segurança, luxo e serviços.
Os aspirantes a proprietário da obra milionária ainda podem negociar. Segundo o executivo da Sotheby's, quatro dos 12 apartamentos do empreendimento continuam à venda.
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BSB, 28/2- As medidas de estímulo à construção civil deverão ser apresentadas na próxima terça-feira aos governadores de São Paulo, Minas Gerais, do Paraná e do Rio de Janeiro.
Na reunião, a ser capitaneada pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o governo pedirá a colaboração dos Estados para dar maior alcance às medidas.
Dilma deverá sugerir aos governadores, por exemplo, que reduzam o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) - o principal tributo estadual - sobre o material de construção. A ministra foi orientada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a fazer os últimos ajustes no pacote da habitação após a conversa com os governadores. Assim, é possível que na semana que vem as medidas sejam, finalmente, anunciadas. O ponto central do pacote é a meta de contratar a construção de 1 milhão de moradias até 2010. Para a classe média, a principal medida deverá ser a elevação, de R$ 350 mil para R$ 500 mil, do valor do imóvel que pode ser pago usando recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Nas últimas semanas, os técnicos concentraram esforços para encontrar uma forma de baratear o seguro do financiamento habitacional, que cobre morte ou invalidez do mutuário ou danos, permanentes ao imóvel. Estudos preliminares mostram que o seguro chega a 40% da prestação.
Outro ponto ainda em discussão é o tamanho das desonerações tributárias envolvidas no pacote. Existe a hipótese de reduzir a zero o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do material de construção
Há dúvidas também sobre a redução de 7% para 6%, da tributação incidente sobre o patrimônio afetado das construtoras. Trata-se de um sistema de tributação no qual a incorporadora faz uma contabilidade separada para cada empreendimento e, ao final, recolhe uma alíquota única a título de tributos federais.
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BSB, 27/2 - Os maiores bancos e financeiras de Nova York podem desocupar 744 mil metros quadrados de escritórios este ano, agravando a pior crise do setor de imóveis comerciais em mais de uma década.
O JPMorgan Chase & Co., o Citigroup, o quebrado Lehman Brothers e outras empresas do setor vagaram 427,3 mil metros quadrados, e esse número pode crescer mais 372 mil metros quadrados, à medida que as empresas desocupam ou sublocam espaço de que não mais precisam, segundo a CB Richard Ellis Group, maior corretora de imóveis comerciais.
Bancos, corretoras e seguradoras demitiram mais de 177 mil empregados nos EUA e Canadá. As empresas de serviços financeiros ocupam cerca de 25% dos 33,7 milhões de metros quadrados de espaço para escritórios de Manhattan e representam quase 40% do espaço disponível para sublocação, segundo mostram dados da CB Richard Ellis.
O total de espaço disponível pode chegar a 15,6% até o fim deste ano, a maior percentagem desde 1996, segundo a CB Richard Ellis, de Los Angeles. Os espaços vagos já estão no mais alto patamar desde 2004, e os aluguéis caíram 5%, maior queda em pelo menos duas décadas.
Os preços de imóveis comerciais caíram quase 15% no ano passado, mais que os preços dos residenciais nos EUA, segundo relatório da Moody's Investors Service divulgado há 10 dias. Com o declínio, os valores caíram aos níveis de 2005, pelos índices Moody's/REAL Commercial Property Price.
O Índice Bloomberg Office REIT caiu 25% desde o começo de janeiro, com o SL Green Realty, maior dono de arranha- céus de Manhattan, desabando 50%. Os proprietários devem se preparar para uma recuperação lenta, disse Di Natale, da Moody's Economy.com.
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BSB, - O pacote habitacional que será anunciado pelo governo federal terá impacto positivo no desempenho da construção civil. Para alcançar a meta prevista de construir 1 milhão de casas em dois anos, conforme prometido pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, será necessário vencer desafios como a escassez de terrenos para obras em grandes centros urbanos, entraves legais e a desconfiança dos agentes financeiros para concessão de empréstimos à população de baixa renda.
O presidente Lula solicitou à equipe econômica que alterasse o projeto e incluísse condições melhores de financiamento para construção de casas destinadas a famílias com renda inferior a cinco salários mínimos. De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, os custos do pacote estão sendo avaliados por seu ministério e pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. O estímulo prevê investimentos de R$ 100 bilhões em dois anos, diz Mantega.
A execução do projeto não ocorrerá sem obstáculos. "O plano tem de contemplar as dificuldades para ser efetivo", afirma Eduardo Zaidan, diretor de economia do Sinduscon-SP. Com a crise, os recursos para o capital de giro das construtoras sumiram e os compradores se retraíram. "Muitos lançamentos foram suspensos ou cancelados. O setor está ativo por conta das obras em andamento. Se novos empreendimentos não forem feitos, ele sentirá o baque no segundo semestre", diz Ana Maria Castelo, da FGV Projetos.
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BSB, 25/2- Apesar da queda generalizada das vendas de imóveis usados no Estado de São Paulo em novembro, ela foi menor na capital: -1,68%, ante queda de 26,36% em outubro. No período, foram vendidos 160 casas e apartamentos, segundo pesquisa do Creci-SP.
Para José Augusto Viana Neto, o dado reflete uma economia forte. ?Há uma situação de otimismo, que analisa que o pior já passou. É uma forte desaceleração e acredito que a expectativa do mercado melhore.?
No período, as vendas à vista somaram 58,65% do montante de vendas na capital. O financiamento pela Caixa Econômica Federal arrebatou um total de 32,33% das operações.
Os imóveis mais vendidos na cidade em novembro foram casas e apartamentos com valor maior que R$ 200 mil, que representaram 27,86% dos negócios. Os apartamentos foram os campeões de vendas e representaram 68,75% do total.
O presidente do Creci-SP lembra que as taxas foram reduzidas de 6% para 5% ao ano nos financiamentos para famílias com renda mensal de até R$ 2 mi com o objetivo de estimular o mercado. Quem tem saldo em conta no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) há mais de três anos terá uma redução de 0,5 ponto porcentual nas condições de financiamento habitacional.
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BSB, 25/2- O mercado de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo encerrou 2008 com 32.847 unidades comercializadas. O desempenho de vendas médio no ano, expresso pelo indicador Vendas sobre Oferta (VSO) - relação entre número de unidades vendidas sobre a oferta - foi de 13,8% por mês. O resultado é inferior ao obtido em 2007, quando foram vendidas 36.615 moradias com VSO médio de 16,2%.
No último mês do ano passado, a pesquisa realizada pelo Secovi-SP identificou redução de 4,7% no volume de unidades comercializadas, com o escoamento de 1.677 moradias, contra 1.760 em novembro e 5.428 em dezembro de 2007. Quanto ao volume de lançamentos, a Empresa Brasileira de Estudos sobre Patrimônio (Embraesp) contabilizou 2.541 moradias colocadas em oferta.
O índice de desempenho VSO de dezembro ficou em 7,7%, contra 8,4% registrado em novembro. O ritmo de comercialização variou conforme segmentação por número de dormitórios, sendo que o nicho de dois dormitórios continuou puxando o mercado, atingindo 18,4% no mês. O VSO do segmento de três dormitórios ficou próximo do índice geral, com 6,8%.
Em termos de unidades comercializadas, os imóveis de dois e três dormitórios representaram 79% das vendas do último mês de 2008. A maior parte das vendas concentrou-se na fase de lançamento, ou seja, nos primeiros seis meses após colocação do produto em oferta. Cerca de 77% (1.292 unidades) do que foi comercializado em dezembro tinha menos de seis meses desde o momento de lançamento. O VSO de 11,9% confirma o bom ritmo de comercialização desse segmento na pesquisa.
Para o economista-chefe do sindicato, Celso Petrucci, os primeiros meses de 2009 ainda devem ser de ritmo moroso de vendas, por se tratar de um período de tradicional sazonalidade, prevalecendo a preocupação quanto aos rumos da economia.
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BSB, 25/2A oferta de apartamentos com um quarto cresceu 67% nos últimos dois anos, quando foram oferecidos 813 novas moradias com essa característica, em comparação com os anos de 2005 e 2006.
De acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná (Sinduscon-PR), há três anos praticamente não havia lançamento no mercado de apartamentos com um quarto. Nesta época do ano, até março, a procura por esse tipo de imóvel cresce consideravelmente, em razão da demanda dos estudantes universitários, principalmente.
Com poucos quartos para alugar na cidade ou tendo ofertas de locação com preços altos para esta característica de imóvel, os investidores resolveram voltar as atenções para os apartamentos com um quarto, segundo aponta o consultor imobiliário do Sinduscon-PR, Marcos Kahtalian.
“É uma demanda com forte pico de sazonalidade no início do ano e os lançamentos que têm aparecido são pensados tendo em vista a multiplicação do número de cursos e faculdades dos últimos anos, já que os lançamentos do mercado imobiliário são pensados em ciclos de dois a três anos”, explica o consultor.
Além dos estudantes, o aumento da procura por este tipo de imóvel demonstra a mudança no perfil da família brasileira, que está sendo menor nos últimos anos, conforme apontam as últimas pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“O perfil do comprador do apartamento de um quarto geralmente é o investidor que vai alugar o imóvel depois, além daquele jovem ou casal que não tem intenção, num horizonte de pelo menos 10 ou 15 anos, de construir família”, explica Kahtalian.
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BSB, 25/2- O preço do aluguel residencial subiu 0,9% na capital paulista em janeiro, segundo o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). Nos últimos 12 meses, a elevação acumulada é de 12,33%. A elevação do valor médio de aluguel foi superior ao comportamento da inflação oficial, representada pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Ampliado - IPCA (5,84%) e do Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M), de 8,15%, no mesmo período.
De acordo com o Secovi-SP, as unidades com até dois dormitórios tiveram acréscimos em torno da média mensal. O nicho de residências de 1 quarto registrou aumento médio da ordem de 0,9%; e, no segmento de 2 dormitórios, houve alta média de 0,8%. No período, a maior elevação nos valores de locação foi para moradias de 3 dormitórios: 1,3%.
Quanto à garantia da locação, o fiador continua a ser a principal modalidade adotada, com praticamente metade dos contratos de locação (49%), segundo dados fornecidos pelas empresas que colaboraram na realização da pesquisa. O depósito ou caução em dinheiro foi a garantia usada em cerca de um terço dos imóveis locados, seguido pelo seguro-fiança, com 18,5% das moradias alugadas.
O melhor ritmo médio de escoamento foi verificado no segmento de casas e sobrados, cujas unidades, em janeiro de 2009, demoraram, em média, de 11 a 28 dias para serem locadas. Por outro lado, o Índice de Velocidade de Locação (IVL) - que mede o número médio de dias que um imóvel vago demora para ser alugado - dos apartamentos variou entre 18 e 37 dias. Na média geral da cidade, um imóvel em bom estado de conservação pode ser locado em torno de 12 dias após a sua desocupação.
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BSB, 24/2- Além de anunciar que haverá redução dos juros cobrados nos financiamentos habitacionais com recursos do FGTS, o governo aprovou ontem um aumento de R$ 4,2 bilhões no limite de recursos que bancos podem destinar para programa oficiais de saneamento, habitação e transporte.
No caso dos programas de saneamento e habitação, que são operados principalmente pelo BNDES e pela Caixa, o limite foi aumentado de R$ 16 bilhões para R$ 19,7 bilhões.
A redução de juros foi anunciada pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Ele afirmou que na próxima reunião do conselho curador do FGTS, na primeira quinzena de março, deve haver redução nos juros dos financiamentos habitacionais com recursos do fundo. Atualmente, a taxa média dos empréstimos é de 8,66% ao ano, mais a variação da TR.
As medida fazem parte de um esforço do governo em estimular o setor da construção civil. Também foi anunciada uma extensão no prazo para que construtoras se habilitem para a linha de crédito para capital de giro que a Caixa Econômica Federal criou no ano passado para socorrer o setor.
A mudança veio por meio de decisão do CMN (Conselho Monetário Nacional), que aprovou a prorrogação de prazo para as empresas de construção civil que quiserem buscar esses recursos na Caixa, com juros de 11% ao ano mais a TR.
A data final para conceder o crédito nestas condições passou de 31 de março para 31 de dezembro. O risco de inadimplência desta linha é arcado pelo governo, com um fundo garantidor de R$ 1,050 bilhão. Empresas que registrem o empreendimento até 30 de junho poderão pedir o financiamento. Quando o programa foi lançado, só podiam aderir empresas com empreendimentos já iniciados, registrados em cartório até 1º de outubro.
O governo também quer fazer licitação para escolher projetos de habitação para famílias de baixa renda que sejam econômicos e de rápida construção, sinalizando que comprará casas para revendê-las por um preço mais acessível.
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BSB, 22/2- Depois de um 2008 com recordes de vendas seguidos de quedas bruscas nos negócios por conta da crise econômica mundial, a expectativa da construção civil para 2009 é de retomada da confiança. Carlos Alberto Aita, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon-RS), acredita que o pacote prometido pelo governo federal devolva a autoestima ao mercado.
No mercado imobiliário, o segmento popular (famílias com renda de até R$ 2 mil que buscam moradias na faixa de R$ 60 mil) e o econômico (imóveis de até R$ 235 mil) devem puxar as vendas em 2009, diz Aita.
Apesar do cenário controverso, o ano passado fechou com números positivos. No período, o mercado imobiliário de Porto Alegre registrou aumento de 26,58% na venda de imóveis novos, na comparação com 2007 (veja quadro).
O destaque ficou por conta do segmento econômico, que representou 62% do total negociado no ano. Esse perfil de unidade encontrou amparo na ampla oferta de crédito com juros compatíveis com o bolso dos compradores.
Somados às medidas governamentais de incentivo ao setor prometidas para o pós-Carnaval, os investimentos públicos em infraestrutura previstos para 2009 são a outra aposta para restabelecer o crescimento da construção civil no Estado. Para o atual período, o sindicato projeta a destinação de R$ 400 milhões, entre obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e verbas da prefeitura da Capital e do governo do Estado
- Percentualmente, o investimento público representa 18% do previstos para o período - disse Aita ontem, durante o balanço setorial da instituição.
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BSB, 20/2- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu convocar um grupo de governadores e prefeitos para debater com eles como serão distribuídos os recursos e onde deverão ser construídas um milhão de novas casas populares que constam do futuro pacote habitacional do governo.
O programa, que visa fazer frente à crise financeira mundial, prevê a viabilização de moradias para a população de baixa renda e deve ser anunciado oficialmente dentro de, no máximo, 15 dias.
Segundo o governo, é preciso debater em que proporção geográfica serão distribuídas as futuras casas e valorizar as regiões mais carentes em habitação. Juntas, as novas residências devem reduzir o atual déficit habitacional para 6,4 milhões de moradias. "(O governo quer saber) como os Estados podem colaborar e minimizar os custos", afirmou o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro.
O Palácio do Planalto e a equipe econômica discutem como utilizar terrenos de propriedade da União para garantir casas mais baratas e poder atingir a meta de um milhão de habitações populares até 2010.
No esboço já apresentado a Lula pelos ministros, o próprio presidente havia reclamado do excesso de juros no financiamento das propriedades, além de os ministros responsáveis pelo pacote de habitação não terem estudado a possibilidade de utilizar terrenos de mais baixo custo, como aqueles de controle da União, estados e municípios.
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BSB, 19/2- O pacote de habitação que o governo brasileiro deve anunciar nos próximos dias para estimular o setor da construção civil deve incluir medida para baratear o custo dos imóveis, por meio do financiamento das obras de infraestrutura no entorno dos empreendimentos imobiliários.
A alternativa em estudo é a criação de uma linha de crédito especial da Caixa Econômica Federal para obras como asfaltamento das ruas, calçamento, estrutura para fornecimento de água e coleta de esgoto que, especialmente nas regiões mais pobres, não existem ou são muito deficientes e não valorizam os imóveis.
Segundo fontes do governo, a medida visa a baratear o custo dos imóveis, já que as construtoras, ao realizarem essas obras, tendem a repassar o custo para o preço final das habitações. Cálculos oficiais dão conta de que essas despesas podem chegar a 10% do valor da obra. Hoje, as construtoras tomam empréstimos no mercado, com juros mais elevados, e repassam o custo para o comprador.
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BSB, 18/2- A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira que encerrou o mês de janeiro com o volume recorde de 45.975 contratos assinados em financiamento habitacional, no valor de R$ 1,91 bilhão, que representa um crescimento de 155% em relação ao mesmo período de 2008. Até o fim do ano, a instituição estima aplicar em torno de R$ 27 bilhões. Este foi o melhor janeiro do banco em volume de contratação do crédito imobiliário.
No Estado de São Paulo foram financiados 12.979 imóveis - 28,23% do total nacional -, no valor de R$ 569,7 milhões. Esse número representa um crescimento de 220% na quantidade de unidades e de 185,56% no valor contratado em relação a janeiro de 2008.
A média diária de contratação nacional está em 2.189 contratos, o que corresponde a cerca de R$ 90 milhões. Em igual período de 2008, a média por dia foi de 738 contratos e R$ 34 milhões.
Os empréstimos com recursos das cadernetas de poupança (SBPE), em 2009, totalizaram R$ 1,09 bilhão, representando 57% do volume contratado. Nessa modalidade, a Caixa, em São Paulo, destinou R$ 310 milhões para financiar 8.116 imóveis em 2009, ante R$ 82 milhões para 1.609 imóveis em janeiro de 2008.
Na linha de financiamento que utiliza recursos do FGTS, a Caixa aplicou até agora o montante de R$ 790 milhões, representando um crescimento de 121% em relação ao mesmo período de 2008.
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BSB, 17/2- - A captação dos bancos por meio da poupança deve melhorar no atual cenário macroeconômico, em que se espera uma queda mais acentuada da taxa básica de juros, ganhando em atratividade para o investidor. A Caixa Econômica Federal espera ampliar em cerca de 20% as captações na modalidade e passar de R$ 11 bilhões no ano passado, para até R$ 13 bilhões em 2009.
Além disso, a instituição já aumentou sua participação de mercado nessa modalidade frente aos concorrentes, passando de 32,5% em janeiro de 2008 para 34,5% em janeiro deste ano, segundo informações do superintendente regional Augusto Bandeira Vargas.
Ainda segundo Vargas, a atratividade da poupança nesse cenário se deve ao modelo sob o qual foi criada. Outro argumento utilizado por Vargas é que, sempre que a economia caminha para taxas menores, também fortalece a poupança. Com esse incremento esperado nas captações de poupança, o crédito imobiliário deve ser beneficiado, já que a autoridade monetária nacional determina que parte desses depósitos devem ser usados como funding habitacional. Segundo dados da Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), em 2008 foram utilizados R$ 30 bilhões em operações com recursos da caderneta de poupança, que corresponde a um crescimento de 64,36% se comprado ao ano anterior, quando foram financiados R$ 18,2 bilhões. Devido às incertezas provocadas pela crise mundial, a entidade ainda não realizou previsões para esse ano, porém se diz otimista com o pacote do governo para o setor, que deve ser anunciado depois do período de carnaval.
Segundo pesquisa realizada pela Creci-SP, que monitora as formas de aquisição de imóveis usados no estado, o financiamento via bancos e Caixa fechou 2008 com participação de 39,50% do total, enquanto as compras a vista passaram de 62,12% em 2007 para 56,55% no ano passado. A parcela direta com o vendedor teve uma queda na representatividade, de 8,24% em 2007 para 3,53% em 2008.
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BSB, 15/2- Cresce o número de ‘Correspondente Negocial Imobiliário’, da Caixa Econômica Federal, no Estado do Rio. A expansão foi de 40%, no ano passado, totalizando 97 correspondentes na comparação com 2007. O modelo transfere para construtoras, empresas e imobiliárias grande parte do processo de concessão do financiamento imobiliário. Os correspondentes realizam algumas atividades como apuração de renda, cálculo das prestações do empréstimo habitacional pretendido, entrevista pessoal e assinatura do contrato da moradia.
Segundo o superintendete da Caixa no Rio, José Domingos Vargas, a estratégia é ampliar ainda mais o modelo mantendo a qualidade,sem abrir mão da segurança e dos padrões técnicos. Os correspondentes têm como objetivo melhorar a gestão do crédito imobiliário, principalmente com foco na redução do prazo de atendimento e permitindo ao interessado a opção de contratar o financiamento sem precisar ir à uma agência. Medida que garante ainda mais comodidade para o mutuário.
MRV Engenharia, Tenda, Estrutura Consultoria e Assessoria de Financiamentos e Ética Imobiliária, entre outros já aderiram ao modelo. A MRV, por exemplo, contratou profissionais para realizar o serviço. Além disso, a equipe da construtora passou por treinamento com técnicos da Caixa.
De acordo com Fabio Mello, da Estrutura, as empresas funcionam como uma miniagência da instituição. “Montamos todo o processo (dossiê) no próprio estande ou em nosso escritório. O foco é dar velocidade para assinar a escritura no menor tempo possível, mas garantindo a segurança da operação”, afirma Mello, que realiza também o serviço para construtoras. O superintendente da Caixa ressalta que os correspondentes contribuem para que o banco chegue cada vez mais perto de seus clientes.
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BSB, 14/2- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o pacote para o setor de habitação que o governo prepara deve ser anunciado após o carnaval. O plano prevê a construção de 1 milhão de casas populares, até 2010, para famílias com renda de até 10 salários mínimos.
“O povo precisa. Temos condições de fazer, temos o projeto, o dinheiro. Portanto, agora é colocar o bloco na rua depois do carnaval. Certamente não vamos competir o nosso bloco de construção com o bloco de carnaval no Rio de Janeiro, de Pernambuco, de Salvador” disse Lula a jornalistas, após visitar um projeto de criação de peixes em Recife (PE).
Segundo Lula, o plano de habitação trará medidas relacionadas ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Na quarta-feira, ele já havia dito que terrenos da União, estados e municípios também devem ser incluídos no plano. “Estamos vendo que terrenos da União podem ser disponibilizados para baratear e que estados e prefeituras podem doar terreno”, disse o presidente na ocasião.
Em dezembro do ano passado Lula havia afirmado que o plano para o setor habitacional seria anunciado no mês de janeiro. No início desta semana, ele explicou que o adiamento ocorreu porque a primeira versão do plano, elaborada por ministros, não o agradou por ter “muito penduricalho de juros” e outros detalhes que ele quer ver excluídos.
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BSB, 13/2- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou os juros inclusos nas propostas apresentadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e por integrantes da equipe econômica para o novo projeto de habitação e afirmou que o governo pretende utilizar terrenos de propriedade da União para garantir casas mais baratas e poder atingir a meta de um milhão de habitações populares até 2010.
De acordo com o presidente, no esboço já apresentado a ele pelos ministros, havia excesso de juros no financiamento das propriedades, além de seus auxiliares não terem estudado a possibilidade de utilizar terrenos de mais baixo custo, como aqueles de controle da União, Estados e municípios. A combinação dos dois fatores, comentou, não permitia que as casas populares fossem tão baratas.
"(Estamos discutindo) com muita tranqüilidade porque nós tínhamos pensado primeiro em 200 mil casas, depois eu pedi 500 mil e daí pensamos em 500 mil e agora eu já estou com vontade fazer 1 milhão de casas ate 2010. E pode ficar certo que nós vamos anunciar. Assim que me convencerem do programa, nós vamos fazer. Achamos que ele é bom porque a construção civil é uma área extremamente importante para gerar empregos,
O governo também pretende diminuir o prazo de construção dos imóveis de 33 meses, que é a média atual, para 11 meses.
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BSB, 12/2- A Caixa Econômica Federal, a Prefeitura do Rio e a Construtora Tenda estão promovendo feirões de imóveis com oferta de 3.120 unidades em todo o estado. As unidades contam com financiamento e taxas de juros mais acessíveis. As vantagens incluem começar a pagar prestação de R$ 296,40, já morando, e usar o carro ou a moto como parte do pagamento. Das ofertas, 520 unidades estão prontas e são do Programa de Arrendamento Residencial (PAR).
Servidores, bombeiros, policiais civis e militares e guardas municipais também podem participar. Segundo a Secretaria de Habitação, o evento em parceria com a Caixa será no sábado no Centro Esportivo Miécimo da Silva, na Rua Olinda Ellis 470, Campo Grande (Zona Oeste), das 10h às 16h. A renda familiar exigida varia de R$ 1 mil a R$ 2.800. Nesse caso, o prazo de pagamento é de até 15 anos.
As unidades ficam nos condomínios Siena, em Cosmos, Vivendas do Império e Vivendas do Paraíso, em Santa Cruz. Segundo o secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar, os imóveis representam grande oportunidade de moradia com qualidade, com a vantagem de ter a prestação mensal menor que o valor de um aluguel. O feirão da Tenda começa hoje e vai até domingo, nas lojas da construtora. Imóveis a partir de R$ 49.900, no município de Nova Iguaçu.
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BSB, 10/2- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizará a Caixa Econômica Federal a emprestar recursos para a compra da casa própria, em operações de crédito consignado (com desconto em folha de pagamento), que têm juros mais baixos, a servidores públicos municipais e estaduais. A decisão será anunciada durante o Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, que será aberto nesta terça-feira (10/02) por Lula, e tem potencial para beneficiar pelo menos 5,28 milhões de trabalhadores. Essa é a quantidade de funcionários a serviço das prefeituras, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Hoje, só servidores federais têm direito a empréstimo consignado. Ao ampliar a lista, o governo pretende estimular a economia e, principalmente, a construção civil, um setor fortemente empregador.
Esse objetivo norteia as outras medidas que serão divulgadas aos prefeitos. Lula e os 36 ministros que participarão do encontro deixarão claro que não faltará dinheiro para a execução de obras em infraestrutura e programas sociais. A ideia é conclamar os governantes municipais a ajudar na reação à crise, evitando uma desaceleração acentuada da atividade econômica e a piora de indicadores em áreas como saúde e educação.
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BSB, 7/12- O governo estuda conceder a famílias com renda de até cinco salários mínimos (R$ 2.325) um prazo entre 24 e 36 meses em que poderão ficar sem pagar as prestações dos financiamentos habitacionais sem que sejam considerados inadimplentes.
Essa é uma das propostas em estudo na área econômica do governo para ser encaminhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas próximas semanas, como estímulo ao setor imobiliário e tentativa de contornar os efeitos da crise financeira no país.
Para as famílias com renda superior a esse valor, a sugestão é aplicar um prazo de carência menor, em torno de 12 meses, e limitar o benefício aos cinco primeiros anos do contrato.
O objetivo das medidas é evitar que o medo do desemprego paralise o setor da construção e, ao mesmo tempo, criar instrumentos que permitam o acesso da população de baixa renda --especialmente a chamada nova classe média, que forma a base eleitoral de Lula-- a financiamentos habitacionais com custos menores.
Nesta semana, o governo anunciou a criação de um fundo para cobrir parte do risco de inadimplência nos financiamentos habitacionais para a baixa renda. A medida, divulgada pelo ministro Paulo Bernardo (Planejamento), prevê o gasto em até R$ 500 milhões em recursos do Tesouro Nacional. A área econômica quer limitar a cobertura para famílias com renda até cinco salários mínimos, um pouco mais de R$ 2.000, e para financiamentos de até R$ 50 mil. O fundo garantidor é uma das medidas que integrarão o pacote habitacional que deverá ser anunciado pelo governo até o fim da próxima semana.
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BSB, 6/2- A crise financeira não conseguiu abalar os números do crédito imobiliário em 2008. O ano teve o maior volume de financiamentos desde a criação da opera-ção financeira, ultrapassando o recorde da década de 1980 - de 260 mil - em quase 40 mil unidades.
O montante de contratações de crédito do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que opera com recursos da caderneta de poupança, superou R$ 30 bilhões. Em 2007, o valor chegou a R$ 18 bilhões. "O crescimento foi muito grande se levarmos em consideração que o ano de 2007 também foi muito bom", afirma Luiz Antonio França, presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
Dos R$ 30 milhões financiados, R$ 16 milhões foram destinados à construção, e em torno de R$ 14 milhões para a aquisição de unidades. "Nossos consumidores estão criando o hábito de usar financiamento bancário para adquirir imóveis." De acordo com os dados da Abecip, 39,50% dos compradores optaram pelo financiamento para adquirir o imóvel contra 29,95% do período anterior.
Para João Crestana, presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), 2008 foi um ano muito forte, seguido de outro período atípico, em 2007. Segundo Crestana, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) teve volume entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões, e desse montante apenas 25% foi repassado à produção.
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BSB, 5/2- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou Na terça-feira (3/02) que em cerca de dez dias ministros apresentarão a ele um plano para a construção de 500 mil casas em todo o país.
“Daqui a uns 10 dias, a Dilma Rousseff (ministra-chefe da Casa Civil), o Guido Mantega (ministro da Fazenda) e o Márcio Fortes (ministro das Cidades) vão apresentar um plano para construirmos mais 500 mil casas neste país, além daquelas que a Caixa Econômica já constrói”.
Lula destacou que a geração de empregos é a principal motivação da medida. “Vamos fazer isso por que precisamos gerar empregos”.
Nos próximos dias, o governo vai lançar um conjunto de medidas para incentivar a construção civil. O plano seria apresentado na semana passada, mas foi adiado porque o presidente Lula quer reduzir ainda mais o custo do financiamento habitacional e conceder mais facilidades às famílias com renda inferior a cinco salários mínimos (até R$ 2.075). A meta do governo é financiar 1 milhão de novos imóveis até 2010.
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BSB, 3/2- Além de aumentar de R$ 350 mil para o patamar entre R$ 500 mil e R$ 600 mil o valor do imóvel a ser financiado com recursos do FGTS, o governo também discute acabar com o prazo mínimo de carência para uso do dinheiro do fundo, com o objetivo de abater parte das prestações mensais do financiamento imobiliário.
O pacote, cujo anúncio é esperado para a próxima semana, deve privilegiar nessa resolução famílias com renda mensal de até R$ 2.200. O objetivo é permitir a construção de 1 milhão de novas unidades habitacionais até 2010.
Existe ainda a proposta de criação de um "fundo garantidor", com o intuito de os bancos financiarem a compra da casa própria para famílias com menor poder aquisitivo.
Não há consenso se o fundo cobrirá somente os primeiros cinco anos ou todo o período do financiamento.
O projeto também prevê que o fundo seja usado para incentivo ao pagamento em dia, dando bônus equivalente ao valor da prestação para quem não atrasar durante determinado período, e ainda sirva para quitar parcelas no caso de demissão do mutuário.
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BSB, 2/2- Mesmo com a escassez de crédito por conta da crise mundial, a Caixa Econômica Federal decidiu manter as linhas de financiamento imobiliário e incentivar novos contratos para compra do segundo imóvel, com a finalidade de investimento ou veraneio. A modalidade utiliza recursos da caderneta de poupança. Os interessados podem financiar até 90% do imóvel, com juros entre 9,5% a 11% ao ano mais TR (Taxa Referencial), que fechou em 1,6% no ano passado. O prazo de pagamento é de até 30 anos. O empreendimento Porto Real Suítes, da Efer Construtores Associados, lançado neste fim de semana em Angra dos Reis, é um dos exemplos.
Segundo o diretor da Basimóvel, Alexandre Fonseca, responsável pela comercialização do novo condomínio, o mercado nunca teve condições tão vantajosas para aquisição do segundo imóvel: “Outro benefício é a garantia da Caixa de que o empreendimento será entregue, pois o banco só libera o dinheiro para construtor de acordo com o cronograma de execução de obra”. “É uma grande oportunidade, porque é o último terreno disponível no Porto Real. As unidades são vendidas a partir de R$ 175 mil. O interessado terá que pagar apenas 10% e o restante será financiado pela Caixa. Na largada da operação o cliente já assina a escritura”.
O empreendimento financiado pela Caixa em Angra dos Reis, o Porto Real Suítes, também poderá adotar o sistema de pool para locação. Segundo o diretor da Efer, Carlos Eduardo Penna, todos os apartamentos terão um box no próprio andar para que o proprietário possa guardar seus pertences, se optar pelo aluguel do imóvel.
De acordo com Alfredo Lopes, da Protel Administradora, a modalidade pode ser útil para quem pretende passar apenas um período de férias no local. Ele explica que o pool funciona como uma cooperativa. Mesmo que o proprietário não alugue sua unidade, as receitas e despesas são divididas igualmente.
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BSB, 31/1- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (29) em discurso no Fórum Social Mundial, em Belém, que o governo federal vai lançar nos próximos dias um plano para a construção de um milhão de casas no Brasil até o ano que vem. Para o presidente, o investimento público é o caminho para superar a crise financeira internacional.
“Vamos anunciar nos próximos dias a construção de 500 mil casas em 2009 e mais 500 mil em 2010. O movimento da área de moradia vai ser chamado para discutir isso”, disse Lula. A declaração foi feita para uma platéia favorável que recebeu o presidente com muitos aplausos e palavras de ordem.
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BSB, 29/01- O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que em 2009 o governo vai investir em habitação de interesse social.
De acordo com o presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, um pacote de medidas de investimento para o segmento será anunciado até o final do mês.
Entre as propostas sugeridas pela CBIC para o novo pacote estão: a criação de produtos que dêem maior tranqüilidade ao consumidor final, como a carência ao longo da vigência dos contratos de financiamentos habitacionais; a desoneração do produto final; subsídios; o cadastro positivo e desburocratização.
A meta será investir cerca de R$ 300 bilhões até 2023, para construir mais de 8 milhões de moradias para famílias com renda de até cinco salários mínimos.
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BSB, 28/01- O ex-presidente do Lehman Brothers, Richard S. Fuld Jr, vendeu sua mansão, comprada há cinco anos por R$ 13 milhões, por US$ 10 para sua esposa Kathleen. O negócio foi fechado em novembro depois do colapso que atingiu o Lehman em setembro do ano passado. A motivação não está clara, mas Fuld passa por intensa investigação desde que o Lehman entrou em colapso. "É possível que no momento o ex-chairman esteja transferindo propriedades devido ao temor de ações legais dos investidores", disseram advogados na Flórida.
O estado da Flórida possui leis generosas sobre proteção de domicílio que evitam que residentes percam suas moradias no caso de processos ou concordatas. Porém, Fuld pode não ser beneficiado por esta legislação porque terá dificuldade em comprovar que reside na Flórida, já que vivia e trabalhava em Nova York. Para advogados, a transferência para a esposa poderá parecer uma conveniência fraudulenta, já que ela não pagou um preço justo.
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BSB, 27/01- Desde o fim das sanções da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2003, quando o presidente Muammar Qadhafi se comprometeu a deixar de produzir armas de destruição em massa, as portas para o mundo começaram a se abrir. Agora, o governo líbio procura recuperar os prejuízos com um ambicioso plano de desenvolvimento.
Com 90% da economia girando em torno da venda de petróleo, o governo líbio investe prioritariamente em projetos de infra-estrutura e de habitação. Na capital, prédios altos estão sendo erguidos ao lado de construções antigas e mal conservadas. Ainda neste ano, o governo pretende iniciar a construção de um milhão de casas para a população de baixa renda.
Ainda em Trípoli, banhada pelo mar Mediterrâneo, e que concentra um quarto da população de todo o país (6,3 milhões), estão em andamento obras de construção de um anel viário para desafogar o trânsito e do novo aeroporto, que terá 440 mil metros quadrados, quase duas vezes o tamanho do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. O custo total destas duas obras é de US$ 1,850 bilhão.
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BSB, 26/01- O governo vai incluir mais projetos de habitação no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em um momento delicado, mas muito oportuno para reaquecer a economia doméstica. A avaliação é do presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), João Crestana.
Para ele, o fato do programa não ter sido implantado de forma efetiva se deve ao tamanho e dimensão do projeto. Crestana acredita que o PAC vai mesmo deslanchar nos últimos dois anos, impulsionando a atividade doméstica. "Tenho convicção de que o PAC vai ser realizado, especialmente, porque pautas que não estavam agregadas vão fazer parte com mais força. A habitação, por expemplo, que estava de maneira marginal no programa vai agora entrar no cronograma do governo para ativar a economia num momento delicado, pois é oportuno já que a indústria de contrução pode aquecer a atividade nacional, gerando emprego e renda", disse.
Segundo o dirigente, a demora para a implantação do programa tem apoio de discussões políticas que muitas vezes emperram a liberação dos projetos, mas por outro lado, são necessárias para priorizar as iniciativas. De acordo com o Comitê Gestor do PAC, o governo monitorava em setembro (último balanço realizado) 214 ações do eixo de Infraestrutura Social e Urbana, sendo que no setor de Habitação foram selecionados investimentos no valor total de R$ 13,5 bilhões, dos quais R$ 12,4 bilhões estão contratados.
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BSB, 26/01- Famílias que já têm casa própria, mas precisam melhorar seus domicílios também serão beneficiadas pelo Plano Nacional de Habitação. De acordo com projeto do governo federal em análise no Ministério da Fazend, as “cestas de material de construção”, de R$ 5,6 mil e R$ 5,8 mil, serão financiadas a quem tem capacidade de pagamento de juros de 6,16% ao ano. O governo chama o pacote de “autopromoção habitacional assistida”. A medida “de curto prazo” tem o objetivo de alcançar domicílios com necessidade de complementação de infraestrutura.
Além de facilitar acesso à aquisição de material de construção, o governo prevê assistência técnica gratuita, dada por engenheiros ou arquitetos, para evitar que a medida gere processo de favelização, com construção de imóveis sem planejamento. Em cidades menores, o financiamento de lotes também está no plano voltado a quem ganha menos.
A Associação Brasileira das Indústrias de Material de Construção (Abramat) tenta convencer o governo a zerar impostos para aquecer o mercado de baixa renda. O setor já tem a promessa de que o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) sofrerá redução no segmento. No PNH, há ainda previsão de isenção de impostos federais para projetos de imóveis de até R$ 80 mil.
Na proposta, famílias com renda entre R$ 800 e R$ 1600 terão financiamento habitacional facilitado. Para inserir essa faixa da população nas linhas de crédito imobiliário, há bônus para quem quitar em dia 18 prestações consecutivas. O “estímulo à adimplência” será o perdão de uma prestação a cada vez que as parcelas forem pagas no mês de vencimento.
Considerados clientes de “alto risco de crédito”, mutuários com renda de R$ 800 a R$ 1.600 (Rio e São Paulo) e de R$ 600 a R$ 1.600 (regiões com custo de vida mais baixo) serão incluídos no sistema de financiamento mediante contratação de seguro contra desemprego.
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BSB, 26/01- Recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) poderão ser destinados diretamente à população interessada em financiar ou construir um imóvel, e não somente a programas governamentais.
Interessados em construir, ampliar ou reformar a casa própria poderão adquirir “cesta” de material de construção de aproximadamente R$ 6 mil.
A reforma deverá ser acompanhada por arquiteto ou engenheiro, seguindo lei sancionada pelo presidente Lula em dezembro, concedendo o benefício de forma gratuita.
A estimativa do Plano Nacional de Habitação é que imóveis de 40 metros quadrados custem de R$ 29 mil a R$ 48 mil para as famílias beneficiadas. Os lotes de até 125 metros quadrados devem custar de R$ 12 mil a R$ 21 mil.
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